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Jair Bolsonaro se comporta e age como se fosse protegido de Chico Xavier


Enquanto "isentões", como num disco riscado, repetem o tempo todo que "não é bem assim", e esquerdistas ainda não acreditam no mais do que óbvio envolvimento de Francisco Cândido Xavier no seu apaixonado apoio à ditadura militar, o presidente Jair Bolsonaro segue no poder e até seus filhos se tornam intocáveis, até em inquéritos sobre fake news e sobre a atuação das milícias do Rio de Janeiro.

"Espíritas de esquerda" ficam saltitando de raiva bolsomínion só de ver os nomes de Chico Xavier e Jair Bolsonaro juntos. Jornaleiros evitam colocar, lado a lado, revistas que falam de Adolf Hitler com as que falam de Chico Xavier. "Isentões" ficam elaborando teses "científicas" - dentro dos padrões "científicos" dominantes no WhatsApp, Twitter, Instagram e até no Tik Tok - duvidando do óbvio, acreditando que o "médium" estaria sendo obsedidado na época.

E as esquerdas esperando o fim deste mês - quando se lembrará dos 18 anos de falecimento do "médium" - para "negociarem" com Chico Xavier para ele virar esquerdista, esforço vão que está sendo feito desde, pelo menos, 2003. O que se reza para Chico Xavier, idolatrado até por supostos ateus, era para ter reduzido o bolsonarismo a cinzas até hoje.

Mas, paciência, há muita gente de direita infiltrada nas esquerdas, e seu comportamento não é difícil de ser identificado. Eles quase não produzem conteúdo relevante de ideias progressistas, mais parecendo papagaios repetindo as ideias dos outros. Quando produzem textos, soam por demais panfletários e nada trazem de visceral em termos de ideias e questões, apenas "surfando" no que os verdadeiros intelectuais de esquerda escrevem e dizem.

Outra caraterística deles é a bajulação extrema, com apelos exageradamente emotivos, às figuras de Lula e Dilma Rousseff, tratados estranhamente como "deuses" ou "extra-terrestres", com uma estranha glorificação. Ficamos perguntando se Judas Iscariotes não teria sido um dos mais exaltados bajuladores de Jesus de Nazaré, antes de cometer a famosa traição, pago pelos sacerdotes para dedurar seu mestre e entregá-lo para o Império Romano.

Sabemos que essa traição de Judas foi cruel, mas o que não fazem nossos "espíritas", de Robson Pinheiro a Franklin Félix, passando por Divaldo Franco, José Medrado, Carlos Vereza, Orson Peter Carrara, e, no além-mar, José Lucas (Artigos Espíritas), ou, no passado, Alamar Régis Carvalho e Richard Simonetti, senão cometer traições um zilhão de vezes mais vergonhosas, mais deploráveis, mais abomináveis contra as lições da Codificação, que dão até vontade de vomitar durante horas?

Todos se julgam fiéis a Allan Kardec, como Judas declarava ser fiel a Jesus. Traem Allan Kardec o tempo todo, contrariando a doutrina que dizem defender. Injetam igrejismo medieval num momento ou em outro, traem o Iluminismo kardeciano contaminando-o, mesmo no menor aspecto, com o medievalismo xavieriano, em traições sem escrúpulos.

No entanto, feita a traição, voltam os "beijos da morte", os "beijos de Judas" a jurar falsa fidelidade, enquanto, hipócritas, falam mal da "vaticanização" dos outros - provavelmente "peixes pequenos" que "começam a surfar" no "movimento espírita" - e pedem "maior e mais absoluto respeito aos ensinamentos de Allan Kardec", respeito que eles mesmos são os últimos a cumprir.

É fácil estufar o peito e dizer, em voz grave, "Respeitem Allan Kardec!". É fácil pular da cadeira e saltitar, revoltado, ao saber que Chico Xavier colaborou com a ditadura militar, não por se indignar com o "médium", mas antes contra essa informação, que considera "mentirosa". Mas difícil é ser sincero nas suas limitações ou mesmo nos seus aspectos negativos.

Aqui no Brasil, Espiritismo está nas mãos dos seus traidores. É como se o Cristianismo primitivo estivesse nas mãos de Judas Iscariotes e Pôncio Pilatos, deturpando e adaptando aos sabores pessoais as raízes doutrinárias de Jesus. No entanto, como a falsidade é uma das "tradições" do país em eterno "complexo de vira-lata", os deturpadores são os que mais alardeiam que exercem "fidelidade absoluta" e "respeito rigoroso" aos postulados originais.

Aqui o que mais existe é falsidade, e as maiores demonstrações de falsidade não são feitas com aquele jeito sombrio conhecido de Olavo de Carvalho, combinando uma dicção vagarosa e melancólica com menções revoltosas de diversos fenômenos da vida humana. Os piores inimigos internos não são corcundas zangados e melancólicos agindo nas costas, colocados por trás de um grupo de pessoas nem afeitos a pouco sutis demonstrações de insensíveis afeições.

Os piores inimigos e maiores traidores são aqueles que parecem demonstrar um afeto fora do habitual, em que desafiam contextos e normalidades. No Espiritismo, os piores inimigos são aqueles que carregam demais na religiosidade, nas "boas energias" que carregam demais o excesso de luz, que cega, e de açúcar, que acaba fazendo mal com pieguice nauseante.

Dizer que Chico Xavier e Divaldo Franco são considerados inimigos internos do Espiritismo soa doloroso para muita gente, mas não somos nós que dissemos nem o Padre Quevedo, o Pato Donald e nem o Dragon Ball-Z. Quem descreve isso é Allan Kardec, apontando, em O Livro dos Médiuns, caraterísticas negativas que se identificam nas obras desses dois.

O problema não é o que se diz, é o que se faz. Os piores estupradores, por exemplo, são aqueles que imediatamente iniciam sua encenação, dizendo: "É um absurdo, eu não sou capaz de estuprar um mosquito, quanto mais uma mulher!", e capricha com suas poses de zangado ou entristecido, que, podendo ser compartilhadas por um considerável número de pessoas, podem até mesmo ser tomadas como "verdadeiras".

DIREITISTAS DENTRO DA ESQUERDA

Os "inimigos internos" são ainda uma novidade no Brasil. Muitos pensam que os inimigos internos são tão externos que imaginam que os "inimigos internos do Espiritismo" estão longe, escondidos em algum armário secreto da Igreja Universal do Reino de Deus.

Aqui "inimigo interno" se reduz a um estereótipo mais próximo do Quasímodo de O Corcunda de Notre Dame que fica escondido nas multidões, ouvindo não mais pelos ouvidos, mas pelos cotovelos. Ah, não sabem quantos inimigos internos estão na frente do auditório, cumprimentando pessoas de maneira efusiva, dando abraços fraternos e até encenando risadas entusiasmadas.

Os inimigos internos não estão escondidos no mato. No Espiritismo, os inimigos internos são os que mais recorrem à religiosidade para esconder a erosão doutrinária que provocam da Codificação. Ou para reforçar a retórica que fazem defendendo, mas da boa para fora, os postulados espíritas originais. E tudo isso caprichando na dramaticidade, na encenação: chegam ao ponto de dizer, com habilidade cênica de fazer inveja a Shakespeare, "não vamos só entender Kardec, mas vivê-lo, no dia a dia!".

Mas aí, quando se pergunta como "viver Kardec no dia a dia", os deturpadores, mesmo em seu discurso mirabolante, se atrapalham. "É só dar uma mensagem de consolo a alguém triste, dar um cobertor a um mendigo, fazer sopa para os pobres e se está vivendo Kardec no dia a dia", alegam, usando de forma distorcida e leviana o lema "Fora da caridade não há salvação" diante do vazio da apreciação de outros ensinamentos da Codificação.

Esse é o Brasil em que a falsidade é um vírus que contamina seriamente pessoas que se dizem "bem intencionadas" e fazem um discurso envolvente que encanta a todos, escondendo, no entanto, sentimentos e práticas ocultas que nem são assim tão edificantes.

Este é um país em que os piores assaltantes de banco não são os ladrões comuns de origem pobre, armados, muitos, de revólveres baratos ou de brinquedo, mas os próprios banqueiros, que mais faturaram com as crises políticas causadas a partir do golpe político de 2016.

Mas, dentro das esquerdas, a falsidade rola solta, quando vemos que há supostos esquerdistas com discursinho apaixonado, panfletário, que de maneira estranha pronuncia palavras como "libertário" e "povo" mais do que o adequado, não produzem conteúdo relevante - embora, como todo falso, tenha a pretensão de afirmar fazer o que não se faz ou finge fazer - e ficam bajulando ícones esquerdistas como se eles fossem mensageiros de outro planeta.

Nas esquerdas, há muitas queixas da infiltração de intelectuais culturais de direita e até de dublês de ativistas sócio-culturais, como as tais organizações do "funk", ritmo que sabemos sempre foi patrocinado pelo grupo político-empresarial que envolve Luciano Huck, Abílio Diniz e Jorge Paul Lemann. Aliás, é de interesse da Ambev que se ampliasse a degradação cultural com músicas popularescas e musas siliconadas, alimentando "bailes funk", vaquejadas e micaretas para vender mais cervejas, atraindo o povo pobre e ignorante para consumir mais cervejas.

Afinal, esse discurso "esquerdista" da "cultura das periferias" foi um paiol de bombas semióticas, que enganou a mídia esquerdista direitinho, seduzida por intelectuais "solidários" às classes pobres, exaltando ídolos cafonas do passado, funkeiros, "sertanejos" e outros popularescos para servir de trilha sonora de uma degradação cultural feita para deixar o povo pobre alienado no seu entretenimento regulado pela mídia corporativa, e ainda mais com o apetite descontrolado em consumir cerveja, aumentando ainda mais a fortuna de empresários como Lemann.

E por que as esquerdas aceitaram essa cilada, endeusando jornalistas, cineastas e antropólogos que falavam do "sonho de um Brasil mais brega" como se isso fosse algo "libertário", transformando subúrbios e zonas rurais de nosso país, incluindo as favelas, em pastiches das cidades cubanas com seus carros antigos, casas velhas e ruas sem asfaltos. Só que pastiches mais voltadas a um apetite consumista de países nada socialistas, convenhamos.

Há muita gente de direita fingindo ser amiga das esquerdas e até gozando da reputação conquistada às suas custas. E quem pensa que o Espiritismo, entregue, no Brasil, aos deturpadores, não possui seus pseudo-esquerdistas, engana-se.

Não confiamos, sinceramente, no "esquerdismo convicto" de gente como Franklin Félix e Ana Cláudia Laurindo, esta reagindo feito bolsomínion quando alguém fala os nomes de Chico Xavier e Jair Bolsonaro numa única frase sem fazer oposição entre um e outro.

Nós temos a oportunidade de consultar a tal comunidade "Espíritas de Esquerda", e esse perfil é uma grande bobagem. Um Jesus Cristo caricato, com boina de guerrilheiro socialista, e postagens ridículas que apenas macaqueiam o ideário esquerdista, sem trazer coisa alguma de visceral ou relevante.

Tudo soa panfletário, mistificador, mais parece um "baile funk" das palavras, sem o conteúdo real das ideias e das práticas. Tudo parece como se forçasse demais a barra, e é o que o "espiritismo de contos de fadas" de Franklin Félix (que na aparência está mais para primo do Bernardo Küster do que para espírita de esquerda) faz, na sua tentativa de adaptar um suposto espiritismo igrejeiro para um imaginário esquerdista não menos suposto.

Félix fica tristinho quando se fala que seu super-herói Adolfo Bezerra de Menezes é trabalhado como "um bom velhinho". Ele insiste em dizer que "Bezerra era enérgico", e o defende esquecendo que o médico foi quem introduziu, no Brasil, as ideias de Jean-Baptiste Roustaing, o primeiro a desfigurar as lições da Codificação, eliminando o que havia de racional e realista na Doutrina Espírita. E depois Franklin Félix quer defender o "Espiritismo autêntico".

Isso é tão cheio de contradições, numa contradição feita de propósito, que duvidamos que Franklin Félix e Ana Cláudia Laurindo sejam realmente progressistas. Até porque os dois dão muita consideração a Chico Xavier, que em suas ideias era o "AI-5 do bem", sempre pedindo para quem sofresse as piores desgraças que aguentem tudo isso calados, sem reclamar, pouco importando se os infortúnios duram a vida toda ou se mesmo crescem e se agravam com o tempo.

JAIR BOLSONARO E CHICO XAVIER ERAM ARRIVISTAS

E aí vemos os "espíritas de esquerda" blindando, quando podem, Chico Xavier, sem ter condições de brigar demais com os fatos, pois alguns aspectos negativos da carreira do "médium" possuem provas irrefutáveis às quais nem mesmo o pensamento desejoso pode ir muito longe para tentar desmentir a realidade.

Quando não é possível tal desmentimento, então Chico Xavier é retirado do pedestal e antigas atribuições como "espírito de luz" e "quase deus" são substituídas agora por qualificações "gente como a gente", bem no espírito do tempo medíocre em que vivemos, definindo agora o "médium" como um "ser imperfeito" e como "espírito endividado".

Enquanto isso, espera-se que a onda de fake news "espíritas" - o "espiritismo" brasileiro, através do próprio Chico Xavier, é pioneiro na produção de literatura fake - possa "reinventar" um Chico Xavier de contos de fadas, "arrependido" com o apoio à ditadura militar e "manifestando simpatia" pelo então presidenciável Lula em 2002.

Infelizmente, é ótimo para os "espíritas" fabricar lorotas aqui e ali, sob o pretexto de "histórias lindas", porque falar "sobre o bem" não traz desconfianças, e da forma dócil com que se mencionam as palavras, até mesmo um cético se sente seduzido por tal discurso, despejado como o mais perigoso dos "cantos de sereias".

Temos dificuldade de desmontar tais discursos e mesmo nos apoiando no questionamento enérgico de Allan Kardec, não conseguimos ser ouvidos, porque no Brasil nossos Ulisses, em suas odisseias, preferem se afogar nadando atrás das sereias (que, em verdade, não são tão belas quanto parecem, pois têm a aparência de velhinhos feiosos) do que se amarrarem nos mastros como o lendário Odisseu, por acharem que isso seria "castrar a liberdade".

A "liberdade" dos brasileiros é aquela em que, não possuindo asas, o homem se sinta "livre" para voar sobre o abismo, sem perceber a sua própria queda. E o "canto de sereia" de Chico Xavier, que sempre pediu para o ser humano viver na servidão, na submissão e na conformação com a própria desgraça (ou empenhado a se sacrificar acima dos limites para superá-la), é o que leva homens com um mínimo de dignidade para a perdição, mantendo-os vivos ou não, conforme o caso.

E aí as pessoas que se revoltam quando se compara Chico Xavier com Jair Bolsonaro, como se os dois fossem equivalentes, se esquecem de uma coisa. Chico Xavier é adorado até por laicos, e por que, com tanta gente venerando o "médium", Jair Bolsonaro, seu "antônimo", não foi até agora expelido do poder? Por que seus filhos Carluxo, Flávio e Eduardo ficam imunes aos piores infortúnios, apesar de suas atividades e declarações muito "da pesada"?

Sabemos que as pessoas vão, teimosamente, renegar, mas Chico Xavier e Jair Bolsonaro tiveram um mesmo arrivismo. Substitua Parnaso de Além-Túmulo por "explosão na adutora de Bangu", "psicografia" por "atentados nos quartéis" e "indignação nos meios literários" por "indignação nos meios militares". Substitua a "improcedência do processo dos herdeiros de Humberto de Campos contra Chico Xavier" por "absolvição de Jair Bolsonaro no caso do plano terrorista" para vermos o quanto os caminhos dos dois são bastante paralelos.

Quem ouvir Chico Xavier no Pinga Fogo, da TV Tupi, verá o "bondoso médium" dando declarações reacionárias dignas de Jair Bolsonaro. E quem acompanha sua história nunca o viu, ao longo de suas últimas décadas de vida, mudando seus valores radicalmente, até porque se achava velho demais para isso. Chico Xavier, marxista? Nem nos sonhos dos terraplanistas discípulos de Olavo de Carvalho, que definem até a Rede Globo como "mídia comunista".

Como todo direitista irremediável, Chico Xavier acreditava que a redemocratização do Brasil só viria "por decisão de Deus". Ele foi conservador até o fim da vida. Seu texto "Recomeço", que defende a servidão e o trabalho exaustivo, foi divulgado em 1996, seis anos antes de morrer, o que indica que os valores medievais e ultraconservadores de Chico Xavier não haviam mudado.

Devemos parar de paixões religiosas, de pensamentos desejosos e tantas ilusões. E ver que a falsidade e a dissimulação criou, nos últimos 45 anos, uma falsa realidade brasileira que deixa muitos na sua zona de conforto, manifestando o eterno "complexo de vira-lata" através de um estranho orgulho de cometer erros e possuir defeitos na personalidade, algo que condiz à mediocridade complacente que deixa o Brasil na sua eterna e irrecuperável desordem.

E isso ocorrerá até a expansão da tragédia do coronavírus e a revelação da falsidade de muitas pessoas que, em tempos de quarentena, terão revelados seus instintos ocultos, refletidos nos espelhos das almas que vão mostrar que os "inimigos internos", seja de causas como o progressismo de esquerda e o Espiritismo, estão dentro delas e entre os supostos adeptos que parecem mais apaixonados e acolhedores, como raposas declarando pretenso amor às galinhas.

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