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Mostrando postagens de setembro, 2020

Quando adultos e idosos se apegam e se iludem com os "médiuns espíritas"

  EXISTEM PEREGRINOS E "PEREGRINOS". Imaginemos o seguinte problema. Um pai de família "espírita" fica irritado com tantas despesas a pagar. De repente, tem que pagar, pelo menos, R$ 20 mil para um simples tratamento de saúde do filho. Furioso, ele ralha com os filhos porque eles não conseguem obter um emprego, mesmo que eles se esforcem para procurar um e não conseguem resposta, e mesmo quando eles estudam muito para um concurso e não conseguem passar (talvez porque algum "robô" que lê a ficha de respostas tenha sido "manipulado" por algum espírito obsessor, né?). É fácil dar bronca a quem está no lado de baixo. É fácil passar perto de um sem-teto e resmungar "vá trabalhar, seu vagabundo". Facílimo. Mas ninguém cobra dos empregadores que concedam emprego para os necessitados. E, no caso dos "médiuns espíritas", ninguém reclama por eles fazerem viagens pomposas e extravagantes para fazer palestras onde ninguém dá ouvido a eles

O dilema do "espiritismo" brasileiro

  Diante da ilusão que muita gente mantém, até com grande persistência, de que o "espiritismo" brasileiro seria um "diferencial de fé religiosa", "imperfeito, mas muito melhor que os evangélicos neopentecostais", um episódio chamou a atenção, há poucos dias. Um jovem de 38 anos chamado Rodrigo Ferronato, assumidamente bolsonarista, ofendeu uma vendedora e provocou vandalismo numa sorveteria de Campinas, destruindo objetos, chamando a vítima de "palhaça" e dizendo que ele "não era uma comédia", apesar do jeito patético e histriônico do rapaz, que lembra o influenciador digital Paulo Kogos, jovem da alta sociedade, em seus surtos mais nervosos. Tudo seria normal se o bolsomínion não declarasse uma coisa: ser "espírita". Sim, o "espírita kardecista", eufemismo para um roustanguismo cafajeste que fala mal da "deturpação dos outros" e quer nos fazer crer que os "inimigos internos do Espiritismo" estão

A exemplo de Jair Bolsonaro, Chico Xavier também é "trampolim" para famosos esquecidos

  MÁRIO FRIAS E FERNANDA SOUZA - Ele, secretário de pasta do governo Jair Bolsonaro, ela acolhendo "profecias" de Chico Xavier. Em muitos aspectos, Francisco Cândido Xavier e Jair Messias Bolsonaro se afinam. Seja na trajetória arrivista, seja no conservadorismo de ideias, seja na forma como são glorificados, seja na sua legião de "isentões" que tentam desmentir o fanatismo, seja no lema "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho" e "Brasil, Acima de Tudo, Deus, Acima de Todos" que nem os semiólogos mais esforçados perceberam a analogia. Também ficamos perguntando se os "neopentecostais", os "neopenteques", não estariam apenas arrumando o picadeiro como bobos da corte do obscurantismo religioso, preparando o espetáculo ainda mais medieval que é o "espiritismo" brasileiro, que, de maneira bastante explícita nos livros de Chico Xavier, envolvem pautas moralistas e sociais que parecem dignas das forças golpistas de

Amauri Xavier está "voltando"

  No filme distópico sul-coreano Parasita (Gisaengchung) , de 2019, uma família em processo de empobrecimento, os Kims, trama uma ascensão social na casa de uma família rica, os Parks, expulsando seus empregados e substituindo-os. Entre os expulsos, estava uma governanta, Moon-kwang, demitida por conta de uma grave alergia.  Só que Moon retorna para a casa dos Park, para buscar o marido Geun-sae, foragido para evitar agiotas. Geun teria sido sócio de negócios do Sr. Park, patriarca da rica família e poderoso empresário. Com o retorno dos Park de um acampamento, muitas reviravoltas acontecem. Dias depois, quando ocorre uma festa, Geun-sae sai do seu esconderijo, fere gravemente o protagonista Ki-woo, o jovem da família Kim, e, vingativo, esfaqueia mortalmente a irmã do rapaz, Ki-Jeong. Crônica dos tempos distópicos dos últimos anos, em que as elites dominantes do poder econômico reivindicam a recuperação ou a preservação de seus privilégios, Parasita  chama a atenção por esse ato de Geu

Brasil gosta de pôr vinho novo em odres velhos. Evangelho reprova três vezes

  O Brasil tem uma mania terrível. É a de que, quando acolhe ou produz um fenômeno novo, ele sempre se adapta em relação ao velho fenômeno que deveria superar, mas que se molda praticamente de acordo com ele. Em outras palavras, o novo tem sempre que adequar ao velho, ao superado e ao obsoleto para se fazer valer no Brasil. É por isso que nosso país não cresce. Em vários âmbitos da sociedade, nota-se sempre o novo sendo "filtrado" pelo velho. Por exemplo, nossa Jovem Guarda suavizou, e muito, a rebeldia do rock original, acolhendo formas até piegas como o rock italiano.  Em se falando de rock, também vemos as chamadas "rádios rock" também se pautam pelo velho, como as festejadas - tanto como "vacas sagradas" como "arroz de festa" - Rádio Cidade, do Rio, e 89 FM, de Sampa, ambas moldadas num padrão radiofônico conservador, com estrutura e mentalidade de rádio pop e repertório restrito ao hit-parade . E isso com as "rádios rock" contratan

"Mediunidade" de Chico Xavier não passou de alucinação

  Uma matéria da revista Realidade, de novembro de 1971, dedicada a Francisco Cândido Xavier, mostrava inúmeros pontos duvidosos de sua trajetória "mediúnica", incluindo um trote feito pelo repórter José Hamilton Ribeiro - o mesmo que, ultimamente, faz matérias para o Globo Rural, da Rede Globo - , incluindo uma idosa doente, mas ainda viva, que havia sido dada como "morta" (ela só morreu depois da suposta psicografia e, nem por isso, seu espírito se apressou a mandar mensagem) e um fictício espírito de um paulista. Embora a matéria passasse pano nos projetos assistencialistas de Chico Xavier e alegasse que sua presença era tão agradável que "ninguém queria largar ele", uma menção "positiva" do perigoso processo do "bombardeio de amor" ( love bombing ), a matéria punha em xeque a "mediunidade" dele, e aqui mostramos um texto que enfatiza um exame médico que constatou que esse dom era falso. Os chiquistas alegaram que outros ex

Florianópolis deixa ônibus "iguaizinhos" mas não promove igualdade social

  No Brasil, as autoridades não promovem a padronização visual dos ônibus por motivos fraternos e porque as diferentes empresas de ônibus "são irmãs" a serviço de Nosso Senhor Jesus Cristo. O buraco é mais embaixo e, além de acobertar a corrupção político-empresarial, partidarizar o transporte coletivo (os governantes acabam sendo "eleitos" pelos empresários de ônibus, usando a mobilidade urbana como álibi para o cabresto eleitoral), serve de marketing  para governantes incompetentes. Afinal, esses governantes não investem em Saúde e Educação, pouco fazem para a população pobre, e apenas investem em simulacros de "grandes projetos", de "medidas em favor da população carente", verdadeiras conversas para boi dormir que atendem mais a interesses que envolvem especulação imobiliária e outras tramoias por trás do discurso sempre mirabolante do superprefeito e do supergovernador que adotam esse papo mentiroso. Eles precisam botar seus logotipos nos ôni