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Rádio Cidade e o rock não como cultura musical, mas como "seita religiosa"

De volta ao dial do Rio de Janeiro há dois meses, a Rádio Cidade mais uma vez tenta se arriscar como "radio de rock", sempre dentro daquela linha conservadora e aquela mentalidade de rádio só de hits. A única mudança que se deu, em relação a experiências anteriores (1995-2006 e 2014-2016), é que o repertório será concentrado no perfil flash rock e voltado ao público mais adulto.

Apesar da volta ocorrida em fevereiro, seu marketing começou a pegar mesmo nas últimas semanas, com o reflexo dos festivais Lollapalooza Brasil, que já ocorreu, e o Rock In Rio, prestes a ocorrer daqui a cinco meses.

O que chama a atenção é que a Rádio Cidade não teve trajetória original como rádio de rock e é irônico que seu perfil "rock clássico" venha com mais de quatro décadas de atraso, porque perdeu a oportunidade de competir com a Eldo Pop, especialista no ramo. A rádio surgiu e passou muito tempo ancorando o pop convencional, e, dizem, só passou a explorar o rock por causa da invej…
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Quando o assunto é questionar Chico Xavier, não se pode deixar para lá

Há um grande descaso das pessoas quando a necessidade é de questionarmos e investigarmos a deturpação do Espiritismo e, sobretudo, o mito do grande deturpador Francisco Cândido Xavier, popularmente conhecido como Chico Xavier.

Esquerdistas, ateus, intelectuais independentes, acadêmicos, juristas, todos se tornam impotentes em enfrentar o mito, construído há 40 anos para atender à demanda não de espíritos superiores, mas dos generais da ditadura militar que precisavam de um pretenso pacifista para servir de "cortina de fumaça" para a crise sócio-política do período.

O pessoal todo caiu na pegadinha e se rendeu ao canto-de-sereia de Chico Xavier com sua imagem associada a jardins floridos, céus ensolarados e crianças, aves e bichinhos fofinhos. Nem personagem de animação da Disney tem esse benefício tão fantasioso e é vergonhoso ver pessoas crescidas se renderem a tamanho apelo de "bombardeio de amor", o perigoso truque de manipulação mental caraterístico por fortes…

Chiquistas "de esquerda" se comportam iguaizinhos aos bolsonaristas

Diante dos questionamentos diversos que envolvem o deturpado "espiritismo" brasileiro, surgem engraçadinhos, dentro da horda de "isentões espíritas" - aqueles que sempre puxam para trás nas discussões e reivindicam a posse da palavra final para tudo - , que se acham "de esquerda" e cultuam o "médium" Francisco Cândido Xavier.

Eles não incluem os jornalistas, blogueiros e youtubers sérios, que, sendo progressistas de verdade, no entanto têm a boa-fé de apreciar Chico Xavier, com base na narrativa adocicada que blinda o "médium" desde o final dos anos 1970. Estes podem estar agindo por ingenuidade e sendo deixados levar pelos apelos aparentemente belos da religiosidade.

O que mencionamos são alguns jornalistas e blogueiros de menor expressão e mensageiros em fóruns de Internet ou nas redes sociais que impõem convicções dentro de alegações de suposta imparcialidade e pretensa objetividade. Acham que, com base em apelos supostamente agrad…

"Espiritismo" brasileiro permite o "calote moral" de Chico Xavier

Notaram que, quando se falam dos erros no "espiritismo" brasileiro, o "médium" Francisco Cândido Xavier é sempre livrado de culpa? Beneficiado por uma narrativa que lembra muito um conto de fadas, o "médium", de tão esperto, virou uma espécie de "caloteiro moral" e nunca é contestado nem questionado e, muito menos, responsabilizado pelos seus próprios erros.
Vivemos a onda dos seguidores e até dos simpatizantes "leigos" do "espiritismo brasileiro" dizerem que os ditos "médiuns" são "imperfeitos e falíveis", dentro daquele modismo de dizer que "todo mundo erra" trazido por bolsonaristas assumidos ou não.
Essa "carteirada por baixo", que em nada resolve quanto aos erros cometidos pela religião que traiu os postulados originais da literatura kardeciana, beneficia sobretudo Chico Xavier, que agora recebe uma espécie de idolatria não-assumida, uma adoração cega e fanática que não se declara…

Ênfase na aceitação do sofrimento derruba mito de que "espiritismo" é caridoso

Parece um disco riscado. As pessoas falam que o "espiritismo" brasileiro "pratica a caridade", que Francisco Cândido Xavier "até errou muito, mas pelo menos fez caridade" e blablablá. Mas ninguém mesmo consegue explicar essa "caridade", que, se tivesse realmente ocorrido, teria levado o Brasil aos padrões escandinavos de vida.

Não tem como escapar. Afinal, a grandeza com que se fala dos "médiuns", a partir do próprio Chico Xavier, mesmo quando se admite que ele "era imperfeito", sugere que sua "caridade" pudesse trazer progressos bastante significativos para todos. E, o que é mais grave, como Chico Xavier tem uma projeção que ultrapassa os limites do "espiritismo", esse resultado deveria seguir o mesmo sentido.

Só que não. E não podemos dizer, aqui, que os "médiuns" não têm a obrigação de trazer resultados profundos. Só que quem diz isso cai em contradição. Achar que progressos sociais são só co…

Esquerdas têm que saber que Lula é o extremo oposto de Chico Xavier

O chamado idiota de esquerda acha que o suposto médium Francisco Cândido Xavier é "progressista" porque apresenta uma simbologia relacionada, em tese, à esperança, à bondade, à simplicidade e ao humanismo, quando se sabe que tudo isso é lorota para vender livros mistificadores, arremedos de auto-ajuda que encheram e enchem os cofres dos dirigentes "espíritas".

Errado. Primeiro, porque as pessoas desconhecem que os sentidos de "caridade" e "fraternidade" podem ser dervirtuados, como a palavra "democracia". A "caridade" em Chico Xavier se limita a ações paliativas, que não rompem com o sistema de desigualdades que temos, mantendo os pobres em posição submissa e não comprometendo os privilégios dos mais ricos. A desculpa, segundo o "médium", é que "Deus irá resolver um dia" sobre os abusos da "turma mais privilegiada".

Segundo, porque se as pessoas lerem com muita atenção as ideias de Chico Xavier,…

Mídia não noticia mortes de feminicidas para "não assustar"

Notaram que a grande imprensa quase não noticia mortes de feminicidas? A não ser quando o contexto obriga, os feminicidas "desaparecem" sem deixar rastros. Num contexto em que se noticia até morte de gandula de futebol de várzea, os homens que assassinam suas mulheres ou, em certos casos, amigas, parceiras ou clientes de algum evento, simplesmente "somem de cena", e, de tão divinizados pela sociedade machista brasileira, devem "se ascender ao Senhor".
Os obituários no Brasil precisam ser seletivos, de modo que pareça lista do Prêmio Nobel. Quase sempre com pessoas legais, gente admirável e até gente não tão admirável assim, mas que parece estar bem na fita. Tudo isso porque é necessário dar a impressão de que a morte é apenas inevitável para os escolhidos.
Já os assassinos, principalmente feminicidas, eles "não morrem". Talvez seja até compreensível que a imprensa não noticie mortes de pistoleiros, jagunços, justiceiros, capangas e milicianos, …