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Rio de Janeiro paga caro pelo seu retrocesso

Reduto de cyberbullying de internautas idiotas que defendem causas retrógradas a ponto de perderem tempo criando blogs para ofender quem discorda disso. Reduto de fanáticos por futebol, que se torna a "moeda social" das relações sociais e vira até motivo de assédio moral (quem não curte futebol corre risco de perder emprego). Reduto de degradação cultural, com a cultura rock reduzida a uma forma pasteurizada pela Rádio Cidade, e uma "cultura popular" entregue a fenômenos popularescos, como o "funk" e o "sertanejo", e ao pseudo-jornalismo dos programas policialescos.

O Rio de Janeiro que já teve, em sua capital, o patético fenômeno dos ônibus padronizados - que, sob sua influência, fez essa ideia retrógrada ser requentada em cidades como São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, e se ampliar em cidades como Florianópolis e, dentro do RJ, Niterói, São Gonçalo e Nova Iguaçu - que causam confusão nos passageiros, está pagando o preço caríssimo de seus re…
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Esquerdas caem na armadilha ao adorar Chico Xavier e companhia

Na Odisseia de Homero, o bravo Ulisses ordenou a seus tripulantes que o amarrassem no mastro para não cair no mar seduzido pelo canto das sereias. No Brasil em que um Ulisses, o ativista da democracia Ulysses Guimarães, não se afogou pelo canto de sereia, mas por um acidente aéreo, as esquerdas é que se seduzem pelas armadilhas sedutoras desse perigoso canto.

E ele não parte de mulheres bonitas dotadas de vozes belíssimas, mas de velhos feiosos com vozes feiosas. Enquanto o "bombardeio de amor" persiste em ser uma novidade que só ocorre nas áreas rurais de países eslavos, aqui ele só é negativo no seu termo em inglês, love bombing, e atribuído somente ao charlatanismo evangélico das seitas neopentecostais.

Sabendo que um editor do The Intercept, Alexandre de Santi, é co-autor de um livro sobre Francisco Cândido Xavier, vemos que as lutas para combater os retrocessos no Brasil ameaçam ir por água abaixo.

Não é à toa que as "boas energias" de Chico Xavier fizeram Gl…

Filme tenta glamourizar imagem de Divaldo Franco, que apoiou a Operação Lava Jato

O PRÓPRIO DIVALDO FRANCO FOI VER O FILME QUE O BAJULOU.
O "espiritismo" brasileiro é uma religião cujos líderes vivem na moleza. Traem Allan Kardec o tempo inteiro, desviando dos seus ensinamentos, voltados à lógica, e criam uma farra igrejeira na qual usam todo tipo de argumentação, conseguindo enganar muita gente direitinho.
E aí vemos os "médiuns", ou seja, os anti-médiuns porque eles querem ser o centro das atenções, com seu discurso piegas e seu visual cafona - entre tantos outros apelos igualmente cafonas - , e conseguem atrair para si um considerável número de fanáticos, além de serem dotados de uma blindagem de fazer dar inveja a qualquer tucano.
Quer dizer, em termos. Estamos falando do evento de lançamento do filme de Clóvis Mello, com o tendencioso título de Divaldo - Mensageiro da Paz, que além de contar com um elenco típico de novela global, o filme teve, na sua cerimônia, o aval de gente "tarimbada" como o tucano João Dória Jr., governador d…

Em que momento Chico Xavier "romperá" com Jair Bolsonaro?

LUCIANO HUCK, ADMIRADOR E UM DOS COMPARADOS COM CHICO XAVIER, NA TERRA NATAL DO "MÉDIUM", PEDRO LEOPOLDO.

Com toda certeza, Francisco Cândido Xavier teria apoiado a campanha de Jair Bolsonaro em 2018. Vendo a tendência de famosos apoiando o então candidato, como atletas olímpicos, atores e atrizes de TV e cantores popularescos ou de MPB, muitos deles menos verossímeis, podemos analisar que Chico Xavier teria apoiado Bolsonaro, se o "médium" estivesse vivo.

Teria sido um apoio crítico, e temos absoluta certeza que a opção que Chico Xavier nunca escolheria era o Partido dos Trabalhadores. Para desespero de muitos esquerdistas, iludidos em ver a imagem do "médium" associada a ideias melífluas - embora feioso e velho, Chico Xavier foi a "Tábata Amaral" do seu tempo, com a diferença de que conseguiu enganar as esquerdas e iludiu até semiólogos de esquerda que criticam a "esquerda namastê' - , o beato de Pedro Leopoldo e Uberaba foi um anti-p…

Chico Xavier vai se "dissociar" de Jair Bolsonaro?

Com a crise do governo Jair Bolsonaro e da Operação Lava Jato, quando denúncias do The Intercept mostram Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e companhia adotando práticas e opiniões inconvenientes, muitos "espíritas", que apoiaram os "ventos de março de 2016" como se fossem o "começo da regeneração", estão sem explicar sobre a constatação de que eles apoiaram o golpe político nos últimos quatro anos.

Tentam eles dizer que "foi sem querer", que "agiram por precipitação", que "foram enganados por espíritos obsessores" etc. Mas eles publicaram, veicularam, alardearam seu apoio escancarado aos protestos do "Fora Dilma", à Operação Lava Jato, ao governo Michel Temer, à reforma trabalhista, à reforma da Previdência e a ideias análogas à Escola Sem Partido, como se tivessem exata noção e consciência do que fizeram.

Sem autocrítica verdadeira, os "espíritas" agora, apavorados, tentam desmentir tudo o que foi manifesto …

Brasil é o país que se cobra até para tetraplégico se mexer

O Brasil precisa se mexer. Ultimamente andamos publicando textos amargos, que deixam muita gente com medo. É fácil ficar na zona de conforto e deixar que nossos entulhos mentais apodreçam no nosso inconsciente, enquanto nos apegamos em convicções que perderam sentido há muito tempo. É um país muito estranho, de uma sociedade capaz de cobrar dos tetraplégicos para se mexerem, meterem a cara e encararem um maratona, de preferência sem cadeira de rodas.

Atualmente, o Brasil sofre os efeitos nefastos de um padrão de valores, práticas e procedimentos que só tiveram alguma razão de ser há 40 anos. Falsidades, dissimulações, pretensiosismos, entre tantos outros sentimentos e sensações levianos, tudo isso se baseia em motivações que em 1979 até eram compreensíveis, mas em pleno século XXI não são sequer toleráveis. Mas persistem.

Os brasileiros, salvo exceções, não gostam de modernidade. As pessoas mais conservadoras parecem viver no eterno saudosismo do Brasil-colônia. As pessoas um pouco m…

Fernanda Young e a mania do Brasil vibrar contra a modernidade

Alberto Santos Dumont, Noel Rosa, Mário de Andrade, Gláucio Gill, Sylvia Telles, Leila Diniz, Oduvaldo Vianna Filho, Gláuber Rocha, Júlio Barroso, Henfil, Nara Leão, Raul Seixas, Cazuza, Renato Russo, Chico Science, e, agora, Fernanda Young.

Como pessoas dotadas de um talento grandioso e diferenciado e que, não raro, possuem atuação decisiva em momentos de profunda modernidade e pioneirismo, morrem tão cedo no Brasil, como hóspedes desse hotel gigantesco que é o nosso país, forçados a abandoná-lo diante de um astral viciadamente conservador e reacionário.

Chegamos a subverter a lógica. A sociedade moralista está acostumada a ver morrerem cedo pessoas de grande valor. Até parecem que torcem para elas morrerem cedo e, simbolicamente, serem apenas ícones cuja existência se limita à admiração póstuma, sem poderem mais interferir no nosso presente. Eles se tornam "eternos" apenas como legado, mas deixam de contribuir para o nosso presente sofrido.

Devemos chamar a atenção para o…