segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Não é o Espiritismo que é charlatão; o "movimento espírita" brasileiro é que comete charlatanismo

FRAUDE DE MATERIALIZAÇÃO - Pessoas ou objetos cobertos que exibem fotos mimeografadas ou de recortes de revistas.

Muita gente se assusta quando se fala que nomes como Francisco Cândido Xavier e Divaldo Franco praticam charlatanismo. Seus seguidores, uns quase choramingando, outros mesmo tomados de prantos, reagem dizendo que tal adjetivo é "forte demais" para qualificar "pessoas de bem".

Aqui existe a mania do relativismo, já que no Brasil até homicidas saem da cadeia e retomam suas vidas como se não tivessem cometido crime algum, pouco importando os danos causados pelas famílias das vítimas. Se isso ocorre sob o consentimento da Justiça, o que dizer daqueles que deturpam e distorcem a Doutrina Espírita, à mercê de muitas fraudes e irregularidades.

É verdade que o Espiritismo como um todo é acusado de charlatanismo no mundo inteiro. Lidar com fenômenos tidos como sobrenaturais causa desconfiança, e não é raro que venham pessoas para denunciar uma manifestação espírita, seja qual flor, de charlatã por si só.

O que queremos esclarecer é que, no Brasil, embora setores ortodoxos da Igreja Católica tenham acusado as primeiras atividades do "movimento espírita" brasileiro de "charlatanismo", o problema não está no fato da Doutrina Espírita ser charlatã por excelência, mas a forma com que se faz "espiritismo" aqui no Brasil.

Admitimos que existem fenômenos espirituais, vida após a morte, reencarnação, curas espirituais e outras atividades do gênero. O problema é que elas não são devidamente estudadas e nem chegam mesmo a serem feitas no Brasil.

Muitas fraudes são feitas, protegidas por retóricas e roupagens de religiosidade adotadas num "espiritismo" mais próximo do Catolicismo medieval fundado pelo imperador romano Constantino do que das ideias científicas de Allan Kardec.

Se consideramos até mesmo os astros do "espiritismo" brasileiro, como Chico Xavier e Divaldo Franco, como "charlatães", é porque tal constatação age em função da investigação séria que muitos fazem diante da irregularidade de suas atividades.

As pessoas ficam apegadas à imagem material do "velhinho frágil e bondoso", por parte de Chico, e do "generoso professor" por parte de Divaldo, que muitos esquecem que eles também participaram da farra de irregularidades que tornou-se regra no "movimento espírita" brasileiro.

MORALISMO RELIGIOSO SERVE PARA FAVORECER E ESCONDER CORRUPÇÃO

O que vemos nos eventos "espíritas" no Brasil e até em outras partes do mundo influenciadas pelo exemplo brasileiro é que há muito engodo moralista, muita recomendação para nos comportarmos direitinho na encarnação presente, aceitando cada absurdo e sofrendo infortúnios com sorriso nos lábios.

Não há qualquer estudo sério sobre fenômenos espirituais e o que se observa na "ciência" feita ou, pelo menos, falada pelo "movimento espírita" é uma pasmaceira retórica em que há muito mais especulação do que conhecimento.

O "espiritismo" brasileiro não é charlatão porque trata de fenômenos espirituais ou promete fazer curas paranormais. Ele é charlatão porque seus "médiuns" preferem escrever mensagens imaginárias de propaganda religiosa e, num ato de falsidade ideológica, atribuir ao falecido de sua preferência.

E isso é feito tanto pelo "médium" de porão de birosca quanto por pessoas "respeitáveis" como Chico Xavier e Divaldo Franco, para os quais pesam sérias acusações de plágios literários, entre outras irregularidades sérias.

Não é a popularidade dos dois, tidos como quase "divindades" - em certos casos até chegando bem perto disso - e associados a uma filantropia mal explicada, duvidosa já no seu modelo de ensinar a ler e a escrever desde que se acreditem nas ninharias neo-católicas e neo-medievais que suas crenças transmitem, que irá poupá-los das acusações de charlatanismo.

Não se pode prender no infantilismo do "mistério da fé", e deixar que certas coisas permaneçam longe da apreciação do raciocínio investigativo e questionador. A religião não pode ser uma ilha da fantasia para a qual a contestação da razão não possa penetrar.

Por isso, se há charlatanismo no "movimento espírita", isso não é da natureza do Espiritismo em si, mas pelo festival de irregularidades que seus integrantes fazem, e cujo teor de fraudes não é difícil de ser diagnosticado. E o charlatanismo é ainda mais deplorável quando ele se esconde sob a capa da "caridade" e do "amor ao próximo".

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Divaldo Franco e seu falsete do "dr. Bezerra"


Num meio de supostos "médiuns" que se valem de estrelismo e deixam de lado a função intermediária que lhe caberia cumprir, dois se destacam usando de seu carisma e popularidade para promover charlatanismo e ainda por cima se passaram por "honestos" e "acima de qualquer suspeita": Francisco Cândido Xavier e Divaldo Franco.

Hoje vamos mostrar o caso de Divaldo Franco numa de suas irregularidades, sua mania de supor falsetes que seriam de personagens do século XIX, que não deixaram registros de suas vozes, e que o anti-médium baiano lança como se fosse psicofonia, que é o processo de incorporar vozes de pessoas falecidas.

Se não há como saber as vozes originais dos mortos, sobretudo num contexto em que o "espiritismo" brasileiro vive uma verdadeira farra de crenças deturpadas, dogmas impostos, ritos transplantados e fraudes no processo de mediunidade, entre tantas irregularidades, então não há como acreditar nesses espetáculos trazidos por esses "espíritas".

O mais grave que se observa é que, em certas "manifestações", Divaldo apela para um processo que seria surreal se não fosse fraudulento. Nós, que somos comprometidos com a lógica e com o bom senso, preferimos considerar fraudulento, porque traz respostas mais concretas e realistas.

Esse processo surreal é a ininterrupta transição da voz do "médium" para a do espírito, sem pausa, algo totalmente absurdo, e que mostra o grau de charlatanismo existente no ato. Dois espíritos dificilmente iriam continuar uma mensagem quando o primeiro fala e o segundo completa de forma rigorosamente instantânea.

Mesmo quando existe agilidade por parte do segundo orador, ela não é instantânea. Nos vídeos abaixo, Divaldo Franco "se transforma" no médico Adolfo Bezerra de Menezes num toque de mágica, o que mostra uma gravíssima incoerência.

Se essa instantaneidade já é difícil entre duas pessoas de corpos diferentes, porque requer uma atenção olímpica para que um complete a mensagem do antecessor sem que houvesse pausa entre um e outro, na mediunidade, em que um médium "empresta" seu corpo para outro espírito, isso é ainda impossível.

Primeiro, porque quando o médium recebe um espírito, existe uma transição que leva alguma parcela de tempo. Impossível Divaldo Franco falar com sua própria voz e, numa fração de milésimos, sua voz se "transformar" em "dr. Bezerra" sem que houvesse interrupções, pausas etc.

Não há como creditar Divaldo Franco como um mágico ou acharmos que tais "mistérios" tenham que se manter indecifráveis e intocáveis, bastando a fé para achar que tudo é "verdadeiro" mesmo quando escapa a todo tipo de lógica. Não é a fé que vai inocentar aspectos e procedimentos fora de lógica e colocá-los no exílio seguro do pitoresco intocável pelo "mistério da fé".

Portanto, a observação só nos faz constatar que Divaldo Franco não fez psicofonia alguma. Nem de Divaldo Franco, nem do Marechal Deodoro ou de outra personalidade que não deixou registros sonoros. O que ele fez foi um grande falsete.

E, se teve a facilidade de "se transformar" numa questão de quase nenhum milésimo de segundo, em alguém falecido, é porque sua habilidade não é a psicofonia, mas tão simplesmente o falsete e a invenção de vozes e timbres de quem nunca deixou registros sonoros.