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Brasil, o país das "cortinas de fumaça", cuja "capital" é o Rio de Janeiro



Notaram que quase sempre quando tem um fenômeno "novo", ele sempre vem com algum detalhe muito estranho? É uma "rádio de rock" sem histórico digno nem pessoal especializado, a Rádio Cidade, do Rio de Janeiro. É um "ritmo popular" sem músicos e completamente idiotizado, o "funk". Jair Bolsonaro foi eleito mesmo tendo nas costas um plano de atentado terrorista no passado. Na Bahia, Mário Kertèsz é "jornalista" com passado de político corrupto. E Valesca Popozuda, no Rio, se considera "feminista" mesmo balançando seus "popozões" aos olhos da plateia.

Tudo isso, evidentemente, começou quando "santificamos" Francisco Cândido Xavier, deturpador do Espiritismo, apesar das provas consistentes de que ele fez "psicografias" fake - há relatos de participação de editores da FEB na elaboração dos livros e na prática de "leitura fria" e pesquisas de material escrito para forjar as "cartas mediúnicas" - e do reacionarismo explicitamente expresso no Pinga Fogo da TV Tupi.

Nunca alguém dominou tanto um país e, mesmo abertamente ultraconservador, conseguiu enganar até esquerdistas e ateus, como foi Chico Xavier. Ele transformou o Brasil num paraíso de arrivistas, a partir do seu próprio exemplo. Um país surreal, no qual um grande mestre como o modernista Mário de Andrade "pode" morrer aos 50 e poucos anos, mas um feminicida, por mais que fumasse feito uma chaminé de fábrica, "não pode" morrer antes dos 80 anos de idade.

O paraíso de arrivistas mostra "novidades" estranhas. O "médium" Chico Xavier, com sua peruca e ternos cafonas e suas ideias moralistas do seculo XII, é visto como "progressista" bastando apenas posar ao lado de um menino pobre sorrindo. E ele abriu precedentes para os "donos dos mortos", dentro daquilo que a ironia do jornalista Léo Gilson Ribeiro definiu aos fakes do além: "a alma sobe, o talento desce".

Cada "médium", a partir do próprio Chico Xavier - que ridiculamente é inocentado por muitos pelos erros gravíssimos que se vê hoje sob o rótulo do Espiritismo, se esquecendo de que ele foi o primeiro a atirar na vidraça do espólio kardeciano - , tem seu morto de estimação, cujo nome é associado a uma mensagem medíocre, que nada lembra sua natureza pessoal, e que só serve para fazer propaganda religiosa (aquele bordão "vamos nos unir na fraternidade do Cristo").

Nosso país é tão medíocre que hoje os erros graves são banalizados. Vivemos o modismo de "todo mundo erra" de tal forma que espera-se até que a "canelada" se transforme em esporte olímpico. Tudo virou bagunça e cometer erros graves agora está sendo tratado como uma espécie de vestibular do arrivista, que primeiro erra demais para depois bancar o "certinho" para agradar a sociedade.

Muita gente está reclamando disso, sobretudo do governo Jair Bolsonaro, reflexo de uma sociedade imbecilizada na qual boa parte das pessoas acha que ter atitude é se encher de tatuagem e ficar com o corpo todo "rabiscado". Já tem gente dando fora em pessoa tatuada na hora da paquera, dizendo "Se eu quiser pintura, eu vou para uma galeria ou para um pintor de rua e compro um quadro. Tenho grana para isso".

No Rio de Janeiro, então, que há muito tempo perdeu a posição de vanguarda nacional - até o título de "Cidade Maravilhosa", para o Rio de Janeiro e, também, de "Cidade Sorriso" para a vizinha Niterói, foram deixados para trás.

Intelectuais passaram o tempo todo tentando vender o "funk", um ritmo dançante chinfrim, repetitivo e sem competência musical, como pretensa vanguarda. E, por outro lado, também vendem como pretensa vanguarda uma rádio que nunca foi roqueira (no sentido de linguagem e mentalidade) e nem teve histórico para isso, a Rádio Cidade, que representa mais os interesses dos empresários de festivais de música do que do público que realmente curte rock.

Conversei com um sujeito na Zona Sul do Rio e ele me falou: "Eu tento ouvir com boa vontade a programação da Cidade. Às vezes até acerta mas fica aquele clima de canal de áudio que você recebe nos pacotes de TV por assinatura. Virou um vitrolão roqueiro, um pendrive de rock. Você tira o rock e o que vemos? Locutores mais ou menos pop sem a mínima vivência com o rock. Com todo respeito, mas aquele Demmy Morales nada tem a ver com o ramo".

Quem ouve essa Rádio Cidade é o pessoal que não é roqueiro de verdade. É um tipo de gente que fica se achando, usa o rock para forjar virilidade ou algum verniz de modernidade para mascarar suas mentezinhas medievais. E os caras nem tem ideia do que estão ouvindo, se contentam com uns poucos hits, só querem ouvir, nos 102,9 mhz, uns sons que sejam reconhecíveis como "rock".

"Não dá para conversar sobre rock com eles", disse o amigo. "Eles são uns zumbis, e não se está falando daquela banda britânica de rock, os Zombies, que essa galera nem conhece. Digo zumbi porque esse pessoal só ouve o som pelo barulho, se tiver alguma guitarra e alguma mística roqueira, qualquer coisa serve".

Um outro cara intervém, amigo do primeiro: "Em certo ponto, a Cidade é um pouco melhor que a 89 FM paulista, porque aquilo é palhaçada, Pânico da Pan com Quanto Mais Idiota, Melhor. A Cidade é uma mistura de JB FM, Mix FM e Escola do Rock. Mas, mesmo assim, a programação soa muito fácil, tipo pendrive, um dia ela acaba se repetindo. Faço uma sequência de rock para eu ouvir muito melhor que a Cidade. Pelo menos uma banda como Deep Purple não é tratada como one-hit wonder".

O primeiro amigo me lançou uma questão: "O maior problema da Rádio Cidade é esse. O nome da rádio, cuja origem nunca teve coisa alguma a ver com rock. E a equipe, que é do pessoal sem vivência. Quando volta para casa, aqueles locutores fogem do rock. Como eles podem representar um público no qual não se identificam? E aí isso cria uma discussão desnecessária que vira cortina de fumaça, porque teria sido melhor que a Cidade tivesse sido extinta e criasse uma rádio rock do zero, com gente que realmente gosta de rock".

E é isso que é o problema. Sempre algum detalhe estranho. E aí paro a pensar. É "bunda demais" no "funk", é "rádio rock" com nome de Cidade - um nome tão banal que há rádio de tudo quanto é gênero com esse nome espalhada por todo o Brasil - e isso num país em que se cria polêmica do nada em torno das obras fake de Chico Xavier que a Justiça deixa passar desde há muito tempo.

COMO SE DÁ ESSA CORTINA DE FUMAÇA

A ideia primária é essa: temos que aceitar essas aberrações desse freak show que se tornou a realidade brasileira, onde temos ainda que aguentar um presidente da República "governando" pelo Twitter - difícil não se lembrar dos "bilhetinhos" de Jânio Quadros - e ele, seus familiares, aliados e equipe de (des)governo errando adoidado. Nunca foi tão bom errar num país onde Guilherme de Pádua virou "youtuber de Cristo". O que Luís Buñuel não filmou e Franz Kafka não escreveu...

Se não aceitamos, os haters surgem como uma matilha de cães furiosos brigando com a gente e, mesmo com toda a ignorância e até dificuldade de escrever mensagens (os erros de português são bem grosseiros, em muitos casos), tentam bancar os "filósofos", desesperados em fazer argumentos "lógicos" para coisas sem lógica.

Essa "cortina de fumaça" é feita para impedir o Brasil de se desenvolver. No mainstream, faltam feministas de verdade, cultura popular de verdade, rádios de rock de verdade, até espíritas de verdade. Formas autênticas de tudo isso existem no Brasil, mas eles ainda vivem na "bolha social", até repercutem de alguma forma, mas não a ponto de se sobressaírem às formas caricaturais e canastronas que existem por aí.

O próprio caso de Chico Xavier, que, num país menos ignorante, seria banido por definitivo da Doutrina Espírita, é ilustrativo. Ficamos em conflitos desnecessários por causa de seu vínculo forçado com a doutrina que ele deturpou. E, apesar das provas de que sua obra "psicográfica" é fake - dos quais o caso mais vergonhoso é o de Humberto de Campos - , seus livros circulam livremente, são acessíveis até de graça e o coitado do autor maranhense é que teve obras originais tiradas de livrarias.

Tudo isso é feito de propósito. As elites lançam uma "novidade" meio torta, como um produto com algum detalhe estragado. Cria-se uma grande confusão porque o produto quer permanecer e as pessoas que realmente sabem das coisas, mas são ridicularizadas por isso, reagem com indignação. O "jeitinho brasileiro" faz com que a aberração seja mantida e, só tardiamente, alguns ajustes são feitos quando não dá para deixar tudo como está.

Por isso, uma Rádio Cidade agora está com programação "certinha" - mas foi preciso haver a popularização dos canais de rock nos áudios oferecidos pela TV por assinaturas (por sua vez popularizadas pelo "gatonet" dos milicianos) - , mas foi preciso muita pressão e críticas pesadas para que isso acontecesse, nada foi por livre e espontânea vontade.

No "funk", o que chama a atenção foi a armação que foi feita contra as esquerdas. O "funk" se vendeu com a falsa imagem de "movimento libertário", as esquerdas foram enganadas e criou-se uma polêmica sem sentido como "cortina de fumaça".

O "funk", um processo explícito de imbecilização cultural, ao ser criticado fazia seu desesperado vitimismo, se achando "vítima de preconceito", criando uma retórica que só fez aumentar a confusão. Como todo fenômeno que tenta se empurrar à sociedade, às custas de polêmicas forjadas, o "funk" usou desse artifício, a exemplo do que Cabo Anselmo fez, nos anos 1960, para evitar que os esquerdistas discutissem pautas relevantes, perdidos em polêmicas fabricadas.

Cabo Anselmo, para quem não sabe, foi um dos pioneiros na deturpação das lutas das causas identitárias, e fez superestimar a questão dos militares de baixa patente para evitar debater o projeto político de João Goulart. Isso fez com que se quebrasse a hierarquia militar, fazendo com que os opositores de Jango reivindicassem o golpe militar, dando na ditadura que conhecemos através de fatos históricos (ameaçados de serem deturpados pela política bolsonarista).

O "funk" fez a mesma coisa. Se Anselmo usou os "pracinhas", o "funk" usou as "periferias", para usar a mesma manobra. Com muito coitadismo e alegações de "preconceito" quando alguém apontava um aspecto grotesco do "funk", ele também iludiu as esquerdas e contribuiu para o golpe político de 2016, quando o empresário Rômulo Costa montou um "cavalo de Troia" na pretensa parceria com o PT (uma "parceria" da raposa com as galinhas) para abafar os protestos contra o impeachment que tirou Dilma Rousseff do poder.

Na ditadura militar, fabricou-se o mito de "filantropo, pacifista e mensageiro do bem" para Chico Xavier para servir de mais "cortina de fumaça". O suposto médium sempre foi alvo de escândalos dos mais graves - o que poderia derrubar a credibilidade (ou melhor, a credulidade) que ele tem entre seus seguidores - , mas era empurrado para a idolatria religiosa enquanto alimentava polêmicas que desviavam o foco diante dos reais problemas da ditadura.

O Rio de Janeiro do "funk", da Rádio Cidade, do falso feminismo das mulheres-objetos e da reciclagem do mito de Chico Xavier - cuja propaganda foi montada pela Rede Globo, "passando a limpo" antigos paradigmas e usando métodos importados do inglês Malcolm Muggeridge - , tornou-se a capital desse Brasil aberrante no qual a coerência e a lógica foram às favas.

Faz-se crimes, corrupções, caneladas, reacionarismos e, no caso da Rádio Cidade, surgir (em 1977) com uma proposta na qual abandonaria, a esmo, sem o menor escrúpulo, e aí surgem aberrações diversas que impedem que o Brasil se desenvolva. E, o que é pior, com uma adesão bovina de pessoas conformadas com tudo, mas também com pessoas relativamente esclarecidas que se enganam, se surpreendendo com os "cavalos de Troia" que surgem sob diversos âmbitos.

Isso é muito ruim, e expressa tão somente o complexo de vira-lata que os brasileiros insistem em manter, tratando pretensas novidades como aqueles restos de comida encontrados na lixeira. "Não importa a procedência nem a qualidade, o que eu quero é matar minha fome", dizem os brasileiros, pragmáticos, diante dessas armadilhas.

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