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Adoração a Chico Xavier desobedece ensinamentos da Doutrina Espírita


CHICO XAVIER E A IMAGEM CATÓLICO-MEDIEVAL DE MARIA, MÃE DE JESUS.

A adoração a Francisco Cândido Xavier remete à burrice crônica que fez os brasileiros elegerem Jair Bolsonaro presidente da República. É uma burrice motivada pelo "jeitinho brasileiro", pela "memória curta" e pelo "pensamento desejoso", instrumentos genuinamente (mas não felizmente) brasileiros para a execução do processo da pós-verdade, recurso ideológico na qual convicções pessoais estão acima da realidade dos fatos, por mais provas que estes tenham.

Afinal, como um plagiador literário e, como dublê de intelectual, foi um sujeito tão lunático quanto reacionário como Olavo de Carvalho, passou a ter uma reputação de um quase deus? Como no Brasil intelectuais com alguma seriedade acreditam em Chico Xavier e engolem sem quesionar lorotas de que expedições de extraterrestres virão salvar a humanidade terrena a partir deste ano?

Da mesma forma, como dá para acreditar que pessoas de esquerda ou ateias sintam fascinação obsessiva por Chico Xavier, como numa paixão não-correspondida que o nerd da escola tem pela moça que é cheerleader do time escolar e é desprezado por ela? Afinal, Chico Xavier teve um reacionarismo tão convicto que chegava a ser chato. E ninguém fica relativizando o direitismo histriônico da ex-atleta Ana Paula do Vôlei, notável pela beleza sexy.

A adoração a Chico Xavier é uma coleção de erros cuja permissividade e relativismo só existem no Brasil. Lendo a literatura espírita original, tem-se a constatação que muito do legado do "médium" está em completo DESACORDO com os postulados espíritas, mas os brasileiros são tão tolos que são capazes de acreditar que "entender e viver Allan Kardec no dia a dia" é dar cobertores limpos e cheirosos para moradores de rua.

Mesmo pessoas com algum esclarecimento participam dessa farra relativizante, no qual a mentira é tão relativizada que parece "verdade indiscutível". Qualquer coisa é só "ouvir a voz do coração". Mas o "olhar do coração" cega e a emotividade em torno de Chico Xavier revela sentimentos mórbidos, de pessoas incapazes de admirar os idosos que têm em sua casa, mas insistem em adorar um idoso (falecido há mais de 15 anos) que simboliza virtudes que ninguém se dispõe a ter por conta própria.

É como se a bondade tivesse sido privatizada e patenteada por uma única pessoa. Isso não é bom. Isso é terrível. E além disso a adoração a Chico Xavier faz muitos esquecerem que ele era, queiram ou não, o inimigo interno do Espiritismo, porque os desvios que Kardec alertou em sua doutrina seriam exercidos não fora dela, mas dentro dela.

O inimigo interno não é aquele que fica quieto, no final da fila, e que, diante de uma multidão, aparece atrás, escondido mas observando, quieto e sombrio, o que o líder ou o porta-voz está falando. O inimigo interno muitas vezes é o falante na frente da bancada, que se faz amigo de todos, dá presentes, abraços e tapinhas leves nos ombros de qualquer um, mas trai o movimento em que se envolve de uma forma ainda mais perigosa do que se pode imaginar.

O que permite a glorificação a Chico Xavier é uma série de vícios resultantes da formação emocional e cognitiva dos brasileiros durante a ditadura militar. Um instinto de religiosidade católica que repousa até nas almas ateístas, um ultraconservadorismo adormecido em almas progressistas, a formação midiática "educada" pelas emissoras de TV aberta, e tantos apegos surreais que fazem com que pessoas resignadas em perder entes queridos se apavoram só de saber que feminicidas ricos também morrem um dia.

O próprio cenário político que hoje temos é uma espécie de reboot do cenário similar que existiu durante o governo do general Ernesto Geisel, considerado pela sociedade conservadora o "estágio ideal" de Brasil, uma "democracia" controlada pelo arbítrio dos generais. É um cenário onde o rígido conservadorismo social era combinado com a permissividade dos costumes dentro de um processo de mediocrização e idiotização cultural de formas cafonas e bregas de "expressão popular" monitoradas pelos executivos da grande mídia e do entretenimento.

Com isso, Chico Xavier foi promovido a "ídolo religioso" nessa época da ditadura militar. Sua "divinização" tem algo de 40 anos, e deu lugar à antiga reputação de figura pitoresca de suposto paranormal. E isso se deve porque a Globo adaptou as ideias de Malcolm Muggeridge e transformou Chico Xavier num "santo" dentro daquele modo "informal" de santificação, baseado numa mera catarse emocional.

Com Chico Xavier, nunca o Espiritismo foi tão atingido pela catolicização do que nos tempos de Wantuil. O legado que Kardec desenvolveu com tanto trabalho arruinou-se, apesar da mais pegajosa bajulação que se faz dele e da exploração abusiva feita à sua imagem. Os ensinamentos deixados pelo pedagogo são apreciados da boca para fora, enquanto o "espiritismo" brasileiro se sustenta com romances piegas que realimentam o mito de Nosso Lar e apelos igrejeiros em eventos e palestras.

Sofrendo erosão doutrinária, o "nosso espiritismo" se rebaixou a uma religião de mera adoração. Fala-se de "caridade" mais com a preocupação de manter a reputação "superior" dos "médiuns" do que em trazer benefícios. Até se houver uma chacina que atinge moradores de rua, os "espíritas" choram lágrimas de crocodilo e fica nisso mesmo. Enquanto isso, o que se "discute" nas palestras são temas familiares banais e episódios bíblicos realimentados pelo imaginário "espírita".

E todo esse vale-tudo, esse oba-oba todo, se deve à adoração a Chico Xavier que envolve uma histeria emocional cega, pois ele é adorado aos níveis de um velocino de ouro, mesmo quando essa idolatria é dissimulada pela "saudável admiração a um homem simples". O que Moisés não reagiria com enérgica indignação se ele vivesse hoje e entrasse nas chamadas "casas espíritas"...

As obras de Chico Xavier são um vergonhoso atestado de lesa-doutrina. Nele mundos espirituais foram concebidos ao arrepio da Ciência Espírita, de forma meramente especulativa e ao sabor de devaneios materiais. O moralismo "espírita", a partir de Chico Xavier, passou a ter conteúdo punitivista, baseado na Teologia do Sofrimento, que é uma corrente ainda mais medieval do Catolicismo que dominou o Velho Mundo na Idade Média.

Isso significa que, se o Espiritismo original, de Kardec, caminhava para a frente, impulsionado pelo Iluminismo francês, a sua pretensa versão brasileira caminha para trás, repaginando o velho Catolicismo jesuíta que prevaleceu no Brasil durante o período colonial. Vale lembrar que o Catolicismo jesuíta do período colonial era expressão da Igreja Católica portuguesa, que nos séculos XVI e XVII ainda mantinha práticas medievais.

Muitas obras de Chico Xavier são abertamente de igrejismo escancarado, explícito, meros convites para se perder tempo com mera adoração religiosa. Conceitos como "fraternidade" e "paz" são usados como armadilhas, porque obedecem a paradigmas do Catolicismo medieval, fundamentados na "paz sem voz" de uma forçada fraternidade simbolizada pela hierarquia rígida e pelo ideal da subserviência humana.

As pautas ideológicas de Chico Xavier deveriam causar pavor nos esquerdistas que ainda prestam alguma adoração a ele. Ele defendia os retrocessos trabalhistas, porque acreditava no ideal católico da servidão, daí não haver problema, para ele, se o trabalhador que mora longe ter uma carga horária que vai das seis da manhã às oito da noite. As reduções salariais, sob sua ótica, estão de acordo com seu ponto de vista conservador de "desapego aos bens materiais".

Tão associado, no discurso, à ideia vaga de Educação, Chico Xavier não consegue esconder a defesa de um processo pedagógico análogo ao da Escola Sem Partido. Suas ideias sempre apelavam para a aceitação do sofrimento e da injustiça, sem reclamar. Chico Xavier condenava o ato de questionar, conhecido como "senso crítico", repetindo a paranoia tão conhecida pela direita brasileira: evitar "conflitos", com base na falácia de que as esquerdas é que são "baderneiras" e "violentas".

Seja o Catolicismo medieval defendido por Chico Xavier, seja seu apreço a delírios esotéricos como a Ufologia, tudo isso vai contra os postulados originais da Doutrina Espírita. E isso de maneira vergonhosa, irresponsável. Não somos nós que dissemos isso, porque isso é demonstrado pela própria prática do "médium", em tudo o que ele fez. Chico era um canastrão intelectual, e como discípulo de Kardec tinha um desempenho tão sofrível quanto Jair Bolsonaro discursando em Davos.

Para piorar, Chico Xavier ainda mostrava desvios que eram claramente alertados como fatores negativos em obras da literatura kardeciana como O Livro dos Médiuns: textos empolados (ou seja, linguagem culta forçada), uso de nomes ilustres para enganar as pessoas (vide os casos Parnaso de Além-Túmulo e a série Humberto de Campos / Irmão X), exploração de apelos emocionais para impor ideias mistificadoras que corrompem a compreensão da realidade.

Outra aberração de Chico Xavier é a "profecia da data-limite". Da forma como ela é narrada, ela é um misto de programa religioso com documentários ufologistas transmitidos no History Channel. Para o brasileiro médio que sai de uma pregação religiosa - podendo até ser a Igreja Universal do Reino de Deus, pois hoje o "espiritismo" está tão reacionário que se aproxima mais dos ex-rivais neopentecostais - para as "teorias do Antigo Astronauta", essa "profecia" é tiro e queda.

Mas Kardec, em mais de uma ocasião, reprovava severamente a tarefa de prever datas precisas para o futuro. Em sua coerência lógica, o pedagogo francês via nisso uma forma de mistificação, além de um processo traiçoeiro de provocar medo e ansiedade nas pessoas, através de predições catastrofistas e messiânicas. Kardec definia essa prática como manifestação de espíritos bastante inferiores, zombeteiros e enganadores.

Kardec também lembrava que as evoluções humanas ocorriam em ritmo bastante lento, devido à natureza do jogo de interesses da humanidade, tão complexo que há dificuldades em superar as puxadas de tapete sucessivas, como no golpe político de 2016 (apoiado pelo "movimento espírita" como um suposto início de "regeneração humanitária"). Isso refuta a tese, apoiada por Xavier, de que as evoluções humanas poderiam ocorrer "de forma menos demorada".

O "espiritismo" brasileiro tem muitas distorções. Na sua moral punitivista, culpabiliza a vítima de um sofrimento pelos erros atribuídos (sem fundamento científico) às "vidas passadas". Trata a individualidade humana como atributo "meramente material", a ponto de atribuir uma suposta mensagem espiritual, com problemas nos aspectos pessoais do suposto autor, como "linguagem universal do amor". Mas estabelece, na atribuição do "além-túmulo", a fixação de profissões terrenas, que em verdade "desaparecem" no retorno à "pátria espiritual".

Há tantos desvios doutrinários no "espiritismo" brasileiro e, sobretudo, na obra de Chico Xavier, que soa risível e constrangedora a demagógica promessa de seus palestrantes e dirigentes de "respeitar as bases doutrinárias", feita da boca para fora. Enquanto montagens ridículas colam fotos de Jesus e Kardec com as de Emmanuel, Bezerra de Menezes e Chico Xavier, os ensinamentos espíritas originais são expostos da boca para fora, sem o menor conhecimento de causa.

Pior. Esses conceitos originais chegam a coexistir com outros que os desmentem. Exalta-se o Conhecimento, mas depois fala-se do "tóxico do intelectualismo" para incriminar o debate aprofundado, quando ele compromete dogmas da fé. Palestrantes se contradizem o tempo todo em livros e palestras, criando um vergonhoso engodo de ideias, enquanto se perdem tentando exaltar, também sob a mesma medida, figuras antagônicas como Emmanuel e Erasto.

Esse emaranhado preocupante de incoerências é permitido até por espíritas autênticos, que até criticam os excessos da deturpação espírita, mas são muito melindrosos (ou medrosos?) em seus questionamentos. Fala-se em recuperar as bases doutrinárias, mas se apega a Chico Xavier, cuja adoração revela apelos obsessivos e sedutores, o que põe por terra a ideia de que as piores tentações humanas estejam somente nos terrenos do sexo, das drogas e do dinheiro.

As paixões religiosas são um perigo associado à ignorância dos brasileiros, uma ignorância combinada com pedantismo, na qual idiotas se julgam "sábios" e "portadores, se não da verdade, mas da palavra final para tudo", usando argumentos agressivos que apenas são enfeites para suas delirantes convicções pessoais.

No caso do Espiritismo, as paixões religiosas comprometem a compreensão verdadeira do legado kardeciano, pois a tentação do igrejismo catolicizado e medieval é extrema, com apelos sedutores pretensamente vinculados a imagens como céu azul, jardins floridos, passarinhos voando e crianças sorridentes, que se revelam processos de perdição ainda piores do que muito canto de sereia.

E isso é muito grave e revela o quanto se ignorou as verdadeiras lições de Allan Kardec, voltadas para a prevenção das armadilhas igrejeiras e moralmente conservadoras que seriam montadas para seduzir as pessoas através de um falso apelo de "humildade", "sublimidade" e "beleza". Quantas armadilhas perigosas se escondem na relva florida e perfumada da fé...

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