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Rede Globo usa Profissão Repórter para promover falso espiritismo

 PARECE COLA DE PROVA, MAS DIZEM QUE É "PSICOGRAFIA".

Sabemos que o que se entende como Espiritismo no Brasil é falso, uma falsidade que vem desde 1884, quando a Federação "Espírita" Brasileira decidiu por ignorar Allan Kardec e suas ideias científicas. Isso continua valendo até hoje, embora de maneira mais sutil.

Sem conhecer coisa alguma da Ciência Espírita, o "movimento espírita" se limita a fazer de conta que segue rigorosamente os ensinamentos de Kardec, que realiza estudos sérios, faz pesquisas consistentes e exerce verdadeiro contato com o mundo dos espíritos. Tudo em vão.

Embora a maioria das pessoas acredite nesses simulacros todos, dando legitimidade plena a todos eles, tudo não passa de invencionice sob vários aspectos. E até a "filantropia" dos "espíritas", embora aparentemente correta, não traz transformações profundas nem beneficia tanta gente assim. São apenas uns gatos pingados que recebem as "graças" e olhe lá.

O "espiritismo" brasileiro encontra afinidade numa Rede Globo que defendeu a ditadura militar - como Chico Xavier, o "bom homem" que ainda acreditava nos milicos nos piores anos da repressão militar (devem ser os tais "reajustes espirituais" dos acusados de "subversão") - e ainda faz das suas para defender o status quo, e mais um exemplo se deu ontem.

APESAR DA POSE DE SÉRIOS E DO SEMBLANTE AUSTERO, ACADÊMICOS COMO ALEXANDER MOREIRA E JORGE DAHER OBTERAM FALHAS GROSSEIRAS EM PESQUISAS "ESPÍRITAS".

Embora o programa Profissão Repórter seja uma tentativa de inserir o jornalismo honesto na TV Globo, de vez em quando pautas estranhas mancham o programa comandado por Caco Barcellos, com a colaboração de sua equipe. O programa de 07 de abril de 2015, por exemplo, mostrou atividades "espíritas" em Goiás e várias cidades paulistas.

O pretexto é mostrar as qualidades atribuídas ao "espiritismo" brasileiro, exibindo clichês tão batidos mas ainda vistos como "novidades" por muitos. É a "cura espiritual" com os mesmos recursos de Dr. Fritz, agora com um "novo espírito" chamado Dr. Hans: uso de tesouras, facas e bisturis para cirurgias rápidas de métodos duvidosos, sem qualquer conceito de Ciência Espírita.

É a "filantropia" dos atendimentos "espíritas", a "psicografia" de supostos médiuns que em "quantidade industrial" divulgam mensagens de jovens mortos para famílias saudosas e triste. E isso com mensagens apócrifas só com a caligrafia de cada "médium" e com o mesmo apelo religioso, dando a impressão de que, após a morte, todos viram igrejistas, ativistas religiosos.

Não bastassem os métodos duvidosos de "psicografia", que escondem o fato de que as informações dos mortos, mesmo as mais complexas, são colhidas previamente por entrevistas e contatos informais aqui e ali nos "centros espíritas", há também o fato de que essa atividade explora levianamente as tragédias familiares.

Tudo vira sensacionalismo, e as famílias deixam de sentir suas tristezas na privacidade de suas vidas pessoais. Em vez disso, elas se expõem para o circo da "tristeza consolada", verdadeiro ritual marqueteiro dos "centros espíritas" que fazem famílias correrem para formar longas filas, tudo pela tendenciosa utopia de receber recados de seus entes no além.

Para piorar, acadêmicos como Alexander Moreira Almeida, e Jorge Cecílio Daher Jr. tentam confirmar, com teses científicas confusas e com sérias falhas metodológicas e de conteúdo, as "façanhas" de Francisco Cândido Xavier, o astro maior desse espetáculo todo.

Através desses acadêmicos, vários deles trabalhando na Universidade Federal de Juiz de Fora, Chico Xavier tem sua duvidosa "psicografia" - quase sempre contando só com a caligrafia do próprio, exceto quando algum colaborador escreve algo mais em cima, e sempre com o mesmo panfletarismo religioso - "autenticada" por monografias de valor científico e técnico bastante discutíveis.

Eles chegaram ao ponto de dizer que 98% da "psicografia" de Chico Xavier é "verdadeira" - então existem os 2% que são mentira - , através de critérios e procedimentos que ignoram aspectos como se há indício da caligrafia do falecido, ou se as diferentes mensagens apresentam o mesmo apelo religioso que corrobora convicções pessoais do "médium" mineiro.

A reportagem do Profissão Repórter acabou servindo ao tendenciosismo do "espiritismo" brasileiro, que não passa de uma atualização do antigo Catolicismo português, de tendência medieval, tirando apenas aspectos mais coercitivos. Fora isso, dá paraver por que há tantos jesuítas no "espiritismo" brasileiro. O "kardecismo" nada tem de Kardec, mas está abundante de valores católicos.

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