Com o caminho aberto para a entrada, praticamente garantida, de Alexandre de Moraes para a vaga de Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal, o Brasil consagra sua mais aberrante fase, em que uma coleção de retrocessos gravíssimos que transformam o país numa nação institucional e politicamente insegura e vulnerável. Mas o que mais preocupa a todos é a despreocupação daqueles que, meses antes, despejavam fúria descontrolada quando viam Dilma Rousseff ou Lula discursando na televisão, a ponto de baterem panelas de cozinha ou soprarem vuvuzelas em plenas horas noturnas. São pessoas que vão para as ruas ou praias sorrirem, como se vivessem num paraíso, se reunindo para cantar sobre flores e amores, jogar conversa fora, contar piadas e, nas redes sociais, mostrarem fotos de viagens, selfies com amigos, reencontros com antigos colegas, tudo o mais. Não que isso não deva ser feito, mas da forma como se faz, num momento de catástrofe política em que vivemos, essa alegria mais assusta d...