Pular para o conteúdo principal

Antônio Wantuil de Freitas e Malcolm Muggeridge "inventaram" Chico Xavier



As pessoas que estão tomadas de paixões religiosas fogem de medo dos textos realistas que denunciam as irregularidades de Francisco Cândido Xavier. Os textos são menos lidos, pois o título amedronta. Allan Kardec havia previsto isto, diante de pessoas obsediadas por espíritos levianos (encarnados ou não) e que rejeitam conselhos, não aceitam revelações e reagem com ódio contra aquilo que vai contra suas fantasiosas convicções.

Em O Livro dos Médiuns, no Capítulo 20 - Influência Moral dos Médiuns, na questão 228, nota-se o tema do orgulho e das imperfeições morais, atribuídas pelo Codificador ao médium, mas podendo ser atribuída às pessoas comuns. Vejamos o que diz o trecho, que vale ser lido com atenção:

228. Todas as imperfeições morais são portas abertas aos Espíritos maus, mas a que eles exploram com mais habilidade é o orgulho, porque é essa a que menos a gente se confessa a si mesmo. O orgulho tem posto a perder numerosos médiuns dotados das mais belas faculdades, que, sem ele, seriam instrumentos excelentes e muito úteis.

Tornando-se presa de Espíritos mentirosos, suas faculdades foram primeiramente pervertidas, depois aniquiladas, e diversos se viram humilhados pelas mais amargas decepções.

O orgulho se manifesta, nos médiuns, por sinais inequívocos, para os quais é necessário chamar a atenção, porque é ele um dos elementos que mais devem despertar a desconfiança sobre a veracidade das suas comunicações. Começa por uma confiança cega na superioridade das comunicações recebidas e na infalibilidade do Espírito que as transmite. Disso resulta um certo desdém por tudo o que não procede deles, que julgam possuir o privilégio da verdade.(5)

O prestígio dos grandes nomes com que se enfeitam os Espíritos que se dizem seus protetores os deslumbra. E como o seu amor próprio sofreria se tivessem de se confessar enganados, repelem toda espécie de conselhos e até mesmo os evitam, afastando-se dos amigos e de quem quer que lhes possam abrir os olhos. Se concordarem em ouvir essas pessoas, não dão nenhuma importância às suas advertências, porque duvidar da superioridade do Espírito que os guia seria quase uma profanação.

Chocam-se com a menor discordância, com a mais leve observação crítica, e chegam às vezes a odiar até mesmo as pessoas que lhes prestam serviços.

Favorecendo esse isolamento provocado pelos Espíritos que não querem ter contraditores esses mesmos Espíritos tudo fazem para os entreter nas suas ilusões, levando-os ingenuamente a considerar os maiores absurdos como coisas sublimes.

Assim: confiança absoluta na superioridade das comunicações obtidas, desprezo pelas que não vierem por seu intermédio, consideração irrefletida pelos grandes nomes, rejeição de conselhos, repulsa a qualquer crítica, afastamento dos que podem dar opiniões desinteressadas, confiança na própria habilidade apesar da falta de experiência – são essas as características dos médiuns orgulhos.

Necessário lembrar ainda que o orgulho é quase sempre excitado no médium pelos que dele se servem. Se possui faculdades um pouco além do comum, é procurado e elogiado, julgando-se indispensável e logo afetando ares de importância e desdém, quando presta o seu concurso. Já tivemos de lamentar, várias vezes, os elogios feitos a alguns médiuns, com a intenção de encorajá-los.

Neste texto, Kardec alerta que as pessoas se chocam com a menor discordância e com a mais leve observação crítica, e, no caso de Chico Xavier, vemos que isso ocorre mesmo, de maneira ainda mais neurótica, obsessiva e rancorosa. Ninguém quer saber de uma revelação realista, e os adultos ou mesmo os mais velhos acabam reagindo feito crianças malcriadas e teimosas diante de qualquer dado que não seja favorável à imagem adocicada do "médium".

Não existe motivo para adorar Chico Xavier. Ele não fez psicografia. Suas "obras mediúnicas" apresentam fortes indícios de obras fake, pois apresentam detalhes contrários aos aspectos pessoais dos autores mortos alegados. Ele não fez caridade, pois apenas recomendava aos seus seguidores recolherem donativos, e ainda assim dentro dos limites do Assistencialismo, aquela caridade de baixa eficiência social. Chico não deu um tostão para os mais necessitados.

A "caridade" de Chico Xavier é igualzinha aos quadros do Caldeirão do Huck, com aquela "filantropia" que não passa de mero espetáculo midiático e marketing pessoal do "benfeitor", que é muito mais ajudado do que os mais humildes, que são apenas figurantes desse espetáculo feito mais para promover adoração ao "filantropo" do que melhorias sociais aos mais pobres.

TUDO MARKETING

Quem insiste em adorar Chico Xavier, se esquecendo ainda que ele deturpou vergonhosamente o Espiritismo, substituindo os postulados espíritas originais por dogmas católicos jesuítas originários da Idade Média, precisa abrir mão de suas ilusões. Vai que a revelação desagradável a Chico Xavier que a pessoa evita ler numa fonte vai lhe aparecer, sem dúvida alguma, em outra fonte na qual a pessoa não pode escapar.

A imagem adocicada de Chico Xavier - que nunca teve essa "beleza interior" que tanto se fala, era ranzinza, reacionário, temperamental e ultraconservador, qualidades negativas comprovadas nos bastidores - foi construída ao longo das décadas, embora o formato definitivo tenha sido adotado nos últimos 40 anos, pela Rede Globo, a partir do método de Malcolm Muggeridge.

Muggeridge foi uma espécie de "fabricante de santos". Ele criou uma narrativa, no documentário e no livro, ambos chamados Algo Bonito Para Deus (Something Beautiful For God), que transformou outra reacionária religiosa, Madre Teresa de Calcutá, em "santa".

Nessa narrativa "limpa", cria-se um repertório ideológico que é tendenciosamente inserido no ídolo religioso: pretenso filantropo, pretenso pacifista, pretenso pensador, pretenso conselheiro moral. Isso, no entanto, dá margem a paixões religiosas diante de todo um aparato de beleza e simplicidade trabalhado pelo "método Muggeridge".

A Rede Globo que apoiava a ditadura militar tomou emprestado o roteiro de Muggeridge e aplicou para promover o "médium" Chico Xavier. Essa campanha de promover sua adoração como um suposto "espírito de luz" servia de "cortina de fumaça" para as tensões sociais do período ditatorial e servia também como um ídolo religioso feito para reforçar valores morais ultraconservadores.

Mas Chico Xavier foi previamente promovido a ídolo, num contexto diferente, pelo seu descobridor Antônio Wantuil de Freitas, presidente da Federação "Espírita" Brasileira. Wantuil atuou como um dublê de empresário e, visando obter lucros com a venda de livros - sob a desculpa de que o dinheiro ia "todo para a caridade" - , transformou Chico Xavier num popstar.

Os apelos eram mais pitorescos, e Chico Xavier foi impulsionado para atuar em supostas práticas de materialização e psicofonia. A ideia era reforçar seu "talento paranormal", que, em verdade, se limitava apenas a conversar com o espírito da mãe e o de um padre jesuíta, Manuel da Nóbrega, renomeado Emmanuel. O resto da "paranormalidade extraordinária" de Xavier foi, na verdade, atividades fake.

Tudo foi feito para transformar Chico Xavier num personagem "polêmico", nessa fase que veio de 1932 até mais ou menos 1969, quando Wantuil anunciou sua aposentadoria, consumada em 1970. Wantuil morreu depois, em 1974. Nesse hiato, Chico Xavier teve que enfrentar denúncias de mercenarismo editorial - ele foi acusado de consentir com a exploração financeira de seus livros, revelando um acordo oculto - , cumplicidade no caso Otília Diogo e reacionarismo.

Essas denúncias colocariam pá de cal no mito de Chico Xavier, mas os interesses da FEB - que tiveram que arranjar "editoras independentes" para publicar os livros do "médium", na verdade pequenas gráficas subsidiárias da FEB e de federações regionais - resolveram abafar um a um esses e outros escândalos, no esforço de livrar Chico Xavier de qualquer culpa.

No caso do mercenarismo editorial, Chico Xavier fingiu "surpresa" com a revelação e, esperto, alegou "estar muito triste" com a exploração financeira dos seus livros, revelada diante do caso de lucros obtidos com traduções em inglês feitas pela própria FEB.

No caso de Otília Diogo, inventou-se que Chico Xavier foi "enganado". Só mais tarde, em 1979, Nedyr Mendes da Rocha desmentiu essa tese, acidentalmente (um "fogo amigo"). Ele revelou fotos nas quais Chico Xavier estava muito alegre e comunicativo, tão desenvolto que indicava que ele estava por dentro da fraude de Otília Diogo, tamanho o entusiasmo com o espetáculo. Se ele tivesse sido enganado, em vez dessa desenvoltura ele teria expressado um certo distanciamento.

No caso do reacionarismo, expresso em opiniões anti-esquerdistas e pró-ditadura no programa Pinga Fogo da TV Tupi, houve maior dificuldade em relativizar a coisa. Os adeptos do pensamento desejoso insistem em crer que isso foi apenas um "impulso do momento" ou Chico era "orientado" a defender a ditadura militar, uma tese muito mal explicada e cheia de equívocos que nem consegue "esquerdizar", de maneira convincente, a imagem do "médium".

Com esses escândalos, a FEB teria que blindar Chico Xavier usando a parceria midiática, que substituiu a habilidade publicitária de Wantuil. Em primeira instância, os Diários Associados atuaram nessa parceria, já desenvolvendo o "método Muggeridge", mas com a falência que forçou a empresa a diminuir drasticamente seu espólio (a revista O Cruzeiro foi vendida a outra editora e a TV Tupi faliu), a FEB encontrou na Rede Globo sua parceira definitiva, que vale até hoje.

Com isso, eliminaram-se os aspectos "polêmicos" de Chico Xavier. Casos como Otília Diogo, as denúncias do sobrinho Amauri Xavier e o processo judicial do caso Humberto de Campos foram minimizados a quase nada. Enquanto isso, a imagem de pretenso filantropo e pretenso humanista dentro de uma narrativa piegas e exageradamente emocional, eram feitas, baseadas claramente no que Muggeridge fez por Madre Teresa.

Dessa maneira, vemos o quanto as paixões religiosas são capazes de produzir um discurso envolvente, que é capaz de seduzir até pessoas com razoável grau de esclarecimento, mas que estão ainda frágeis em questionar as armadilhas da fé deslumbrada. Esse discurso é traiçoeiro, porque cega emocionalmente as pessoas e as deixam na falsa impressão de que estão seguras e protegidas vibratoriamente, impressão esta que se desfaz, em fúria, ao menor questionamento.

Idolatrando Chico Xavier, as pessoas estão adorando um produto de marketing e não sabem.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Padre Quevedo: A farsa de Chico Xavier

Esse instigante texto é leitura obrigatória para quem quer saber das artimanhas de um grande deturpador do Espiritismo francês, e que se promoveu através de farsas "mediúnicas" que demonstram uma série de irregularidades. Publicamos aqui em memória ao parapsicólogo Padre Oscar Quevedo, que morreu hoje, aos 89 anos. Para quem é amigo da lógica e do bom senso, lerá este texto até o fim, nem que seja preciso imprimi-lo para lê-lo aos poucos. Mas quem está movido por paixões religiosas e ainda sente fascinação obsessiva por Chico Xavier, vai evitar este texto chorando copiosamente ou mordendo os beiços de raiva. A farsa de Chico Xavier Por Padre Quevedo Francisco Cândido Xavier (1910-2002), mais conhecido como “Chico Xavier”, começou a exercer sistematicamente como “médium” espiritista psicógrafo à idade de 17 anos no Centro Espírita de Pedro Leopoldo, sua cidade natal. # Durante as últimas sete décadas foi sem dúvidas e cada vez mais uma figura muitíssimo famosa. E a...

Filantropia de Chico Xavier não passou de jogada marqueteira da Rede Globo

Sabe-se que Francisco Cândido Xavier tem uma trajetória muito mais cheia de confusões e escândalos do que qualquer esboço de coerência e consistência. Só que ele é adorado, até de maneira ferrenha e fundamentalista, porque ele é "bonzinho". As pessoas falam tanto na sua "bondade e humildade", elas que não conseguem ser boas e humildes por conta própria. Além do mais, que bondade Chico Xavier realmente fez? As "afirmações" são muito vagas, superficiais e subjetivas, não têm qualquer tipo de embasamento. O que poucos se lembram é que a "bondade e humildade" de Chico Xavier não passa de um truque publicitário montado pela Rede Globo de Televisão, à semelhança do que o jornalista britânico Malcolm Muggeridge, da BBC, fez com Madre Teresa de Calcutá, no documentário Algo Bonito para Deus (Something Beautiful for God) , de 1969. MALCOLM MUGGERIDGE "INVENTOU" O MITO "FILANTRÓPICO" DE MADRE TERESA. A Madre Teresa, na verd...

Episódios que podem (e deveriam) derrubar Chico Xavier

Enquanto continua sendo cultuado como "fada-madrinha" para os adultos do mundo real, Francisco Cândido Xavier é blindado até nos seus piores erros, ainda mais que a narrativa "gente como a gente" do complexo de vira-lata que assola o Brasil transformou o anti-médium mineiro em alguém "imperfeito", temporariamente retirado do antigo pedestal montado por seguidores e simpatizantes. Mas fora dessa imagem de "fada-madrinha", consagrada por frases piegas, Chico Xavier esconde incidentes terríveis, que não devem ser entendidos como errinhos de nada. São erros muitíssimo graves, que envolvem falsidade ideológica, juízo de valor, fraudes literárias e defesa de ideias moralistas retrógradas, além de apoio a fraudes de materialização. Há o caso da apropriação do nome de Humberto de Campos, que mostra indícios de revanchismo por parte do "médium", que não gostou da resenha que o escritor maranhense escreveu para o Diário Carioca, desaprovando a ob...

Chico Xavier foi o João de Deus de seu tempo

Muitos estão acostumados com a imagem de Francisco Cândido Xavier associado a jardim floridos, céu azul e uma série de apelos piegas que o fizeram um pretenso filantropo e um suposto símbolo de pacifismo, fraternidade e progresso humano. Essa imagem, porém, não é verdadeira e Chico Xavier, por trás de apelos tão agradáveis e confortáveis que fazem qualquer idoso dormir tranquilo, teve aspectos bastante negativos em sua trajetória e se envolveu em confusões criadas por ele mesmo e seus afins. É bastante desagradável citar esses episódios, mas eles são verídicos, embora a memória curta tente ocultar ou, se não for o caso, minimizar tais episódios. Chico Xavier é quase um "padroeiro" ou "patrono" dos arrivistas. Sua primeira obra, Parnaso de Além-Túmulo , é reconhecidamente, ainda que de maneira não-oficial, uma grande fraude editorial, feita pelo "médium", mas não sozinho. Ele contou com a ajuda de editores da FEB, do presidente da instituição e dublê ...

As contradições dos seguidores do "líder" Chico Xavier

Para os que acham o anti-médium mineiro Francisco Cândido Xavier um "grande líder", há uma série de posturas bastante insólitas e interpretações das mais risíveis. É claro que Chico Xavier nunca seria um líder de fato, ele nunca teve essa vocação de liderança para coisa alguma, mas seus seguidores, infantilizados, querem que ele lidere sempre tudo, ou pelo menos algo que acreditam ser de sua competência. O que ele fez ao Espiritismo brasileiro é altamente vergonhoso. E a reputação que ele alcançou com isso se torna mais vergonhosa ainda, porque neste caso ficou fácil alguém ser alçado a semi-deus errando muito, cometendo fraudes, omissões, vacilos, contradições, posturas tendenciosas e tudo de ruim, mas associado a tudo de bom que existe na Humanidade na Terra. Sejamos sinceros. Chico Xavier é alvo das mais pérfidas e fúteis paixões terrenas humanas. É a desculpa que a hipocrisia humana encontrou para gostar de um velhinho humilde e ignorante, o que garante camuflar os...

Não é o Espiritismo que é charlatão; o "movimento espírita" brasileiro é que comete charlatanismo

FRAUDE DE MATERIALIZAÇÃO - Pessoas ou objetos cobertos que exibem fotos mimeografadas ou de recortes de revistas. Muita gente se assusta quando se fala que nomes como Francisco Cândido Xavier e Divaldo Franco praticam charlatanismo. Seus seguidores, uns quase choramingando, outros mesmo tomados de prantos, reagem dizendo que tal adjetivo é "forte demais" para qualificar "pessoas de bem". Aqui existe a mania do relativismo, já que no Brasil até homicidas saem da cadeia e retomam suas vidas como se não tivessem cometido crime algum, pouco importando os danos causados pelas famílias das vítimas. Se isso ocorre sob o consentimento da Justiça, o que dizer daqueles que deturpam e distorcem a Doutrina Espírita, à mercê de muitas fraudes e irregularidades. É verdade que o Espiritismo como um todo é acusado de charlatanismo no mundo inteiro. Lidar com fenômenos tidos como sobrenaturais causa desconfiança, e não é raro que venham pessoas para denunciar uma manifestação espíri...

Chico Xavier e Divaldo Franco NÃO têm importância alguma para o Espiritismo

O desespero reina nas redes sociais, e o apego aos "médiuns" Francisco Cândido Xavier e Divaldo Pereira Franco chega aos níveis de doenças psicológicas graves. Tanto que as pessoas acabam investindo na hipocrisia para manter a crença nos dois deturpadores da causa espírita em níveis que consideram ser "em bons termos". Há várias alegações dos seguidores de Chico Xavier e Divaldo Franco que podemos enumerar, pelo menos as principais delas: 1) Que eles são admirados por "não-espíritas", uma tentativa de evitar algum sectarismo; 2) Que os seguidores admitem que os "médiuns" erram, mas que eles "são importantes" para a divulgação do Espiritismo; 3) Que os seguidores consideram que os "médiuns" são "cheios de imperfeições, mas pelo menos viveram para ajudar o próximo". A emotividade tóxica que representa a adoração a esses supostos médiuns, que em suas práticas simplesmente rasgaram O Livro dos Médiuns  sem um pingo de es...

O grande medo de Chico Xavier em ver Lula governando o país

Um bom aviso a ser dado para os esquerdistas que insistem em adorar Francisco Cândido Xavier é que o "médium" teve um enorme pavor em ver Luís Inácio Lula da Silva presidindo o Brasil. É sabido que o "médium" apoiou o rival Fernando Collor de Mello e o recebeu em sua casa. A declaração foi dada por Carlos Baccelli, em citação no artigo do jurista Liberato Póvoas ,  e surpreende a todos ao ver o "médium" adotando uma postura que parecia típica nas declarações da atriz Regina Duarte. Mas quem não se prende à imagem mitificada e fantasiosa do "médium", vigente nos últimos 40 anos com alegações de suposto progressismo e ecumenismo, verá que isso é uma dolorosa verdade. Chico Xavier foi uma das figuras mais conservadoras que existiu no país. Das mais radicais, é bom lembrar muito bem. E isso nenhum pensamento desejoso pode relativizar ou negar tal hipótese, porque tal forma de pensar sempre se sustentará com ideias vagas e devaneios bastante agr...

Chico Xavier, que abençoou João de Deus, fez assédio moral a Humberto de Campos Filho

HUMBERTO DE CAMPOS FILHO SOFREU ASSÉDIO MORAL DE CHICO XAVIER PARA TENTAR ABAFAR NOVOS PROCESSOS JUDICIAIS. Dizem que nunca Uberaba ficou tão próxima de Abadiânia, embora fossem situadas em Estados diferentes. Na verdade, as duas cidades são relativamente próximas, diferindo apenas na distância que requer cerca de seis horas e meia de viagem. Mas, com o escândalo de João Teixeira de Faria, o João de Deus, até parece que as duas cidades se tornaram vizinhas. Isso porque o "médium" Francisco Cândido Xavier, popularmente conhecido como Chico Xavier, em que pese a sua reputação oficial de "espírito de luz" e pretenso símbolo de amor e bondade humanas, consentiu, ao abençoar João de Deus, com sua trajetória irregular e seus crimes. Se realmente fosse o sábio e o intuitivo que tanto dizem ser, Chico Xavier teria se prevenido e iniciado uma desconfiança em torno de João de Deus, até pressentindo seu caráter leviano. Mas Chico nada o fez e permitiu que se abrisse o c...

Padrão de vida dos brasileiros é muito sem-graça e atrasado para virar referência mundial

Pode parecer uma grande coincidência, a princípio, mas dois fatores podem soar como avisos para a pretensão de uma elite bem nascida no Brasil querer se tornar dominante no mundo, virando referência mundial. Ambos ocorreram no âmbito do ataque terrorista do Hamas na Faixa de Gaza, em Israel. Um fator é que 260 corpos foram encontrados no local onde uma rave  era realizada em Israel, na referida região atingida pelo ataque que causou, pelo menos, mais de duas mil mortes. O festival era o Universo Paralello (isso mesmo, com dois "l"), organizado por brasileiros, que teria entre as atrações o arroz-de-festa Alok. Outro fator é que um dos dois brasileiros mortos encontrados, Ranani Glazer (a outra vitima foi a jovem Bruna Valeanu), tinha como tatuagem a famosa pintura "A Criação de Adão", de Michelangelo, evocando a religiosidade da ligação de Deus com o homem. A mensagem subliminar - lembrando que a tatuagem religiosa não salvou a vida do rapaz - é de que o pretenso pr...