Pular para o conteúdo principal

Por que esquerdistas e ateus DEVEM EVITAR a adoração a Chico Xavier



Não é porque um sujeito é um ídolo religioso que devemos concebê-lo da forma que quisermos. A chamada "liberdade da fé" tem limites e, paciência, somos seres racionais, e a realidade, quando deixada de lado em prol de fantasias agradáveis, reage com decepções ainda mais dolorosas.

É esse o problema que envolve Francisco Cândido Xavier diante de pessoas progressistas. O grande deturpador do Espiritismo, que rebaixou o legado trabalhoso da Codificação a uma mera repaginação do Catolicismo medieval, sempre foi uma figura extremamente conservadora, mas eventualmente dava jeito para parecer mais educado com a exposição de suas opiniões.

Mas a narrativa que o esquema Rede Globo-ditadura com o roteiro importado de Malcolm Muggeridge, que no final dos anos 1970 moldou a "imagem" que Chico Xavier tem hoje, criou várias distorções. A visão exageradamente agradável, pretensamente ecumênica e que transformava o "médium" numa "fada-madrinha do mundo real", criou várias inverdades em torno dessa biografia adocicada, a única em que a fantasia persiste a todo custo sobre a realidade.

Isso criou certos incômodos. As esquerdas brasileiras, sobretudo pessoas relativamente mais jovens, que eram crianças quando entraram na escola durante a ditadura militar, foram culturalmente vulneráveis a valores de centro-direita que apresentavam um falso aparato de humildade e presença popular.

Daí a constrangedora atitude das esquerdas em acolher, com persistente ingenuidade e uma credulidade servil, ao processo de bregalização cultural confundindo a abordagem dominante, que tratava o povo pobre como uma caricatura, com uma pretensa exaltação do povo pobre e uma hipotética evocação do triunfo das classes populares.

Ativistas de esquerda que passaram a acreditar, por exemplo, que o "funk carioca" era uma "rebelião libertária" e o "sertanejo" um foco de zapatismo nas roças brasileiras, no entanto, caíram no ridículo e não é difícil perceber por que as esquerdas, acreditando que o Brasil culturalmente brega seria mais libertário e igualitário, se decepcionaram redondamente quando essa atitude influiu no enfraquecimento dos movimentos esquerdistas.

Afinal, todo esse discurso a favor do brega e do chamado "extremamente popular" era uma manobra para deixar o povo pobre "distraído" no entretenimento marcado pela mediocridade musical, pela idiotização comportamental e por um senso de atraso ridículo na chegada tardia dos modismos estrangeiros no Brasil. Uma espécie de "pop caipira ou suburbano" que nunca teve de libertário e que era voltado apenas a interesses comerciais e político-conservadores (por parte da mídia) estratégicos.

A atuação participativa do povo pobre nos debates políticos se enfraqueceu para quase nada, as lideranças de esquerda e seus jornalistas e ativistas associados acabaram falado sozinhos e a direita aproveitou isso para criar seu "ativismo" e, assim, fez crescer feito bola de neve um reacionarismo que, desde 2005, se projetava das redes sociais para, no auge, culminar na vitória eleitoral de Jair Bolsonaro, adorado por muitos ícones dessa "cultura popular" comercial e midiática.

No âmbito do futebol e da religião, a ingenuidade é a mesma. E, por ironia, os ídolos da breguice cultural, do futebol e da religião cortejados pelas esquerdas mais ingênuas demonstram, depois, um direitismo convicto e bastante reacionário. Foi no caso da adesão de vários deles à campanha presidencial de Jair Bolsonaro, o que fez muitos esquerdistas caírem da cadeira.

PÉ-FRIO

Chico Xavier foi uma das mais reacionárias personalidades religiosas da História do Brasil. Seu anti-comunismo era convicto, certeiro e o acompanhou por toda a vida. Apoiou o golpe militar de 1964, a ditadura militar no seu curso, a candidatura de Fernando Collor e, no fim da vida, inclinou-se a apoiar o PSDB.

Mesmo a polêmica do "futuro líder" que interpretações sobre uma suposta previsão de 1952, atribuída ao "espírito" André Luiz (na verdade, um personagem fictício), chegaram a creditar, nos últimos anos, como Fernando Collor, Aécio Neves, Sérgio Moro e Jair Bolsonaro, pode ser entendida como uma "profecia" na qual não havia uma personalidade definida, mas, sim, um modelo de "líder político", liberal-conservador, que Chico Xavier sempre defendeu em sua vida.

Pelo menos em nenhum momento se leu ou se ouviu de Chico Xavier e "seus espíritos" uma previsão de que um sujeito barbudo, roliço mas de feições enérgicas, ainda que com um coração sensível e jeito bonachão, seria o grande líder da humanidade no futuro. As atribuições de "esquerdismo" a Chico Xavier são tão superficiais e cheias de equívocos, porque se baseiam em ideias soltas e concepções fantasiosas, além de argumentação frágil movida pelo jogo de aparências.

Chico Xavier também é considerado pé-frio para personalidades esquerdistas, mesmo aquelas nascidas na Minas Gerais onde nasceu o "médium". Juscelino Kubitschek e Dilma Rousseff viram suas carreiras políticas perderem quando deram alguma consideração a Chico Xavier.

Juscelino deu à FEB status de "instituição de utilidade pública" em 1960. Em seguida, não conseguiu eleger seu candidato à sucessão, o marechal legalista, progressista e democrático Henrique Lott (o mesmo que garantiu a posse de JK, em 1955, com um contra-golpe), foi cassado pela ditadura militar, não se elegeu membro da Academia Brasileira de Letras e morreu num acidente de carro em circunstâncias bastante suspeitas.

Dilma recebeu o livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, presente (de grego?) da FEB em 2011. Em 2013 começava a surgir núcleos de oposição raivosa à presidenta, que até conseguiu ser reeleita, mas um caminho foi aberto para o golpe, com um Legislativo ultraconservador e ela perdeu o mandato pela metade, através de um confuso, mas certeiro, processo de impeachment e, recentemente, ela ainda não conseguiu se eleger senadora na campanha de 2018.

Enquanto isso, Fernando Collor e Jair Bolsonaro, de perfil mais conservador, foram favorecidos pelas energias de Chico Xavier. Collor até perdeu o mandato em 1992, mas depois de um hiato através da suspensão de seus direitos políticos por oito anos, voltou à cena política em condições bastante favoráveis e mesmo eventuais denúncias de corrupção não lhe arranham seu status.

Por outro lado, aqueles que iriam lhe servir de obstáculos, como o irmão Pedro Collor e o tesoureiro Paulo César Farias, o PC Farias, morreram de forma que denúncias contra o ex-presidente ficassem eternamente sem provas.

O último mau agouro dado por Chico Xavier foi a reprodução de um texto pelo colunista Ricardo Kotscho, no portal R7, que abrigava o blog Balaio do Kotscho. O portal R7 é do grupo Record, que após o episódio tornou-se entusiasmadamente bolsonarista, e contribuiu para a derrota eleitoral de Fernando Haddad. Um ex-executivo de jornalismo da Record, Douglas Tavolaro, estará à frente da franquia brasileira da rede de notícias CNN, dos EUA, que no Brasil será solidária a Bolsonaro.

FALSO ESQUERDISMO

Devemos tomar cuidado quando Chico Xavier, em seus depoimentos e em obras atribuídas a "espíritos diversos", adota uma postura aparentemente "educada" em relação a certas posições progressistas. Isso não pode, de forma alguma, ser confundido com apoio à essas causas, até porque uma análise mais cuidadosa demonstra uma postura de aversão ou reprovação.

No caso da causa LGBTT - então creditada, apenas, como "homossexualismo" - , Chico Xavier, no começo da década de 1970, dizia que os homossexuais "eram dignos do mais absoluto respeito". No entanto, ele atribui ao homossexualismo uma "confusão espiritual" motivada pela encarnação, o que demonstra que Chico Xavier tratava o fenômeno como uma "doença".

Sem que viva alma soubesse, Chico Xavier foi um dos pioneiros da defesa da "cura gay", hoje uma causa tida como "exclusiva" pelos evangélicos neopentecostais, a partir das posições declaradas de gente como Marco Feliciano, Silas Malafaia e a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos do governo Jair Bolsonaro, Damares Alves, aquela que viu Jesus subindo numa goiabeira.

No caso do comunismo, uma mensagem atribuída a Emmanuel deve ser entendida com muita cautela, porque os apelos do texto são igrejeiros e emocionais, além de ser um texto vago e sem um pingo da objetividade que as abordagens textuais de esquerda têm, mesmo quando se voltam a uma ideia, bastante explorada pelo discurso religioso, de fraternidade. Vejamos o que está no livro Coletânea do Além, de 1945:

"Como devemos encarar o comunismo cristão?

O comunismo em suas expressões de democracia cristã está ainda longe de ser integralmente compreendido como orientador de vossas forças político-administrativas.

Somente serão entendidas as suas concepções adiantadas, à luz dos exemplos do Cristo, quando reconhecerdes que o Evangelho não quer transformar os ricos em pobres e sim converter os indigentes em ricos do mundo, fazendo desabrochar em cada indivíduo a concepção dos seus deveres sagrados, em face dos problemas grandiosos da vida.

Comunismo ou socialismo cristão não pode ser a anarquia e a degradação que observais algumas vezes em seu nome, significando, acima de tudo, a elevação de todos, dentro da harmonia soberana e perfeita.

Quando o homem praticar a fraternidade, não como obrigação imposta pelas justas conveniências, mas como lei espontânea e divina do seu coração, reconhecendo-se apenas como usufrutuário do mundo em que vive, convertendo as bênçãos da natureza, que são as bênçãos de Deus, em pão para a boca e luz para o espírito, as forças políticas que dirigem os povos nortear-se-ão sem guerras e sem ambições, obedecendo aos códigos de solidariedade comum.

Semelhante estado de coisas, porém, nunca será imposto por armas ou decretos humanos. Representará o amadurecimento da consciência coletiva na compreensão dos legítimos deveres da fraternidade e somente surgirá, no mundo, por efeito do conhecimento e da educação de cada indivíduo".

O texto é de uma sutil hipocrisia, embora aparentemente educado e voltado à suposta exaltação da fraternidade. Mas, numa análise mais cuidadosa, o texto atribuído a Emmanuel, na verdade, sugere a substituição do Comunismo pelo Catolicismo de moldes medievais. Há uma referência da reprovação radical dos decretos humanos, e uma superficial e pouco convincente referência da questão da pobreza: "o Evangelho não quer transformar os ricos em pobres e sim converter os indigentes em ricos do mundo".

O "ESQUERDISMO" QUE A DIREITA QUER

Há também uma estranha ênfase nos "deveres humanos", próprias de um discurso bastante conservador. Fala-se em "consciência coletiva" e não em individualidade. Além disso, temos que desconfiar da ideia "pró-esquerdista" de que o "Comunismo ou socialismo cristão não pode ser a anarquia e a degradação que observais algumas vezes em seu nome".

Devemos ter muito cuidado com isso. Essa não é uma declaração de Emmanuel solidária ao comunismo. Não é um ponto de vista de esquerda. Na revista Veja, nos seus momentos de reacionarismo histérico, vários textos, trazidos por pessoas como Diogo Mainardi e Reinaldo Azevedo, anti-petistas histéricos, também parecem "favoráveis à esquerda".

Dirigentes de grupos do "funk carioca" - um dos fenômenos culturais de centro-direita, que exaltavam o mercado e valores retrógrados como a objetificação da mulher, travestidos de "causas progressistas" - , como MC Leonardo (APAFUNK) e Bruno Ramos (Liga do Funk), também pareciam mais cobrar às esquerdas posições menos críticas mesmo sob o pretexto do falso apoio, o que, segundo seus críticos, lembrava muito as posturas do Cabo Anselmo nos anos 1960.

É aquela conversa de que "a esquerda é legal, desde que faça o que eu mandar". Um "esquerdismo" que a direita quer, um "sindicalismo" mais pelego, um "comunismo" com Estado mínimo, reforma trabalhista - sob a desculpa de "considerar também as necessidades dos patrões" - , algo que está por trás desse texto "generoso" de Emmanuel / Chico Xavier.

Tomadas de emoção, as pessoas leem este texto de Coletâneas do Além e vão para a cama dormir tranquilas, sonhando voarem sobre o Kremlim de mãos dadas com Chico Xavier, o "Peter Pan da gente grande". Até caírem da cama ao verem que leram o texto às pressas, sem fazer uma análise e sem verificar o que está por trás de palavras que parecem bondosas mas são traiçoeiras.

A Natureza mostra que a raposa não é um animal medonho. Com uma face graciosa, ela parece, à primeira vista, um animal doméstico, dócil e meigo, que entra tranquilamente num galinheiro como um cãozinho entra na casa do seu dono. Até depois se verem os estragos causados no galinheiro, com várias galinhas devoradas, no todo ou em parte, ninguém observa o aspecto ameaçador da raposa.

O texto de 1945 é traiçoeiro porque, pelo malabarismo das palavras, finge apoiar o comunismo. Mas o conteúdo do texto, mais de cobranças e ideias vagas que depreciam o esquerdismo como um todo, além de um estranho apelo emocional que não condiz à conduta racional dos esquerdistas, revela o tom traiçoeiro da mensagem atribuída a Emmanuel.

Devemos também ver os contextos e outras ideias de Emmanuel / Chico Xavier, que sempre apelavam para as pessoas nunca reclamarem nem questionarem coisa alguma, se submeterem à figura moralista-punitivista de Deus e aceitar calado e resignado as desgraças da vida. A própria ideia de "tóxico do intelectualismo" da ideologia chiquista-emmanueliana reprova até mesmo os esforços da mídia esquerdista, que apostam no aprimoramento do debate intelectual.

Portanto, a declaração incluída em Coletânea do Além - publicada num contexto em que os EUA foram provisoriamente tolerantes com o comunismo, devido a temporária aliança entre estadunidenses e soviéticos no combate ao nazismo (que então estava agindo fora de controle em relação ao ideal capitalista do qual se originou) - é direitista, dentro daquela perspectiva do "esquerdismo que a direita quer".

A ênfase igrejista também é um alerta para os ateus que ainda glorificam Chico Xavier, num processo de amor não-correspondido (os "espíritas" repudiam o ateísmo e o acusam de ser "fábrica de suicidas"). A ênfase na existência de Deus da obra de Chico Xavier é feita com um rigor religioso medieval que transforma essa controversa figura chamada Deus (que a obra original do Espiritismo admitia ser misteriosa, "causa primária" de todas as coisas) na forma antropomorfizada de um sujeito ao mesmo tempo paternal e punitivista.

Daí que as esquerdas devem evitar a adoração a Chico Xavier. Foram manifestações de adoração a ele que fizeram com que o Brasil se perdesse em aventuras golpistas de 2016 e 2018, e mais uma demonstração de adoração ao "médium" e o Brasil mergulhará num cenário ainda mais obscuro, até porque Bolsonaro já adiantou o esquema espalhando militares em vários cargos do governo. Esquerdas, deixem Chico Xavier para pessoas como Gustavo Bebianno.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Padre Quevedo: A farsa de Chico Xavier

Esse instigante texto é leitura obrigatória para quem quer saber das artimanhas de um grande deturpador do Espiritismo francês, e que se promoveu através de farsas "mediúnicas" que demonstram uma série de irregularidades. Publicamos aqui em memória ao parapsicólogo Padre Oscar Quevedo, que morreu hoje, aos 89 anos. Para quem é amigo da lógica e do bom senso, lerá este texto até o fim, nem que seja preciso imprimi-lo para lê-lo aos poucos. Mas quem está movido por paixões religiosas e ainda sente fascinação obsessiva por Chico Xavier, vai evitar este texto chorando copiosamente ou mordendo os beiços de raiva. A farsa de Chico Xavier Por Padre Quevedo Francisco Cândido Xavier (1910-2002), mais conhecido como “Chico Xavier”, começou a exercer sistematicamente como “médium” espiritista psicógrafo à idade de 17 anos no Centro Espírita de Pedro Leopoldo, sua cidade natal. # Durante as últimas sete décadas foi sem dúvidas e cada vez mais uma figura muitíssimo famosa. E a...

Episódios que podem (e deveriam) derrubar Chico Xavier

Enquanto continua sendo cultuado como "fada-madrinha" para os adultos do mundo real, Francisco Cândido Xavier é blindado até nos seus piores erros, ainda mais que a narrativa "gente como a gente" do complexo de vira-lata que assola o Brasil transformou o anti-médium mineiro em alguém "imperfeito", temporariamente retirado do antigo pedestal montado por seguidores e simpatizantes. Mas fora dessa imagem de "fada-madrinha", consagrada por frases piegas, Chico Xavier esconde incidentes terríveis, que não devem ser entendidos como errinhos de nada. São erros muitíssimo graves, que envolvem falsidade ideológica, juízo de valor, fraudes literárias e defesa de ideias moralistas retrógradas, além de apoio a fraudes de materialização. Há o caso da apropriação do nome de Humberto de Campos, que mostra indícios de revanchismo por parte do "médium", que não gostou da resenha que o escritor maranhense escreveu para o Diário Carioca, desaprovando a ob...

Chico Xavier foi o João de Deus de seu tempo

Muitos estão acostumados com a imagem de Francisco Cândido Xavier associado a jardim floridos, céu azul e uma série de apelos piegas que o fizeram um pretenso filantropo e um suposto símbolo de pacifismo, fraternidade e progresso humano. Essa imagem, porém, não é verdadeira e Chico Xavier, por trás de apelos tão agradáveis e confortáveis que fazem qualquer idoso dormir tranquilo, teve aspectos bastante negativos em sua trajetória e se envolveu em confusões criadas por ele mesmo e seus afins. É bastante desagradável citar esses episódios, mas eles são verídicos, embora a memória curta tente ocultar ou, se não for o caso, minimizar tais episódios. Chico Xavier é quase um "padroeiro" ou "patrono" dos arrivistas. Sua primeira obra, Parnaso de Além-Túmulo , é reconhecidamente, ainda que de maneira não-oficial, uma grande fraude editorial, feita pelo "médium", mas não sozinho. Ele contou com a ajuda de editores da FEB, do presidente da instituição e dublê ...

Não é o Espiritismo que é charlatão; o "movimento espírita" brasileiro é que comete charlatanismo

FRAUDE DE MATERIALIZAÇÃO - Pessoas ou objetos cobertos que exibem fotos mimeografadas ou de recortes de revistas. Muita gente se assusta quando se fala que nomes como Francisco Cândido Xavier e Divaldo Franco praticam charlatanismo. Seus seguidores, uns quase choramingando, outros mesmo tomados de prantos, reagem dizendo que tal adjetivo é "forte demais" para qualificar "pessoas de bem". Aqui existe a mania do relativismo, já que no Brasil até homicidas saem da cadeia e retomam suas vidas como se não tivessem cometido crime algum, pouco importando os danos causados pelas famílias das vítimas. Se isso ocorre sob o consentimento da Justiça, o que dizer daqueles que deturpam e distorcem a Doutrina Espírita, à mercê de muitas fraudes e irregularidades. É verdade que o Espiritismo como um todo é acusado de charlatanismo no mundo inteiro. Lidar com fenômenos tidos como sobrenaturais causa desconfiança, e não é raro que venham pessoas para denunciar uma manifestação espíri...

As contradições dos seguidores do "líder" Chico Xavier

Para os que acham o anti-médium mineiro Francisco Cândido Xavier um "grande líder", há uma série de posturas bastante insólitas e interpretações das mais risíveis. É claro que Chico Xavier nunca seria um líder de fato, ele nunca teve essa vocação de liderança para coisa alguma, mas seus seguidores, infantilizados, querem que ele lidere sempre tudo, ou pelo menos algo que acreditam ser de sua competência. O que ele fez ao Espiritismo brasileiro é altamente vergonhoso. E a reputação que ele alcançou com isso se torna mais vergonhosa ainda, porque neste caso ficou fácil alguém ser alçado a semi-deus errando muito, cometendo fraudes, omissões, vacilos, contradições, posturas tendenciosas e tudo de ruim, mas associado a tudo de bom que existe na Humanidade na Terra. Sejamos sinceros. Chico Xavier é alvo das mais pérfidas e fúteis paixões terrenas humanas. É a desculpa que a hipocrisia humana encontrou para gostar de um velhinho humilde e ignorante, o que garante camuflar os...

O grande medo de Chico Xavier em ver Lula governando o país

Um bom aviso a ser dado para os esquerdistas que insistem em adorar Francisco Cândido Xavier é que o "médium" teve um enorme pavor em ver Luís Inácio Lula da Silva presidindo o Brasil. É sabido que o "médium" apoiou o rival Fernando Collor de Mello e o recebeu em sua casa. A declaração foi dada por Carlos Baccelli, em citação no artigo do jurista Liberato Póvoas ,  e surpreende a todos ao ver o "médium" adotando uma postura que parecia típica nas declarações da atriz Regina Duarte. Mas quem não se prende à imagem mitificada e fantasiosa do "médium", vigente nos últimos 40 anos com alegações de suposto progressismo e ecumenismo, verá que isso é uma dolorosa verdade. Chico Xavier foi uma das figuras mais conservadoras que existiu no país. Das mais radicais, é bom lembrar muito bem. E isso nenhum pensamento desejoso pode relativizar ou negar tal hipótese, porque tal forma de pensar sempre se sustentará com ideias vagas e devaneios bastante agr...

Chico Xavier cometeu erros graves, entre os quais lançar livros

PIOR É QUE ESSES LIVROS JÁ SÃO COLETÂNEAS QUE CANIBALIZARAM OS TERRÍVEIS 418 LIVROS ATRIBUÍDOS A FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER. Chico Xavier causou um sério prejuízo para o Brasil. Sob todos os aspectos. Usurpou a Doutrina Espírita da qual não tinha o menor interesse em estudar e acabou se tornando o "dono" do sistema de ideias lançado por Allan Kardec. Sob o pretexto de ajudar as famílias, se aproveitou das tragédias vividas por elas e, além de criar de sua mente mensagens falsamente atribuídas aos jovens mortos, ainda expôs os familiares à ostentação de seus dramas e tristezas, transformando a dor familiar em sensacionalismo. Tudo o que Chico Xavier fez e que o pessoal acha o suprassumo da caridade plena é, na verdade, um monte de atitudes irresponsáveis que somente um país confuso como o Brasil define como "elevadas" e "puras". Uma das piores atitudes de Chico Xavier foi lançar livros. Foram 418 livros fora outros que, após a morte do anti-médium m...

Chico Xavier e Divaldo Franco NÃO têm importância alguma para o Espiritismo

O desespero reina nas redes sociais, e o apego aos "médiuns" Francisco Cândido Xavier e Divaldo Pereira Franco chega aos níveis de doenças psicológicas graves. Tanto que as pessoas acabam investindo na hipocrisia para manter a crença nos dois deturpadores da causa espírita em níveis que consideram ser "em bons termos". Há várias alegações dos seguidores de Chico Xavier e Divaldo Franco que podemos enumerar, pelo menos as principais delas: 1) Que eles são admirados por "não-espíritas", uma tentativa de evitar algum sectarismo; 2) Que os seguidores admitem que os "médiuns" erram, mas que eles "são importantes" para a divulgação do Espiritismo; 3) Que os seguidores consideram que os "médiuns" são "cheios de imperfeições, mas pelo menos viveram para ajudar o próximo". A emotividade tóxica que representa a adoração a esses supostos médiuns, que em suas práticas simplesmente rasgaram O Livro dos Médiuns  sem um pingo de es...

Filantropia de Chico Xavier não passou de jogada marqueteira da Rede Globo

Sabe-se que Francisco Cândido Xavier tem uma trajetória muito mais cheia de confusões e escândalos do que qualquer esboço de coerência e consistência. Só que ele é adorado, até de maneira ferrenha e fundamentalista, porque ele é "bonzinho". As pessoas falam tanto na sua "bondade e humildade", elas que não conseguem ser boas e humildes por conta própria. Além do mais, que bondade Chico Xavier realmente fez? As "afirmações" são muito vagas, superficiais e subjetivas, não têm qualquer tipo de embasamento. O que poucos se lembram é que a "bondade e humildade" de Chico Xavier não passa de um truque publicitário montado pela Rede Globo de Televisão, à semelhança do que o jornalista britânico Malcolm Muggeridge, da BBC, fez com Madre Teresa de Calcutá, no documentário Algo Bonito para Deus (Something Beautiful for God) , de 1969. MALCOLM MUGGERIDGE "INVENTOU" O MITO "FILANTRÓPICO" DE MADRE TERESA. A Madre Teresa, na verd...

Brasileiros têm dificuldade para se despedir de Doca Street

Nosso país é ultraconservador e dotado de estranhos "heróis", que incluem ídolos religiosos, políticos do tempo da ditadura militar, tecnocratas e até machistas de perfil bem moralista, os quais temos medo de perder, como se fossem nossos tios queridos. Todos morrem, mas os feminicidas são os únicos que "não podem morrer". Eles que mais descuidam da saúde, sofrem pressões morais violentas por todos os lados, fragilizam suas almas alternando raivas explosivas e depressões abatedoras, e nós temos que acreditar que eles são feito ciborgues aos quais nem uma doença incurável consegue abatê-los. Há 40 anos exatos, um caso de machismo violento aconteceu em Armação de Búzios. O empresário Raul Fernando do Amaral Street, o Doca Street, então com 42 anos, assassinou, com dois tiros, a socialite Ângela Diniz, a "pantera de Minas Gerais", que chegou a fazer uma sessão de moda para a revista A Cigarra, nos anos 60. O motivo alegado era o da "legítima def...