Pular para o conteúdo principal

Dois textos do Cinegnose servem para preveni-lo sobre Chico Xavier



Dois textos do Cinegnose, por ironia, são um bom conselho para o semiólogo Wilson Roberto Vieira Ferreira, que é muitíssimo brilhante em suas análises sobre diversos assuntos, mas dá uma fraquejada quando o assunto é Francisco Cândido Xavier e seus delírios mistificadores, como a suposição de "cidades espirituais" (feitas ao arrepio da Ciência Espírita) e de "datas fixas para o futuro", prática condenada pela literatura espírita original.

O artigo "Rebaixamento dos padrões de inteligência da Revolução Industrial 4.0 criou Bolsonaro" é uma reflexão sobre a decadência cognitiva dos brasileiros, cita mecanismos como os algoritmos como recurso midiático para a eleição de Donald Trump e Jair Bolsonaro, figuras ao mesmo tempo pitorescas e medíocres, que em condições normais nunca seriam eleitos presidentes da República. Até pouco tempo atrás, dizer que Trump presidiria o Brasil seria uma piada das mais ridículas.

Há fenômenos, descritos no texto, como a "direita alternativa" (alt-right), uma espécie de movimento no qual o antigo reacionarismo direitista, mesmo com seus conceitos medievais - nota-se que o imaginário bolsonarista tenta recuperar até a tese obsoleta da "Terra plana" - , ganha um verniz de "novo" e uma roupagem "rebelde" manifesta pelas grosserias cometidas pelos internautas sociopatas.

Há também menções ao fato de que o "debate político", dentro da confusão entre público e privado, se esvaziou e virou uma combinação de insultos e ofensas, protegidos pelo aparente anominato do sociopata de plantão. Há também a mania de dar argumentos absurdos, dentro de uma roupagem "lógica", não explicitamente citados por Wilson no texto, que expôs o caso em outras ocasiões.

Fala-se nos perigos de hackear a Democracia, através desses mecanismos de degradação da inteligência humana - sustentada por falácias, difundidas desde o tempo dos sociopatas do Orkut, como "Não preciso raciocinar porque nasci inteligente" ou "Para ser inteligente, não é preciso ter cérebro" - , na qual um delirante tresloucado como Olavo de Carvalho ganhou status de "filósofo".

O segundo texto é uma resenha de curta-metragem: "Curta da Semana: "Fake News Fairytale" - quando notícias falsas viram contos de fadas", relacionado ao filme mockumentary (paródia de documentário) intitulado Fake News Fairytale, no qual a cineasta Kate Stonehill, também jornalista, narra uma ocorrência surreal, mas verídica, que interferiu na vitória de Donald Trump na corrida presidencial dos EUA.

A ocorrência surreal consiste em um grupo de jovens da cidade de Veles, na Macedônia, que nos últimos anos desenvolviam páginas no Wordpress, com banners do Google Adsense para gerar renda, e passaram a publicar notícias falsas e relatos absurdos sobre políticos dos EUA, sobretudo do Partido Democrata, visando desqualificar a candidata à sucessão do presidente Barack Obama, do mesmo partido, a senadora Hillary Clinton, mulher do ex-presidente Bill Clinton.

Kate Stonehill simula um "documentário independente", com recursos modestos como câmera super-8, e começa usando a frase do candidato do Partido Republicano (mais conservador, enquanto o Democrata é progressista nos limites ideológicos dos EUA), "Isto não é um reality show. É a realidade", e a narrativa descreve o processo de produção de fake news como um "conto-de-fadas".

POR QUE NINGUÉM QUESTIONA CHICO XAVIER? MEDO?

Como é que os brasileiros fraquejam diante de qualquer questionamento em torno de Chico Xavier, cujo mito cresce como bola de neve e o transforma num "gigante Golias" da fé religiosa brasileira? Como é que o medo assombra até mesmo muitas páginas que tentam contestar e debater a deturpação espírita, quando chegam à necessidade de questionar a fundo Chico Xavier, param no meio do caminho?

As paixões religiosas surgem como um problema sério no qual as tentações humanas mais traiçoeiras dispensam o sexo, o dinheiro e as drogas para seduzirem as pessoas. São quebradas, de maneira bastante negativa, as barreiras entre o público e o privado nas redes sociais, mas também se vê, a partir das manifestações das seitas neopentecostais - que acolhem ícones da promiscuidade ou do crime como Alexandre Frota e Guilherme de Pádua - , a ruptura entre o profano e o religioso.

Mas é no "espiritismo" brasileiro que se encontram as armadilhas ainda mais profundas e ninguém se encoraja a contestar. Sobretudo diante de uma figura que nem tem atrativo algum, como Chico Xavier, mas que, como sedutor perigoso das pessoas, equivale a uma perigosa sereia que põe os navegantes a se afogarem no mar.

No caso de Chico Xavier, os "navegantes" não chegam a se "afogar", porque precisam viver longamente para lhe servirem de escravos emocionais. Quem se "afoga" são os filhos mais distintos, que são obrigados pelas circunstâncias a interromperem prematuramente suas encarnações, deixando seus planos de vida natimortos.

Mesmo havendo possibilidade de "vida futura", a morte prematura causa danos a esses espíritos. Uma pessoa leva, no mínimo, de três a dez anos para reencarnar, e, quando reencarnadas, as pessoas só conseguem ter uma consciência mínima da vida entre três e sete anos de idade.

Se uma pessoa morre aos 22 anos deixando um plano de vida no nascedouro, ao reencarnar dez anos depois, precisa alcançar no mínimo cinco anos de vida para ter o desenvolvimento físico e psicológico favoráveis a uma compreensão profunda da vida. Mesmo se adiantar seu "nível universitário" de compreensão da vida dos 22 aos 11 anos de idade, já se perderam 21 anos e as condições para retomar o trabalho perdido já estarão sensivelmente comprometidas. E, no contexto da Terra, a limitação da maioridade etária para 18 anos impõe certas limitações.

Chico Xavier, nos seus aspectos negativos, oferece um amálgama de sérios problemas semiológicos. Só para citar os problemas ignorados por Wilson Roberto, as "cidades espirituais" refletem a ideia do "outro mundo" onde, simbolicamente, se deposita a ilusão de "uma vida melhor" que não encontra possibilidade, no discurso chiquista, na vida presente.

"Mundo espiritual" e "reencarnação", como simbologias da "vida melhor" na Teologia do Sofrimento de Chico Xavier, seriam, na verdade, "mecanismos de fuga" que obrigam, sob uma ótica religiosa conservadora, a pessoa a se conformar com o sofrimento. Não há um aspecto na ideologia de Chico Xavier que possa justificar a falsa imagem de "progressista" a ele atribuída assim de graça, sem motivo.

Aliás, as posturas de Chico Xavier associadas ao "comunismo" - ver Coletânea do Além, de 1945 - e homossexualismo (causa LGBTT) - ver Vida e Sexo, de 1970 - requer também análise semiológica, na qual um discurso falsamente favorável a essas causas, se apoiando em ideias vagas ou abstratas, que escondem posturas sombrias de profunda aversão às mesmas.

No caso do "comunismo", a mensagem, atribuída a Emmanuel (mas muitas fontes garantem vir da mente do próprio Chico), estabelece mais cobranças do que apoio, atribuindo ao "comunismo autêntico" aquele que se apoiar na "fraternidade" e na "educação". Devemos desconfiar dessas ideias, que parecem ser "genuinamente esquerdistas".

Afinal, numa análise semiológica e com base em outras declarações, mais reacionárias, atribuídas a Emmanuel (como o "tóxico do intelectualismo", concepção depreciativa do senso crítico quando este desafia o obscurantismo da fé), nota-se que "fraternidade" segue paradigmas do Catolicismo medieval, envolvendo processos rígidos de hierarquia social e conceitos morais conservadores que envolvem relações de subserviência humana dos não-privilegiados.

No caso da "educação", que faz com que Chico Xavier seja festejado como um falso defensor de pedagogias libertárias, seus valores são claramente idênticos ao hoje conhecido projeto da Escola Sem Partido. Isso é explícito. Chico Xavier defendia uma educação que "apenas ensinasse" a ler, escrever, trabalhar e ter religião, sem debater a realidade (prática desaconselhada pelo "médium", temente a "dissabores"). Isso é, abertamente, a defesa da Escola Sem Partido.

A "profecia da data-limite", trazida pelo colaborador Nelson Job nesta postagem, não bastasse ser uma afronta aos ensinamentos originais do Espiritismo - Allan Kardec condenava a prática de prever o futuro determinando datas fixas, por ser uma ação própria de espíritos enganadores - , ela também pode ser conhecida como um sério e grave problema semiológico.

Primeiro, pela atribuição de que extraterrestres serão vistos como "salvação da humanidade" na Terra. A "salvação externa", que revela a incapacidade de "alto-salvação" das pessoas, o que pode ser confrontado, na agenda noticiosa recente, pela convocação de forças israelenses para atuar em tarefas simples de busca por vítimas e rastreamento de áreas destruídas pelo lamaçal derramado pela queda de uma barragem em Brumadinho. Que oportunidade semiológica Nelson Job perdeu.

CONTO-DE-FADAS

No caso de Fake News Fairytale, há subsídios que podem contribuir para questionar o mito de Chico Xavier. Suas "psicografias" mostram indícios de conteúdo fake, por apresentarem - problema que tem provas consistentes em muitos casos - sérias irregularidades em torno de aspectos pessoais associados a supostos autores espirituais. Problemas de estilos pessoais, de caligrafias nas assinaturas, de expressão de pontos de vistas, todos esses problemas trazem indícios de que Chico Xavier NÃO FEZ psicografia, por ela apresentar fortes indícios de obras fake.

Mas isso é deixado sob o tapete, porque uma narrativa própria de um conto-de-fadas passou a promover Chico Xavier, deixando de lado aspectos pitorescos. A fórmula foi adotada pela Rede Globo - é só ver os especiais do Globo Repórter sobre Chico Xavier ou "mediunidade" e algumas matérias do Fantástico sobre estes temas - , a partir do final dos anos 1970, sob inspiração do que o inglês Malcolm Muggeridge fez para promover Madre Teresa de Calcutá.

Chico Xavier passou a ser visto, através do "método Muggeridge" (Muggeridge foi uma espécie de "Steve Bannon" da religião, um "fabricante de santos"), como uma espécie de "fada-madrinha do mundo real", com um pacote de "virtudes" feitas para o consumo emocional das paixões religiosas: pretensa filantropia (Assistencialismo de baixos resultados sociais e praticado não pelo "benfeitor", mas pelos seguidores), suposta sabedoria e pretensos apelos de "beleza e simplicidade".

Foi um mecanismo usado tanto para abafar as tensões populares num período de crise da ditadura militar, fazer frente às igrejas neopentecostais (antes rivais dos "espíritas", hoje discretos aliados em pautas afins) e barrar a ascensão de verdadeiros ativistas sociais. Para desespero dos que colocam o ex-presidente Lula e Chico Xavier num mesmo patamar, é bom lembrar que os dois sempre foram antagônicos e o "médium" era usado para desviar a adoração que seria para o então líder sindical.

Esquecemos também que Chico Xavier tinha uma reputação, antes dessa campanha, comparável à que Olavo de Carvalho, um lunático escritor e pregador reacionário, tem nos tempos atuais. Se bem que o "filantropo" da vez, numa espécie de atualização pop do "método Muggeridge", é o "independente" Luciano Huck, que decidiu apenas dar um "apoio crítico" ao governo de Jair Bolsonaro, discípulo de Olavo.

Huck, empresário e apresentador de TV, integrante de uma elite empresarial que se ascendeu durante o governo Fernando Henrique Cardoso, virou um dublê de filantropo nos mesmos moldes que foram trabalhados para Chico Xavier desde que ele começou a atuar em Uberaba, nos anos 1950 (o "médium" ainda morava em Pedro Leopoldo, de onde saiu em 1959). Não por acaso, Huck realizou uma edição do quadro Lata Velha, do Caldeirão do Huck, em Pedro Leopoldo, terra natal do "médium".

Esse discurso envolve problemas semiológicos muito grandes. O "filantropo" que quer aparecer acima dos mais necessitados. Uma "caridade" que se torna espetáculo de entretenimento, tanto que a história da televisão mostra tantos exemplos, incluindo muitos charlatães depois desmascarados. Nesse espetáculo os mais necessitados, os pobres, doentes e desamparados, são apenas coadjuvantes, o "benfeitor" é que obtém o protagonismo e os resultados sociais são bem medíocres.

Há apelos emocionais que estão em jogo. E isso faz com que a "caridade" seja mais adorada do que compreendida. Isso é ótimo para processos de corrupção que usam a "caridade" para obter superfaturamento ou desviar donativos para atividades comerciais.

A ênfase nos apelos emocionais deve ser questionada. Paciência, somos seres racionais. E aí temos, através da pós-verdade religiosa, como na adoração a Chico Xavier, outro problema semiológico ou semiótico, que é o "rebaixamento" simbólico dos "instrumentos de raciocínio", que saem do topo do corpo humano - o cérebro, localizado na cabeça - , para se tornarem o "coração". Até uma peça recente sobre Chico Xavier tinha como lema que "é preciso ouvir o coração".

Isso já é uma afronta à ciência e, por conseguinte, aos ensinamentos da Doutrina Espírita. Usar o "coração" como "instrumento do verdadeiro (sic) raciocínio" é uma leviandade que só faz sentido na linguagem poética, mas nunca deve ser levada a sério no que se refere ao âmbito do Conhecimento.

E isso abriu o caminho para mais abaixo, quando o discurso do ódio, um subproduto dos impasses das paixões religiosas, passa a ir mais baixo para atribuir um "novo instrumento de raciocínio humano", o fígado, ideia simbólica muito difundida em tempos de bolsonarismo.

Mas há também a questão da inteligência artificial e das redes sociais. Como as redes sociais se tornaram o maior reduto de endeusamento de Chico Xavier, cultuado até por pessoas que, fora desses momentos de devoção fanática, são capazes de defender pautas como a liberação do porte de armas aos cidadãos comuns.

Por ironia, a inteligência artificial, incapaz de estabelecer diferenças estilísticas entre uma obra autêntica ou fake, pelo menos em condições naturais como no raciocínio humano (pelo cérebro, vale lembrar), viu cabelo em ovo ao "confirmar" (sic) supostas diferenças entre obras de Chico Xavier usando os nomes de Humberto de Campos, Emmanuel e André Luiz.

No reduto de fakes, tem-se até "médium" supostamente recebendo "espíritos" de cientistas estrangeiros "fluentemente falando português" e em linguagem de youtuber, como os "cientistas de estimação" do psicanalista carioca Adriano Correia, bastante festejados no mesmo Facebook e no mesmo WhatsApp dos bombardeios de fake news. É uma arena digital na qual Chico Xavier e Olavo de Carvalho são tratados como se fossem "filósofos", fazendo a festa da burrice reinante.

Chico Xavier teve várias oportunidades para ser desmascarado: o processo do caso Humberto de Campos (1944), as denúncias de Amauri Xavier (1958), o caso Otília Diogo (1963-1970), as denúncias de exploração econômica das "psicografias" (1969), o reacionarismo explícito no programa Pinga Fogo (1971) e o apoio para um projeto de tradução roustanguista da obra de Kardec (1973).

Alguém em sã consciência acha que, com tantos escândalos como estes, será possível atribuir a imagem de vítima a Chico Xavier? Se esses escândalos ocorreram, foi por iniciativa dele, que consentiu com muitas barbaridades das quais tentava tirar o corpo fora.

E são escândalos muito graves para que se possa desenhar uma imagem adocicada de Chico Xavier, embalando-o para o consumo deslumbrado de seus fanáticos seguidores ou mesmo de simpatizantes "menos sectários". Um discurso de santificação construído e que merece muitos questionamentos semiológicos, se não fosse o caso de que, no Brasil marcado pela burrice, até intelectuais sofrem a tentação de se renderem aos perigos das paixões religiosas.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A bobagem da "filosofia da Data-Limite"

PARA MUITOS LUNÁTICOS, A TERRA É CHIQUISTA. Bom, os incautos religiosos que acham que Francisco Cândido Xavier está acima de Jesus Cristo e apenas abaixo de Deus estão em festa. A criançada agora pode brincar de ser filósofo com palestras sobre "data-limite" de Juliano Pozati, Laércio Fonseca e outros lunáticos. Isso tudo se encaixa perfeitamente no contexto em que vivemos, desse bagunçado governo de Michel Temer e sua equipe de deploráveis e que foi instaurado por um golpe político e jurídico que se vale pelo uso leviano e parcial das leis. É um país que endeusa um juiz como Sérgio Moro, bastante parcial por ser rigoroso demais com o PT mas extremamente cauteloso com o PSDB. E que tem Gilmar Mendes tratando as cartas legais como se fossem papéis higiênicos. É um país que assiste a um Jornal Nacional que mente diariamente e dá ouvidos a jornalistas como Reinaldo Azevedo, que simplesmente fazem calúnias gratuitas e escrevem como se fossem internautas desordeiros que ...

Padrão de vida dos brasileiros é muito sem-graça e atrasado para virar referência mundial

Pode parecer uma grande coincidência, a princípio, mas dois fatores podem soar como avisos para a pretensão de uma elite bem nascida no Brasil querer se tornar dominante no mundo, virando referência mundial. Ambos ocorreram no âmbito do ataque terrorista do Hamas na Faixa de Gaza, em Israel. Um fator é que 260 corpos foram encontrados no local onde uma rave  era realizada em Israel, na referida região atingida pelo ataque que causou, pelo menos, mais de duas mil mortes. O festival era o Universo Paralello (isso mesmo, com dois "l"), organizado por brasileiros, que teria entre as atrações o arroz-de-festa Alok. Outro fator é que um dos dois brasileiros mortos encontrados, Ranani Glazer (a outra vitima foi a jovem Bruna Valeanu), tinha como tatuagem a famosa pintura "A Criação de Adão", de Michelangelo, evocando a religiosidade da ligação de Deus com o homem. A mensagem subliminar - lembrando que a tatuagem religiosa não salvou a vida do rapaz - é de que o pretenso pr...

Padre Quevedo: A farsa de Chico Xavier

Esse instigante texto é leitura obrigatória para quem quer saber das artimanhas de um grande deturpador do Espiritismo francês, e que se promoveu através de farsas "mediúnicas" que demonstram uma série de irregularidades. Publicamos aqui em memória ao parapsicólogo Padre Oscar Quevedo, que morreu hoje, aos 89 anos. Para quem é amigo da lógica e do bom senso, lerá este texto até o fim, nem que seja preciso imprimi-lo para lê-lo aos poucos. Mas quem está movido por paixões religiosas e ainda sente fascinação obsessiva por Chico Xavier, vai evitar este texto chorando copiosamente ou mordendo os beiços de raiva. A farsa de Chico Xavier Por Padre Quevedo Francisco Cândido Xavier (1910-2002), mais conhecido como “Chico Xavier”, começou a exercer sistematicamente como “médium” espiritista psicógrafo à idade de 17 anos no Centro Espírita de Pedro Leopoldo, sua cidade natal. # Durante as últimas sete décadas foi sem dúvidas e cada vez mais uma figura muitíssimo famosa. E a...

Brasil vive a perigosa onda da positividade tóxica

Algo muito estranho acontece no Brasil. Mais do que a onda de calor excessivo das temperaturas em algumas capitais, temos a onda da positividade tóxica, um clima de euforia exagerada trazida pela propaganda festiva a que se reduziu o governo Lula dos dias atuais, um governo que, de repente, ficou aquém dos dois mandatos anteriores, que haviam sido admiravelmente esforçados. Há, no Brasil, uma obsessão por uma felicidade excessivamente hedonista, em que o consumismo e as emoções baratas estão acima até mesmo da qualidade de vida e do sossego, pois "tranquilidade" é mergulhar direto numa happy hour  sem fim. O Brasil se transformou numa versão live action  do Instagram e do Tik Tok. Pessoas passaram a rir histericamente feito doidas, dando altas gargalhadas ao ouvir piadas que nem são tão engraçadas assim. E a prioridade, na noite, é do pessoal que se diverte fazendo barulho, em vez das pessoas que precisam descansar para renovar as energias, depois de jornadas diárias de traba...

Brasil vai virar potência com valores velhos?

BRASIL DE LULA ESTÁ MAIS AFINADO COM A CLASSE MÉDIA IDENTITÁRIA QUE PASSA A MADRUGADA TOMANDO CERVEJA DO QUE DO TRABALHADOR QUE DORME CEDO PARA A JORNADA DO DIA SEGUINTE. Algo estranho se percebe depois da entrada do novo mandato do presidente Lula. Os mais favorecidos, atualmente, não são necessariamente o povo pobre, como também a construção do Brasil não se dá com valores novos ou renovados nem na discussão dos maiores problemas brasileiros, acumulados há seis décadas. Quem se favorece com o Brasil de Lula 3.0 é a classe média identitária, que finge ser pobre caprichando nos trejeitos de turista de mercado municipal, usando bermudões e sandálias de dedo. O Brasil "feliz" está muito mais próximo da classe média que atravessa madrugada adentro tomando cerveja nos bares da moda, rindo alto com as piadas vazias que contam, do que do trabalhador que tem que acordar cedo para mais uma jornada difícil no dia seguinte. Nunca na história do nosso país vimos a hipocrisia de uma clas...

Amauri Xavier e Marielle Franco: dois cadáveres na vida de dois arrivistas

Finalmente uma reportagem sobre a trajetória de Amauri Xavier, sobrinho de Francisco Cândido Xavier trouxe a luz um aspecto bastante sombrio no "movimento espírita", que durante um tempo demonstrou que sente também um ódio bolsonarista, pondo em xeque o mito de que os "espíritas", sobretudo chiquistas, nunca sentem ódio e são incapazes de rogar violência e vingança. A religião que traiu Allan Kardec com igrejismo católico-medieval e que tem na Teologia do Sofrimento sua profissão de fé tem em Chico Xavier seu maior manipulador de corações e mentes, atuando mesmo postumamente, através da influência que seu legado, apoiado por "técnicas" como "bombardeio de amor" e fascinação obsessiva, exerce na população. A religião é tão dissimulada que a maioria dos seguidores de Chico Xavier se esquece que defende valores ultraconservadores, é reacionária e adora mistificação religiosa. A dissimulação é tanta que, sem poder provar o que realmente são, os...

Feminicidas fazem parte do "grupo de risco" dos que tendem a morrer cedo

CÂNCER NO INTESTINO - Um dos potenciais males a ceifar a vida dos feminicidas. Jogadores de futebol americano, astros do gangsta rap , concorrentes de reality shows  menos cotados, profissionais da mídia esportiva brasileira, craques de futebol de segunda divisão, atores de segundo escalão de seriados de TV dos EUA. Muitos deles falecidos precocemente, como se um ou dois de cada um desses setores morresse por cada mês, e nos últimos dez anos esses óbitos se acumularam de maneira surpreendente que assusta as pessoas. Pois poucos percebem que os feminicidas brasileiros estão também nesse "grupo de risco". Embora haja o silêncio da imprensa quanto à tragédia dos feminicidas - entre os mais idosos, desconfia-se que o empreiteiro mineiro Roberto Lobato, absolvido (!) por "defesa da honra" (desculpa hoje considerada inconstitucional) já está morto, enquanto Pimenta Neves e Lindomar Castilho estão perto de morrer sem que haja uma preparação para tais notícias - , os femini...

Dr. Bezerra de Menezes foi um político do PMDB do seu tempo

O "espiritismo" vive de fantasia, de mitificação e mistificação. E isso faz com que seus personagens sejam vistos mais como mitos do que como humanos. Criam-se até contos de fadas, relatos surreais, narrativas fabulosas e tudo. Realidade, que é bom, nada tem. É isso que faz com que figuras como o médico, militar e político Adolfo Bezerra de Menezes seja visto como um mito, como um personagem de contos de fadas. A biografia que o dr. Bezerra tem oficialmente é parcial e cheia de fantasia, da qual é difícil traçar um perfil mais realista e objetivo sobre sua pessoa. Não há informações realistas e suas atividades são romantizadas. Quase tudo em Bezerra de Menezes é fantasia, conto de fadas. Ele não era humano, mas um anjinho que se fez homem e se transformou no Papai Noel que dava presentinhos para os pobres. Um Papai Noel para o ano inteiro, não somente para o Natal. Difícil encontrar na Internet um perfil de Adolfo Bezerra de Menezes que fosse dotado de realismo, most...

Episódios que podem (e deveriam) derrubar Chico Xavier

Enquanto continua sendo cultuado como "fada-madrinha" para os adultos do mundo real, Francisco Cândido Xavier é blindado até nos seus piores erros, ainda mais que a narrativa "gente como a gente" do complexo de vira-lata que assola o Brasil transformou o anti-médium mineiro em alguém "imperfeito", temporariamente retirado do antigo pedestal montado por seguidores e simpatizantes. Mas fora dessa imagem de "fada-madrinha", consagrada por frases piegas, Chico Xavier esconde incidentes terríveis, que não devem ser entendidos como errinhos de nada. São erros muitíssimo graves, que envolvem falsidade ideológica, juízo de valor, fraudes literárias e defesa de ideias moralistas retrógradas, além de apoio a fraudes de materialização. Há o caso da apropriação do nome de Humberto de Campos, que mostra indícios de revanchismo por parte do "médium", que não gostou da resenha que o escritor maranhense escreveu para o Diário Carioca, desaprovando a ob...

Não é o Espiritismo que é charlatão; o "movimento espírita" brasileiro é que comete charlatanismo

FRAUDE DE MATERIALIZAÇÃO - Pessoas ou objetos cobertos que exibem fotos mimeografadas ou de recortes de revistas. Muita gente se assusta quando se fala que nomes como Francisco Cândido Xavier e Divaldo Franco praticam charlatanismo. Seus seguidores, uns quase choramingando, outros mesmo tomados de prantos, reagem dizendo que tal adjetivo é "forte demais" para qualificar "pessoas de bem". Aqui existe a mania do relativismo, já que no Brasil até homicidas saem da cadeia e retomam suas vidas como se não tivessem cometido crime algum, pouco importando os danos causados pelas famílias das vítimas. Se isso ocorre sob o consentimento da Justiça, o que dizer daqueles que deturpam e distorcem a Doutrina Espírita, à mercê de muitas fraudes e irregularidades. É verdade que o Espiritismo como um todo é acusado de charlatanismo no mundo inteiro. Lidar com fenômenos tidos como sobrenaturais causa desconfiança, e não é raro que venham pessoas para denunciar uma manifestação espíri...