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Chico Xavier representa o pior perigo das paixões perigosas


ASSOCIAÇÃO DE CHICO XAVIER A IMAGENS COMO DE CÉUS AZUIS - APESAR DE PARECER BONITO, ESSE APELO É MUITO TRAIÇOEIRO.

Vamos parar para pensar. Vocês acham que um sujeito espertalhão até no seu semblante, que produziu literatura fake, a partir de um livro tão medíocre, o Parnaso de Além-Túmulo, que teve que ser revisado cinco vezes em 23 anos, e participou de fraudes de materialização, além de ser um reacionário convicto até o fim da vida, vai se tornar um "deus" assim por uma questão de anos?

Isso é um absurdo! Francisco Cândido Xavier enganou a sociedade brasileira em geral e, mesmo postumamente, torna-se o maior assediador de almas da História do Brasil. Ele foi um sujeito que construiu sua trajetória arrivista de iniciar com fraudes literárias para depois, mesmo velho e doente, comprar um terreno do céu com a credulidade dos seus seguidores.

Sabemos que João Teixeira de Faria, o João de Deus, foi acusado de assédio sexual. Em outra farsa, a atriz Allison Mack, do seriado Smallwille, era acusada de participar da escravidão sexual de mulheres, através da estranha seita NXIVM (lê-se "néxium").

Pois Chico Xavier, mestre do goiano João de Deus e tendo a "beleza interior" de Allison Mack, foi assediador e escravizador dos mais perigosos, e continua sendo postumamente. E isso sem qualquer apelo sexual, mas provocando, mesmo em outro contexto, êxtases e masoquismos que deixam as pessoas alucinadas, submissas e com a neurótica ansiedade de alcançar o céu.

Mas aí as pessoas perguntam: como Chico Xavier pode representar tamanhas ameaças ao espírito humano? Simples. É que existe um tipo de processo emocional perigoso e bastante traiçoeiro, que traz mau agouro às pessoas, apesar de apresentar apelos aparentemente belos e encantadores.

São as paixões religiosas. Esse é um problema que precisa ser alertado, é o pior, o mais perigoso e o mais traiçoeiro dos abismos. As paixões religiosas são como espinhos que usam as rosas para atrair as pessoas que eles querem ferir. Elas são tão perigosas e malignas que elas são aceitas pelas pessoas sem que um motivo consistente pudesse ser usado para tamanha tentação.

As paixões religiosas não são exclusivas do "espiritismo" brasileiro. Na verdade, elas são bem antigas, remetem à História da Humanidade, mas foi na Idade Média, com a rendição dos hereges à persuasão católica, num processo de submissão e rendição à fé opressora, que se tornou o exemplo mais típico de paixões religiosas, quando os sacerdotes tirânicos do Catolicismo medieval usavam meios de envolvimento emocional de suas vítimas para submetê-las à sua religião.

APARATOS DE BELEZA E SIMPLICIDADE

Paixão religiosa não é necessariamente um Fla X Flu da fé, como equivocadamente disse o "médium" baiano Divaldo Franco. Ele mesmo se beneficiava com o outro sentido, o que aqui damos, de paixões religiosas, motivada por pretensos apelos de beleza e simplicidade feito para dominar as pessoas indefesas e dotadas de um senso crítico muito frágil.

Esses apelos deixam as pessoas desnorteadas, sem discernimento, entorpecidas emocionalmente de forma a cegar suas percepções, quando elas se encontram no âmbito da fé. Allan Kardec falava do processo de fascinação obsessiva, um tipo perigoso de obsessão e muito comum nos brasileiros que endeusam certos "médiuns" falsamente associados a ideias como "paz, amor e fraternidade".

Na fascinação obsessiva, as pessoas mantém um nível de consciência que as faz, até certo ponto, ter condições de conhecer a realidade, desenvolver trabalhos autônomos e ter uma visão de mundo razoável. Fora da religião, podem até se tornar excelentes chefes de família e brilhantes cronistas políticos. Mas, dentro dela, sacrificam até mesmo o discernimento que habitualmente utilizam para as demais tarefas.

Ultimamente, a sedução de Chico Xavier se torna ainda mais perigosa quando se dirige a esquerdistas e ateus, que prestam alguma consideração a ele. O choque de energias vibratórias é notório, porque Chico sempre foi o extremo oposto do que representam as causas esquerdistas e ateístas, tendo sido o "médium" um católico medieval por formação - desses que acreditam no poder punitivo e autoritário de Deus - e um direitista convicto.

O pensamento desejoso, perigoso mecanismo de interpretação da realidade, conforme a vontade de cada pessoa, favorece Chico Xavier em tudo, o que faz o "médium" virar um boneco de massa de modelar para cada um de seus seguidores. Isso parece bonito e livre, mas não é. É um sentimento viciado e que interpreta a trajetória do "médium" sob o âmbito da fantasia, o que pode prejudicar seus seguidores que precisam lutar o tempo todo contra a desilusão, fazendo relativismos aqui e ali.

As paixões religiosas representadas por Chico Xavier são um caminho ruinoso para a perdição. Quem acha que está seguro e protegido endeusando esse deturpador grave do Espiritismo - que teve a coragem de conceber um "mundo espiritual" sem o menor fundamento científico - , na verdade, se torna escravo e refém de sua imagem.

Chico Xavier cometeu erros muito graves, mas no Brasil do "jeitinho", da "memória curta" e do "pensamento desejoso", arrivista vira semi-deus. Ele participou, com gosto, de fraudes de materialização, se divertia com ideias místicas que se davam ao arrepio da Doutrina Espírita, era um moralista severo que pedia para as pessoas aceitarem sofrer desgraças em silêncio, e realizou pretensas "psicografias" que iam aquém das naturezas pessoais dos supostos autores.

Mas seus fanáticos seguidores - e até alguns fanáticos enrustidos, que se dizem "leigos" e "imparciais" só para evitar serem considerados sectários - tentam todo tipo de pensamento desejoso, relativizando isso e aquilo, no desespero de manter Chico Xavier no pedestal, de forma a manter a idolatria intata, mesmo que seja sob o preço de abrir mão de alguma parte do seu legado, como os livros de Emmanuel, relativamente visto como "vidraça" por alguns chiquistas "realistas".

POR QUE AS PAIXÕES RELIGIOSAS, COMO NA IDOLATRIA A CHICO XAVIER, SÃO ALTAMENTE PERIGOSAS?

Notem que, quando se questiona algo relacionado a Chico Xavier, seus seguidores reagem com muita fúria e indignação. Alguns disfarçam a irritação, e até partem para ironias do tipo "o irmãozinho está obsediado", dentro daquele mecanismo de "projeção psicológica", na qual alguém acusa o outro de ter os defeitos do acusador.

No entanto, isso demonstra obsessão profunda. O falecido analista do Espiritismo autêntico, Jorge Murta, relatou no Facebook que havia sido ameaçado por seguidores de Chico Xavier, por causa das críticas que ele fazia à deturpação espírita.

O caso Amauri Xavier também indica que seguidores de Chico Xavier podem também ser vingativos e o sobrinho do "médium", que prometia iniciar uma devassa no "movimento espírita", teria morrido envenenado, por hepatite tóxica, aos 27 anos em 1961, depois de ter sido internado num sanatório (onde talvez teria sofrido agressões) após uma campanha de difamação e tantas humilhações. Amauri teria morrido por queima-de-arquivo, mostrando o que teriam sido capazes os chiquistas.

As paixões religiosas combinam sensações de ganância, êxtase e alucinações próprias das orgias do dinheiro, do sexo e das drogas. Mas tem o agravante de que as paixões religiosas não se sustentam por esses estímulos materiais. Pelo contrário, o falso apelo de beleza e simplicidade trazem um perigo muito maior, e a ilusão de pureza espiritual e virtudes elevadas das paixões religiosas faz com que as pessoas se escravizem à idolatria religiosa, sendo tomadas de pura cegueira emocional.

Isso é tão certo que, entre uma discussão entre um seguidor de Chico Xavier e um detrator, é o primeiro o mais desequilibrado, o mais irritado e o mais desesperado. O detrator pode ter seus momentos de irritação e grito, mas aí é quando o chiquista não consegue ouvir seus apelos e teima em manter suas convicções cegas e obsessivas.

As imagems de céu azul, paisagens floridas e passarinhos sobrevoando flores são ganchos traiçoeiros de sedução, nos quais a figura de Chico Xavier estabeleceu vínculo tendencioso como forma de dominar e manipular as mentes humanas.

Sua perigosa figura acabou dominando o filho de Humberto de Campos, num processo traiçoeiro de assédio moral, feito para seduzi-lo e pôr fim aos processos judiciais, abrindo caminho para o vingativo processo de Chico Xavier em reagir às críticas do autor maranhense ao livro Parnaso de Além-Túmulo. A gente até pergunta se a morte prematura de Humberto, em 1934, não teria sido uma maldição lançada pelo esperto caipira de Pedro Leopoldo.

Maligno, Chico Xavier também está associado à "maldição dos filhos mortos". Ele tinha fetiche por mortos prematuros - não por acaso, alguns nomes "sequestrados" por ele foram Irma de Castro Rocha, a Meimei, e Jair Presente, ambos falecidos antes dos 25 anos de idade - , que ele, levianamente, queria vê-los como "anjos do céu", e muitos dos seguidores de Chico Xavier acabaram tendo seus filhos mortos por alguma circunstância.

A maldição de Chico Xavier também assombra as forças progressistas que se deixam seduzir pela aparência de humildade a ele relacionada. Juscelino Kubitschek e Dilma Rousseff passaram a ter derrotas políticas incontroláveis depois que cortejaram Chico Xavier. Por outro lado, mais sortudos foram políticos reacionários como Fernando Collor e Jair Bolsonaro, cujos perfis estão de acordo com as ideias ultraconservadoras do "médium" (Chico apoiou Collor em 1989).

As pessoas ficam tomadas de cegueira emocional, através da estratégia perigosíssima de manipulação mental, que é a do "bombardeio de amor". Essa ideia só é vista como positiva no Brasil, mas no exterior ela é considerada, pelos mais renomados psicólogos e outros intelectuais, como um traiçoeiro método de dominação, consistindo em falsos apelos de beleza e humildade e simulacros de afetividade e humanismo que fazem as vítimas se sujeitarem ao jugo religioso mais rígido.

O "bombardeio de amor" é o combustível da fascinação obsessiva que a literatura kardeciana alertava com antecedência. E o pior é que as paixões religiosas, pela ilusão que produzem simulando "bons sentimentos" e "energias elevadas", deixam as pessoas prisioneiras desses falsos apelos de beleza e simplicidade, de forma que elas, mesmo manipuladas e escravizadas emocionalmente, se dizem "esclarecidas" e "protegidas".

Isso é grave. Revela um fanatismo enrustido, nunca assumido no discurso, mas escancaradamente expresso na prática. As reações explosivas, a catarse emocional, as vagas atribuições de virtudes - poucos conseguem admitir que Chico Xavier NUNCA fez caridade, apenas se limitou a recomendar aos outros que praticassem a caridade fajuta do Assistencialismo - e a confusão mental trazida pelo engodo científico-ocultista no "espiritismo" brasileiro demonstram esse fanatismo.

A cegueira emocional é mais perigosa quando se está sujeito às paixões religiosas. Neste caso, até as paixões mórbidas do sexo, das drogas e do dinheiro têm cura mais fácil. Pessoas que se afundam nas orgias sexuais, na ganância e no entorpecimento físico e mental podem, com algum esforço, saírem desses vícios e obter uma vida mais digna e transparente.

Os viciados nas paixões religiosas, não. Eles reagem violentamente, se tornam inseguros, rabugentos, paranoicos, quando são convidados a sair dessas tentações da fé. Chegam a gritar, a reagir com raiva, e caem no desespero quando alguma coisa é dita contra seu ídolo religioso. Mesmo quando uma denúncia contra um ídolo religioso é verídica e com provas, seus devotos reagem com muita revolta e raiva desmedida, preferindo ficarem na zona do conforto da devoção a custa de fantasias.

É por isso que as armadilhas da fé deixam as pessoas escravas da perdição e, sob a ilusão de luminosidade moral e emotiva, se desesperam quando não exercem as orgias da mistificação e da beatitude doentia.

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