Pular para o conteúdo principal

O vergonhoso medo adulto de admitir tragédias dos feminicidas

 

PIMENTA NEVES E DOCA STREET - Masculinidade tóxica e "histórico de atleta"?


Uma coisa que precisa ser clara, sobretudo para os terraplanistas do moralismo religioso e do alpinismo moral, é que se o feminicida constrói sua própria tragédia, não somos nós nem vocês, leitores, que querem ou não querem. Essa tragédia chama-se "masculinidade tóxica" e ela não se limita a ceifar as vidas dos "tiozões do churrasco", aqueles machistas inofensivos que apenas querem que as mulheres cumpram duas funções: dona-de-casa e beata religiosa, mas são incapazes de matá-las mesmo em nome da tal "defesa da honra".


Os feminicidas são, aliás, os mais ameaçados. Mas, para quem acredita que menina de 10 anos pode completar a gravidez sem problemas, como os tresloucados que, a mando de Sara Winter e, possivelmente, de Damares Alves, invadiram um hospital de Recife (PE) para impedir o aborto de uma criança de São Mateus (ES), os terraplanistas do moralismo religioso e do alpinismo moral devem crer que um feminicida pode até se drogar e sair dessa saudavel.


Quando um homem mata sua própria mulher, é por um acúmulo de tensões emocionais extremas. No organismo do feminicida, esse assassinato lhe causa efeitos equiparados a alguém que experimenta crack pela primeira vez. O coração bate acelerado, a irritação despeja quantidades extremas de adrenalina no sangue, e o criminoso passa a sofrer uma bipolaridade emocional: arrogância e vergonha, irritação e depressão, que atingem gravemente o organismo.


Males fatais como infarto fulminante, câncer, AVC e graves acidentes de trânsito são riscos altamente potenciais para os feminicidas. É enganoso que o feminicídio é apenas um desabafo que depois deixa seus autores calminhos e saudáveis. O terraplanismo moralista-religioso pensa que é só uma "extravasão" de sentimentos que se dissolvem num crime de morte. Pelo contrário, o feminicida, ao matar sua mulher, inaugura a sua própria tragédia, da qual dificilmente escapa.


Extra-oficialmente, já se sabe que um feminicida considerado "saudável", de boa posição social e boa aparência, têm, no máximo, 80% da expectativa de vida do brasileiro comum, que tende a viver 76 anos. O feminicida, portanto, justamente aquele que, em outros tempos, nunca ficava muito tempo na cadeia, tende a viver, no máximo, 61 anos de idade, justamente a idade que faleceu, em 1962, o empreiteiro Tubal Vilela, conhecida figura de Uberlândia, do mesmo Triângulo Mineiro da Uberaba de Chico Xavier.


Há exatos 20 anos, Antônio Marcos Pimenta Neves, então com 63 anos de idade, era editor-chefe de O Estado de São Paulo e matou a ex-namorada, jornalista Sandra Gomide, com dois tiros, num haras de Ibiúna, interior de São Paulo. Em seguida, ele ingeriu uma overdose de comprimidos que, por pouco, não lhe foi fatal, mas, pela natureza de sua idade, lhe trouxe, depois, efeitos danosos para seu organismo, não bastasse o fato de Pimenta ter sido também um fumante comum, como a maioria dos brasileiros de sua geração.


Assim como outro feminicida rico, Raul Fernando do Amaral Street, o Doca Street, Pimenta Neves simboliza a masculinidade tóxica que, conforme as leis da Natureza, poderia sugerir que os dois estejam já mortos, até porque gente muito mais saudável da mesma geração que eles já faleceu. Tendo, em tese, 86 anos de nascimento, Doca Street atingiria hoje a mesma idade com que o humorista Agildo Ribeiro, bem mais saudável, encerrou sua vida na Terra.



Lembremos que as suspeitas de possível falecimento de Doca Street, por conta de sua extrema masculinidade tóxica - no seu auge, ele foi alcoólatra, consumiu cocaína e seu tabagismo inveterado causava aflição nos amigos e familiares - e a idade considerada elevada de 86 anos. Enquanto soa ridículo O Globo especular que ele estava "bastante ativo nas redes sociais" (a atividade, no caso, era de algum assessor que foi seu ghost writer, atitude muito comum entre personalidades ricas), indícios do possível óbito começam a surgir.


Nas colunas sociais, membros da família Street apresentaram, nos últimos anos, um semblante mais melancólico, como se tivessem perdido um ente querido. De repente, a minissérie Quem Ama Não Mata, agora no Globoplay, teve sua produção liberada pela Justiça, sabendo que Doca Street tinha uma grande equipe de advogados para zelar por sua imagem e impedir reportagens e outras atrações que fugissem da narrativa do livro Mea Culpa, o encalhado "testamento" do assassino de Ângela Diniz. O sujeito era chato para barrar reportagens, documentários e minisséries sobre seu crime, vale lembrar.


Outro caso são as indiretas que a grande imprensa espalhou aqui e ali, se referindo ao assassinato de Ângela Diniz como "crime passional do passado" - a ênfase "do passado" é uma linguagem que sugere que seu principal envolvido é uma pessoa já falecida, talvez o próprio Doca - e o "fim da era dos playboys", que, sem mencionar sequer o crime, sugere o encerramento de um tipo, tal como tradicionalmente se via, no qual se incluiu o matador da "Pantera de Minas".


Mesmo quando nem o Universa, portal identitário do Universo On Line (UOL) - de propriedade da família Frias, da Folha de São Paulo - , não quer falar da tragédia dos feminicidas (neste caso, feministas e machistas se unem pela tentativa negacionista de evitar que feminicidas sejam vistos como "frágeis"), divulga-se sutilmente que a masculinidade tóxica abrevia a vida de um machista, não só o "tiozão do churrasco" bonachão, mas também aquele "bonitão" que, em "defesa de sua honra", deu uns tiros ou facadas na "bonitona" que pediu o fim de uma relação.


Assim como Doca Street foi alvo de fake news quando se inventou que ele virou influencer aos 81 anos, sem a força física nem psicológica para enfrentar haters nas redes sociais, Pimenta Neves é alvo de uma alegação risível de que "continua tendo grandes chances de contrair câncer na próstata", uma informação dada há nove anos, embora, estranhamente, Pimenta continua, oficialmente, "vivo". 


Até seu sucessor na chefia de redação do Estadão, Sandro Vaia (nome e sobrenome irônicos), já faleceu. Jornalistas bem menos conhecidos têm suas mortes divulgadas na imprensa, mas Pimenta "continua vivo" aos 83 anos - com a mesma idade, outro ex-colega dele na Folha da Tarde, Laerte Fernandes, faleceu com um quadro de doença menos intenso - , mesmo apresentando sintomas de hipertensão, diabetes em niveis graves (causando cegueira), suspeita de falência múltipla dos órgãos e problemas nos movimentos das pernas. 


Segundo o que se noticia das doenças de Pimenta Neves, ele acumularia diabetes, câncer na próstata, hipertensão e um histórico de uma overdose de comprimidos. Cada um desses males é altamente fatal e causa mortes até mesmo de forma relativamente prematura, antes dos 80 ou mesmo dos 70 anos de idade. 


O músico Syd Barrett, fundador da banda Pink Floyd, morreu de diabetes aos 60 anos. Frank Zappa morreu de câncer na próstata meses antes de completar 53 anos. Heath Ledger morreu com 29 anos após ingerir overdose acidental de medicamentos. Muita gente morreu de infarto ou graves doenças cardiorrespiratórias agravadas pela hipertensão. Como Pimenta Neves, com 83 anos, "continua" ou "tende a continuar" vivo com tanta doença grave no seu organismo?


Por muito menos, o jornalista Paulo Henrique Amorim faleceu de infarto aos 77 anos. Mas também vemos que o medo de pessoas serem informadas da tragédia machista envolve desde superstições (o medo dos mortos assombrarem os vivos, quando, na verdade, os assassinos, quando morrem, vão para planos espirituais inferiores "pensarem na vida", confusos e atormentados) até o alpinismo moral entendido como "ressocialização", quando o algoz se torna "bonzinho" sem um arrependimento real e praticamente reconquistando privilégios, não raro abusivos.


As pessoas querem que os obituários registrados no Wikipedia sejam tão "fofos" quanto as listas do Prêmio Nobel. Por outro lado, há moralistas que, arrogantemente, perguntam "para que serve divulgar a morte de um feminicida? Isso vai influir na minha vida?", que sugere mais o medo de ver um feminicida morto pelos próprios efeitos da masculinidade tóxica dele. Uns querem que tais tragédias sejam omitidas. Outros, que os feminicidas já mortos sejam tidos como "vivos", dentro do clima "morreu, mas passa bem" da comédia Um Morto Muito Louco.


Lembremos mais uma vez. Se um feminicida desenvolve sua própria tragédia, é por culpa dele, que cometeu excessos e descuidos à saúde. Ele é que destrói seu organismo, ainda que aos poucos, ou dirige um carro no maior nervosismo. É necessário falar sobre a consciência da morte dos feminicidas para os adultos, numa época de hoje, em que crianças já admitem a ideia da morte e encaram com mais naturalidade as mortes de outras crianças.


No exterior, se aceitam mortes de assassinos (como Charles Manson) e derrubada de supostos santos (como Madre Teresa de Calcutá), mas no Brasil, em contrapartida, há um medo terrível de ver Chico Xavier ser desmascarado como pioneiro na literatura fake e mistificador religioso medieval e reacionário, como há um medo terrível de ver os nomes de Doca Street e Pimenta Neves associados apenas a pequenas urnas de cinzas.


Só que esse medo, que tenta ser justificado por desculpas para lá de pragmáticas aqui e ali, por alegações de caráter moralista etc, representa, na verdade, um perigoso apego a pessoas ("médiuns" farsantes e feminicidas ricos) muito pior do que os conhecidos apegos à matéria, por trazerem distúrbios emocionais e temores em níveis muito preocupantes. 


São apegos doentios, obsessivos, que podem levar à demência e a outros surtos psicóticos, uma vez que há o medo de sepultar reputações e imagens idealizadas de certas personalidades moralistas - devemos lembrar que o establishment considera um feminicida como "mal necessário" tanto para a necropolítica (reduzir população de mulheres e, possivelmente, de filhos), quanto para o moralismo relacionado à Família e ao Patriarcado - , o que significa simbolicamente derrubar longas tradições.


Mas se a sociedade brasileira tem medo de ver feminicidas morrendo, é bom se acostumar. Afinal, os feminicidas morrem em função de seus próprios erros e descuidos à saúde, não somos nós que desejamos que eles morram ou não. São as leis da Natureza, da Ciência, que não podem ser negadas pelo terraplanismo moralista que imagina que um feminicida pode fumar, beber e se drogar demais para virar influencer aos 80 anos. Também morre quem atira, e fácil é um machista assassinar uma mulher, difícil é ele ter a consciência de que "sua hora" também chegará, e mais cedo do que se pensa.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Padre Quevedo: A farsa de Chico Xavier

Esse instigante texto é leitura obrigatória para quem quer saber das artimanhas de um grande deturpador do Espiritismo francês, e que se promoveu através de farsas "mediúnicas" que demonstram uma série de irregularidades. Publicamos aqui em memória ao parapsicólogo Padre Oscar Quevedo, que morreu hoje, aos 89 anos. Para quem é amigo da lógica e do bom senso, lerá este texto até o fim, nem que seja preciso imprimi-lo para lê-lo aos poucos. Mas quem está movido por paixões religiosas e ainda sente fascinação obsessiva por Chico Xavier, vai evitar este texto chorando copiosamente ou mordendo os beiços de raiva. A farsa de Chico Xavier Por Padre Quevedo Francisco Cândido Xavier (1910-2002), mais conhecido como “Chico Xavier”, começou a exercer sistematicamente como “médium” espiritista psicógrafo à idade de 17 anos no Centro Espírita de Pedro Leopoldo, sua cidade natal. # Durante as últimas sete décadas foi sem dúvidas e cada vez mais uma figura muitíssimo famosa. E a...

Chico Xavier apoiou a ditadura e fez fraudes literárias. E daí?

Vamos parar com o medo e a negação da comparação de Chico Xavier com Jair Bolsonaro. Ambos são produtos de um mesmo inconsciente psicológico conservador, de um mesmo pano de fundo ao mesmo tempo moralista e imoral, e os dois nunca passaram de dois lados de uma mesma moeda. Podem "jair" se acostumando com a comparação entre o "médium cândido" e o "capitão messias". O livro O Médico e o Monstro (Dr. Jekyll & Mr. Hyde) , de Robert Louis Stevenson, explica muito esse aparente contraste, que muitas vezes escapa ao maniqueísmo fácil. É simples dizer que Francisco Cândido Xavier era o símbolo de "amor" e Jair Bolsonaro é o símbolo do "ódio". Mas há episódios de Chico Xavier que são tipicamente Jair Bolsonaro e vice-versa. E Chico Xavier acusando pessoas humildes de terem sido romanos sanguinários, sem a menor fundamentação? E o "bondoso médium" chamando de "bobagem da grossa" a dúvida que amigos de Jair Presente ...

Chico Xavier causou confusão mental em muitos brasileiros

OS DOIS ARRIVISTAS. Por que muitos brasileiros são estupidamente reacionários? Por que há uma forte resignação para aceitar as mortes de grandes gênios da Ciência e das Artes, mas há um medo extremo de ver um feminicida morrer? Por que vários brasileiros passaram a defender o fim de seus próprios direitos? Por que as convicções pessoais prevalecem sobre a busca pela lógica dos fatos? O Brasil tornou-se um país louco, ensandecido, preso em fantasias e delírios moralistas, vulnerável a paixões religiosas e apegado a padrões hierárquicos que nem sempre são funcionais ou eficientes. O país sul-americano virou chacota do resto do mundo, não necessariamente porque o Primeiro Mundo ou outros países não vivem problemas de extrema gravidade, como o terrorismo e a ascensão da extrema-direita, mas porque os brasileiros permitem que ocorram retrocessos de maneira mais servil. Temos sérios problemas que vão desde saber o que realmente queremos para nossa Política e Economia até nossos apego...

Chico Xavier foi o João de Deus de seu tempo

Muitos estão acostumados com a imagem de Francisco Cândido Xavier associado a jardim floridos, céu azul e uma série de apelos piegas que o fizeram um pretenso filantropo e um suposto símbolo de pacifismo, fraternidade e progresso humano. Essa imagem, porém, não é verdadeira e Chico Xavier, por trás de apelos tão agradáveis e confortáveis que fazem qualquer idoso dormir tranquilo, teve aspectos bastante negativos em sua trajetória e se envolveu em confusões criadas por ele mesmo e seus afins. É bastante desagradável citar esses episódios, mas eles são verídicos, embora a memória curta tente ocultar ou, se não for o caso, minimizar tais episódios. Chico Xavier é quase um "padroeiro" ou "patrono" dos arrivistas. Sua primeira obra, Parnaso de Além-Túmulo , é reconhecidamente, ainda que de maneira não-oficial, uma grande fraude editorial, feita pelo "médium", mas não sozinho. Ele contou com a ajuda de editores da FEB, do presidente da instituição e dublê ...

Filantropia de Chico Xavier não passou de jogada marqueteira da Rede Globo

Sabe-se que Francisco Cândido Xavier tem uma trajetória muito mais cheia de confusões e escândalos do que qualquer esboço de coerência e consistência. Só que ele é adorado, até de maneira ferrenha e fundamentalista, porque ele é "bonzinho". As pessoas falam tanto na sua "bondade e humildade", elas que não conseguem ser boas e humildes por conta própria. Além do mais, que bondade Chico Xavier realmente fez? As "afirmações" são muito vagas, superficiais e subjetivas, não têm qualquer tipo de embasamento. O que poucos se lembram é que a "bondade e humildade" de Chico Xavier não passa de um truque publicitário montado pela Rede Globo de Televisão, à semelhança do que o jornalista britânico Malcolm Muggeridge, da BBC, fez com Madre Teresa de Calcutá, no documentário Algo Bonito para Deus (Something Beautiful for God) , de 1969. MALCOLM MUGGERIDGE "INVENTOU" O MITO "FILANTRÓPICO" DE MADRE TERESA. A Madre Teresa, na verd...

Caso João de Deus é apenas a ponta do iceberg de escândalos ainda piores

A FAMIGLIA "ESPÍRITA" UNIDA. Hoje o "médium" e latifundiário João Teixeira de Faria, o João de Deus, se entregou à polícia de Goiás, a pedido do Ministério Público local e da Polícia Civil. Ele é acusado de assediar sexualmente mais de 300 mulheres e de ocultar um patrimônio financeiro que o faz um dos homens mais ricos do Estado. João nega as acusações de assédio, mas provas indicam que eles ocorreram desde 1983. Embora os adeptos do "espiritismo" brasileiro façam o possível para minimizar o caso, ele é, certamente, a ponta do iceberg de escândalos ainda piores que podem acontecer, que farão, entre outras coisas, descobrir as fraudes em torno de atividades supostamente mediúnicas, que, embora com fortes indícios de irregularidades, são oficialmente legitimadas por parecerem "agradáveis" e "edificantes" para o leitor brasileiro médio. O caso João de Deus é apenas o começo, embora ele não tenha sido o único escândalo. Outro...

"Superioridade espiritual" de Chico Xavier e Divaldo Franco é uma farsa

Muito se fala da suposta superioridade espiritual de Francisco Cândido Xavier e Divaldo Pereira Franco, que seus seguidores definem como "espíritos puros" e dotados da mais extrema elevação moral dentro do "movimento espírita" brasileiro. São muitos relatos, argumentos, evocações, tudo o mais para tentar afirmar que os dois são as pessoas que mais chegaram ao máximo da evolução espiritual, talvez até mais do que Jesus Cristo, segundo alguns, até pelo fato de terem chegado à velhice (Chico Xavier faleceu há 13 anos). Só que essa visão nada tem a ver com a realidade. Sabendo que o "movimento espírita" brasileiro se desenvolveu às custas de mitificações, mistificações e fraudes diversas, é também notório que Chico Xavier e Divaldo Franco também participaram, com gosto, em muitas falcatruas cometidas pelo "espiritismo" brasileiro. Eles erraram, e erraram muitíssimo. Usaram o prestígio que acumularam ao longo dos anos para legitimar e popular...

Bomba semiótica no visual de Chico Xavier no seu auge

Os brasileiros têm muito medo de questionar Francisco Cândido Xavier. Muito, muito medo. Preferem que suas casas sejam completamente destruídas em um incêndio do que abrir mão de suas convicções em favor do anti-médium (termo que se justifica porque nossos "médiuns" se recusam a ter a função intermediária própria do aparente ofício). O medo atinge até mesmo pessoas com determinado grau de esclarecimento, que chegam a ser brilhantes em análises difundidas em seus espaços diversos na Internet, mas quando se chega ao mito de Chico Xavier, se congelam, como se Ulisses, da Odisseia, tivesse se rendido ao canto das sereias. E olha que o pior canto de sereia no Brasil não vem de moças bonitas, mas de velhos feiosos. É preocupante essa situação e essa zona de conforto que as pessoas, presas em paradigmas de 40 ou 45 anos atrás, se apegam de maneira neurótica, um padrão medíocre, porém organizado, de vida, na qual as pessoas desesperadamente não querem abrir mão e até se enfure...

Propagandista de Chico Xavier, família Marinho está na lista de mais ricos do país

Delícia promover a reputação supostamente inabalável de um deturpador da Doutrina Espírita como Francisco Cândido Xavier. As Organizações Globo (Rede Globo, O Globo, Época, Globo News) é propriedade dos irmãos Marinho, que estão no grupo seleto dos oito brasileiros mais ricos do mundo. Numa lista que inclui nada menos do que três sócios da Ambev, uma das maiores empresas fabricantes de cerveja no Brasil, os irmãos João Roberto, José Roberto e Roberto Irineu, filhos do "lendário" Roberto Marinho, somam, juntos, cerca de R$ 41,8 bilhões, cerca de um sétimo da fortuna total dos oito maiores bilionários do Brasil: R$ 285,8 bilhões. Sabe-se que a Rede Globo foi a maior propagandista de Chico Xavier e outros deturpadores da Doutrina Espírita no Brasil. As Organizações Globo superaram a antiga animosidade em relação ao anti-médium e resolveram reinventar seu mito religioso, baseado no que o inglês Malcolm Muggeridge fez com Madre Teresa de Calcutá. Para entender esta histór...

URGENTE! Divaldo Franco NÃO psicografou coisa alguma em toda sua vida!

Estamos diante da grande farsa que se tornou o Espiritismo no Brasil, empastelado pelos deturpadores brasileiros que cometeram traições graves ao trabalhoso legado de Allan Kardec, que suou muito para trazer para o mundo novos conhecimentos que, manipulados por espertos usurpadores, se reduziram a uma bagunça, a um engodo que mistura valores místicos, moralismo conservador e muitas e muitas mentiras e safadezas. É doloroso dizer isso, mas os fatos confirmam. Vemos um falso Humberto de Campos, suposto espírito que "voltou" pelos livros de Francisco Cândido Xavier de forma bem diferente do autor original, mais parecendo um sacerdote medieval metido a evangelista do que um membro da Academia Brasileira de Letras. Poucos conseguem admitir que essa usurpação, que custou um processo judicial que a seletividade de nossa Justiça, que sempre absolve os privilegiados da grana, do poder ou da fé, encerrou na impunidade a Chico Xavier e à FEB, se deu porque o "médium" mi...