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Eduardo Paes quer voltar a governar o RJ. Voltarão também os horríveis "padronizados"?

 


Fala-se, nos bastidores da política do Rio de Janeiro, que o ex-prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes, de atuação extremamente desastrosa, apesar de espetaculosa, irá voltar a governar a mesma cidade, ameaçando trazer de volta os tempos trevosos para o povo carioca.


Embora Eduardo Paes fosse visto como queridinho por setores da sociedade fluminense, como se fosse um equivalente regional de Fernando Collor - que, com as afinidades que teve com o apoio dado pelo arrivista Chico Xavier, conquistou a sorte grande - , é aceito também por setores deslumbrados das esquerdas (presas fáceis para as armadilhas diversas da centro-direita).


Só que Eduardo Paes tem uma trajetória da pesada. Veio da burguesia altamente elitista da Barra da Tijuca, área nobre carioca, iniciou carreira no PSDB sob a bênção do padrinho político César Maia - ou seja, politicamente falando, Eduardo Paes é "irmão adotivo" de Rodrigo Maia, apoiador do golpe de 2016 - e depois foi ligado a Sérgio Cabral Filho, por sua vez um semi-parente de Aécio Neves. Toda a famiglia reunida.


Paes, que chegou a dizer, em entrevista a um telejornal, que as milícias eram um "mal menor" no Rio de Janeiro, fez uma política de desalojar moradores de casas populares e de destruição de reservas ambientais para construir parques olímpicos hoje obsoletos, e promovia também uma quebradeira na saúde pública e na preservação do patrimônio histórico, permitindo que velhos edifícios sofram incêndios e desabamentos, causando várias mortes. 


E tem gente que acha que Eduardo Paes, que tem os mesmos trejeitos discursivos de Luciano Huck, é um político progressista, mesmo estando no mesmo DEM de seu "irmão" Rodrigo Maia, depois de anos fazendo parte do mesmo MDB (então PMDB) de Eduardo Cunha e Michel Temer, o partido que derrubou Dilma Rousseff, depois de uma parceria tendenciosa.


Outra obra de Paes foi o pesadelo do transporte coletivo que durou de 2010 a 2017. A pintura padronizada nos ônibus, que colocava diferentes empresas de ônibus sob a mesma cor, é uma medida horrenda, mas ela é apenas um aspecto de um catastrófico sistema de transporte público e mobilidade urbana, que previa também redução das frotas de ônibus, fim da ligação das zonas Norte e Sul e obrigação dos passageiros de fazer baldeação, viajando em pé no segundo ônibus.


Sob esse terrível modelo de transporte coletivo e mobilidade urbana, imperou uma lógica militaresca de trabalho dos rodoviários - enquanto as empresas de ônibus adotam uma "farda única", como os praças militares -  e um poder centralizado dos secretários de Transportes, dublês de administradores de empresas de ônibus, e a promiscuidade política com os empresários do setor. 


O único atrativo é a oferta de ônibus diferenciado (articulados, refrigerados e/ou com chassis suecos) em troca do apoio ao pesadelo sob rodas. Só que essa "dádiva" é provisória, feita para inglês ver, enquanto a maioria das frotas padronizadas passam a ser compostas de ônibus velhos com vida útil prorrogada, em muitos casos reencarroçados. Em Brasília, um dos ônibus padronizados, identificado como modelo Marcopolo Torino 2007, era, pasmem, um antiquíssimo modelo Nicola 1959 que foi reencarroçado. Um ônibus fabricado antes de Brasília ser inaugurada!!


Uma das desculpas, altamente furada, de adoção da pintura padronizada, é que a diversidade de cores causava "poluição visual" nas cidades, desculpa fajuta que foi, recentemente, imitada feito papagaio pelo prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, também do MDB, ao impor pintura padronizada. Só que essa desculpa, além de esfarrapada, é extremamente estúpida e desprovida do menor fundamento.


Primeiro, porque é a pintura padronizada que causa poluição visual. As empresas de ônibus passam a exibir as mesmas cores, mas exibem logotipos dos mais diversos. O número vira uma "sopa de letrinhas", um código alfanumérico que causa confusão, afinal que diferença faz um código tipo B30540 da empresa A e um código B35450 da empresa B, diante de um cidadão que já precisa redobrar a atenção para o pagamento das contas do mês!


Mas isso é fichinha. Nos ônibus padronizados, há o logotipo da cidade, o nome da empresa (se bem que, às vezes, se omite essa informação), o nome do consórcio, o logotipo da Secretaria de Transportes, o logotipo da autarquia que gerencia a mobilidade urbana, o logotipo do tipo de ônibus (se é piso-baixo, articulado etc), fora outros logotipos. É tanta informação que acaba emporcalhando o ônibus, como ocorre em várias cidades. O cidadão trabalhador sente dores de cabeça e precisa decuplicar sua atenção para não embarcar no ônibus errado.


DESCASO PÚBLICO DISSIMULADO PELA "MOBILIDADE URBANA"


O pesadelo padronizado criou um modismo terrível que praticamente derrubou os sistemas de ônibus de várias cidades que seguiram a moda do Rio de Janeiro, como Florianópolis, Teresina, Niterói, Campos dos Goytacazes, Nova Iguaçu, Cuiabá, Recife, Olinda, Teresópolis, Cabo Frio e Araruama, além de requentar os já decadentes sistemas de ônibus de São Paulo, Curitiba, Brasília e Belo Horizonte, que recentemente passou a adotar um design que dá aos ônibus municipais um visual de viatura da Polícia Militar.


Mas, para acompanhar o padrão "veraneio vascaína" dos ônibus de Belo Horizonte, temos também o padrão "polícia comunitária" dos ônibus de Recife, Goiânia e Florianópolis, além do visual "drops de hortelã" dos ônibus de Niterói, São Gonçalo, Nova Iguaçu e Campos dos Goytacazes, mais "alegre" do que o visual embalagem de Buscopan dos ônibus padronizados cariocas que ainda exibem esse visual (ainda não foram repintados).


A pintura padronizada é uma espécie de mershandising para governos municipais e estaduais que simplesmente não estão aí para a população e usam a mobilidade urbana para forjar bom mocismo. Botam sua propaganda gratuita padronizando visualmente os ônibus para produzir sensacionalismo sobre rodas e prometer melhorias que não existem ou que, quando implantadas, acabam durando pouco tempo. Tanto que os ônibus piso-baixo que cidades como Niterói adquiriram a partir de 2012 já foram ou estão sendo vendidos e os do corredor Transoceânico, os mais recentes, já estão com dias contados.


Esses governantes nada fazem para a Saúde pública, para a Educação, e não pagam direito os servidores públicos. Por isso usam a padronização visual dos ônibus como uma medida que, embora nefasta para a população, garante umas matérias simpáticas e bastante chapa-brancas nos periódicos de transporte público, criando sensacionalismo ao usar essa medida retrógrada como suposta modernização do sistema de ônibus e dando a falsa impressão de que esses governantes irresponsáveis fazem alguma coisa.


O povo não gosta de ônibus padronizados. Quem trabalha e vai para a escola sabe do drama de ter que diferir uma empresa de outra, sobrecarregando seus compromissos. Muitos têm contas para pagar, precisam fazer provas de concursos públicos, e estão já sobrecarregados de tanta coisa, e ainda precisam discernir, de um monte de ônibus igualzinho, qual o que vai levar para seu destino. De noite, a coisa é pior, a visualização piora e a pessoa que pega o ônibus errado tem que saltar e, não raro, corre o risco de ser assaltado ou rendido por um traficante ou miliciano de plantão.


Quem gosta de pintura padronizada são os trogloditas que se escondem sob o ofício de busólogos, desmoralizando esse hobby, e que fizeram com que a busologia fosse um reduto emancipado do bolsonarismo. Só porque conseguiam tirar fotos espetaculares de ônibus, esses busólogos agressivos, que promoviam brigas nas redes sociais ou faziam truculência criando blogs difamando desafetos, se comportando como se fossem homens pré-históricos nascidos antes da descoberta da roda.


Eles é que pensam que só se usa ônibus por turismo e, por isso, pouco lhes importam os malefícios dos ônibus padronizados, da redução das frotas em circulação e do encurtamento dos trajetos das linhas. Se os ônibus são iguaizinhos, eles brincam de advinha para saber qual é a empresa de ônibus sob a cor padronizada. Se o ônibus demora a chegar no ponto, é mais tempo para brincar no WhatsApp. Além disso, o Bilhete Único lhes parece mais um cartão eletrônico de parque de diversões, pegando mais de uma linha de ônibus como quem se diverte em vários brinquedos do parque.


Eles valorizam toda essa brincadeira, se valendo de que os políticos gostam de padronizar os ônibus para esconder da população as empresas deficitárias e dificultar ao povo qualquer identificação de empresa no caso de estourar um escândalo de corrupção. Isso mostra que os ônibus padronizados, do contrário que se espalha por aí, não traz transparência para o setor. Até porque não existe lógica em ver transparência escondendo as identidades das empresas de ônibus sob uma ou poucas pinturas iguais.


Esses busólogos queriam, na época de Eduardo Paes, fazer parte da assessoria do então secretário de Transportes, Alexandre Sansão. Foram chamados, na época, de "Dalilas do Sansão". Esses busólogos também foram conhecidos como "brutólogos", por agredir desafetos e promover uma luta fratricida que chegou ao ponto da imprudência. 


Um busólogo da Baixada Fluminense quase foi marcado para morrer, porque, de tanto ir a Niterói para perseguir seus desafetos, era observado de longe por milicianos que faziam ponto na área das vans para Maricá, São Gonçalo e Itaboraí. Pela aparência agressiva do busólogo (também conhecido por um blog de "comentários críticos" que prometia derrubar toda a busologia do Rio de Janeiro), os milicianos pensavam que era um rival querendo dominar o terreno deles.


O pesadelo dos ônibus padronizados, que a mídia tentou, em vão, vincular à paisagem carioca, também derruba empresas de ônibus menores, pois, ao partidarizar o sistema de ônibus - é evidente que a pintura padronizada promove a promiscuidade entre políticos e empresários, e estes ganham "poder de voto" manobrando para que vença sempre o candidato de seus interesses privados - , prejudicando ainda mais o povo, ue estará sujeito a ser servido apenas por uma minoria invariável de grupos empresariais do setor.


No Rio de Janeiro, até hoje, três anos após o cancelamento da pintura padronizada e da revogação de muitas medidas da gestão Eduardo Paes - como a medonha extinção da ligação Zona Norte - Zona Sul que obrigou a baldeação pelo Centro, superlotando ônibus e multiplicando os automóveis nas ruas - , várias empresas de ônibus fragilizadas pelo "admirável prefeito" estão sendo extintas. 


Empresas antes funcionais como Bangu, São Silvestre, Madureira Candelária, Rubanil, América, Litoral Rio e Santa Maria, desapareceram, enquanto as empresas existentes sobrecarregam em linhas, comprometendo a renovação de suas frotas com o prolongamento de vida útil de seus carros (também desgastados com a superlotação, que a pandemia não fez acabar).


Fora essa questão dos ônibus, a volta de Eduardo Paes também representará mais policiais nas favelas exterminando pobres honestos e até crianças sonhadoras, mais milicianos dominando os bairros e a valiosa cultura carioca, já sofrendo a concorrência do degradante "funk", corre o risco de apagar, já que o ex-prefeito carioca quase botou uma orquestra à falência e quase fechou uma livraria, além de ter cancelado investimentos importantes para a população.


Que nenhum político carioca cause entusiasmo à população, isso é verdade. Mas a volta de Paes revelará que os cariocas ainda não aprenderam diante de sua desastrada gestão, que incluiu até mortos em acidentes de prédios históricos e na violência policial nas favelas. Eduardo Paes foi um Michel Temer de miniatura, governando a capital fluminense que há muito tempo já não merece mais o título de Cidade Maravilhosa.

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