Pular para o conteúdo principal

Chico Xavier, nos anos 1970, de "Jair Bolsonaro", virou "Luciano Huck"

AS ESQUERDAS AINDA INSISTEM EM IGNORAR O DIREITISMO EXPLÍCITO E RADICAL DE CHICO XAVIER. "PENSEM COMO QUEREM", PREFEREM DIZER, ATRAVÉS DO SILÊNCIO E DA OMISSÃO.

As bombas semióticas que as esquerdas "namastê" e as esquerdas "nem tão namastê assim" ignoram da trajetória de Chico Xavier, fazem prevalecer narrativas positivas cujos aspectos negativos são jogados na lixeira da "dúvida", dentro de um pseudo-cartesianismo preguiçoso que só serve para evitar investigar mitos feitos para anestesiar nossos instintos.

A Verdade não toca em Chico Xavier, nem que um sem-número de argumentos lógicos e provas documentais se acumulem para desfazer o mito que reina nas zonas de conforto emocionais de muitos brasileiros. Daí que o silêncio da imprensa, só para dizer que faz alguma coisa contra supostos médiuns, prefere chutar um "cachorro morto" como João de Deus, já defenestrado pelo "movimento espírita", do que desqualificar um Chico Xavier que, mesmo falecido há quase duas décadas, continua um "cachorro grande" a serviço de interesses religiosos estratégicos.

Há muita gente de direita dentro das esquerdas, muitos infiltrados que continuam, calados, como "inimigos internos" das forças progressistas. Gente que não desembarca ainda do esquerdismo, que amacia seu discurso, evitando o máximo de explosões de raiva, e sempre que pode manifesta seu "profundo e sincero carinho" por Lula e Dilma Rousseff, até chorando lágrimas de crocodilo pelas injustiças que os vitimaram.

E é isso que faz com que as esquerdas, de vez em quando, abracem pautas direitistas, e isso se dá nem tanto pela "imparcialidade" e pelo "universalismo" de certas propostas e fenômenos e muito menos para "furar bolhas sociais" ou "combater a polarização", mas para desqualificar a essência do esquerdismo e empoderar a mídia hegemônica que defende essas pautas acolhidas "de fora" por esquerdistas deslumbrados.


Entre essas pautas está a glorificação, por setores das esquerdas, da figura, precursora dos "médiuns de direita", de Francisco Cândido Xavier, apesar de provas robustas de que ele era um reacionário convicto. Houve gente que definiu o "médium" como "marxista" só porque falava num "Brasil melhor" e passava a mão nas cabeças de crianças negras e pobres.


Na verdade, a principal bomba semiótica jogada nas esquerdas para glorificar Chico Xavier, com risíveis relativizações que dão a falsa impressão de que "o médium apoiou a ditadura sem apoiá-la de fato", com justificativas sem pé nem cabeça como a tal "estratégia pessoal de escapar da repressão", que não possuem a menor sustentação lógica.


Afinal, Chico Xavier nunca foi alvo de repressão militar. A própria Federação "Espírita" Brasileira expurgava "espíritas comunistas" e os expulsava da instituição, sob o consentimento do "bondoso médium", que se declarava "entristecido" com o "desvio de caminho dos amados irmãos". No entanto, nunca houve um único empenho de "investigar o médium" por parte das Forças Armadas.


Pelo contrário, o que houve foi a iniciativa da Escola Superior de Guerra em não só dar prêmios a Chico Xavier, como oferecer seus aposentos para as palestras do "bom homem". a ESG era chata em dar homenagens, não iria gastar dinheiro com prêmios, homenagens e realização de palestras para quem não fosse colaborador do regime. Se a ESG concedeu espaço e prêmios a Chico Xavier, o "médium" colaborou com a ditadura. Afinal, vivia-se a radicalização do regime, na época.


À maneira do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que não vê evidência de crimes de Jair Bolsonaro, as esquerdas não veem direitismo em Chico Xavier, cujo ultraconservadorismo era mais radical do que se observa hoje em integrantes do "movimento espírita" como Divaldo Franco, Carlos Vereza e Carlos Baccelli.


A postura das esquerdas é adotar um sentimento de omissão cúmplice, um "segredo de máfia", desses que ocultam a Verdade quando ela vai contra interesses em jogo. A ideia esnobe manifesta pelo silêncio é que "as pessoas que pensem o que quiserem", como se fatos verídicos fossem meras "especulações opinativas". Só que não. O direitismo de Chico Xavier é um fato, uma realidade desagradável que seus seguidores e simpatizantes jogam para debaixo do tapete.

O mais grave é que o direitismo de Chico Xavier teve efeito doutrinário em seus mais de 400 livros, desde a tenra juventude ao final da vida. Toda a obra se fundamenta na apologia do sofrimento humano, nos moldes do Catolicismo medieval na sua mais radical concepção, a Teologia do Sofrimento. Apesar de explícito, esse dado nunca é admitido pelo "movimento espírita" nem pelos seus seguidores nem sequer pelos simpatizantes mais "distanciados".

Em sua trajetória, Chico Xavier uniu, numa só pessoa, aspectos que equivalem ao reacionarismo de Jair Bolsonaro (exceto no que se diz ao armamento das pessoas comuns), a esperteza de Aécio Neves e o "altruísmo de resultados" de Luciano Huck. Todos esses aspectos foram antecipados no suposto médium, que se tornou a principal ferramenta da "guerra híbrida" aplicada no Brasil.

Chico Xavier é uma "carta na manga" das classes dominantes para propor um suposto pacifismo, uma espécie de "paz sem voz" que, da forma como é expressa no discurso, soa agradável a todos. É como uma cicuta que envenena, mas tem o gosto muito delicioso. E a "chicuta" costuma ser servida para "isentões" e setores desavisados das esquerdas, como uma mensagem de "consolação e fraternidade".

TENTATIVA DE CALAR AS ESQUERDAS

A ideia de deixar Chico Xavier "de molho" para relançá-lo como suposto ativista, aliciando as esquerdas seja na véspera do golpe político de 2016, seja na proximidade da premeditada e fraudulenta vitória de Jair Bolsonaro em 2018, é um meio de seduzir as massas na iminência de algum perigo.

Nas redes sociais, quando vieram notícias como uma erupção vulcânica e o estouro da pandemia de Covid-19, entre outros fatos trágicos, os "robôs" do Twitter foram logo despejando as palavras-chave "data-limite" e "Chico Xavier" para os trend topics da plataforma digital.

Como um "pai" das fake news, pioneiro nos livros fake atribuídos a nomes como Humberto de Campos, Augusto dos Anjos, Auta de Souza e até Du Bocage, o "médium" Chico Xavier é um paiol de bombas semióticas que mesmo semiólogos de esquerda críticos de outras esquerdas têm muito medo de desvendar. Que o Brasil se exploda com o "bombardeio de amor" de Chico Xavier que destrói o país mais do que a explosão de dois prédios em Beirute, no Líbano, ocorrida em 04 de agosto de 2020.

As esquerdas se silenciam diante do canto de sereia de Chico Xavier. Damares Alves disse certa vez que, aos nove anos, viu Jesus Cristo aparecer numa goiabeira. Gente muito mais adulta deseja ver o rosto de Chico Xavier aparecendo no brotar de uma flor e, o que é mais preocupante, muita gente considerada progressista cai nessa perigosa tentação.

Enquanto isso, aspectos negativos da trajetória de Chico Xavier são "engavetados" e nenhuma alma vivente investiga. Quem deveria investigar corre para a zona de conforto da ignorância e da omissão, com um silêncio que quer dizer "Eu não sei e nem quero saber".

O próprio Chico Xavier defendia o silêncio. O "médium" reprovava o senso crítico, detestava ver gente reclamando ou se queixando de alguma coisa, e isso podia ser tanto um brinquedo com defeito ou uma redução salarial.

A ideia de oferecer Chico Xavier para o apreço das esquerdas segue o mesmo caminho que outras pautas da direita cultural, como o "funk". Primeiro se trabalha a adesão pelo público da mídia convencional, tipo Globo, Folha e SBT. Depois se inicia o proselitismo nas esquerdas, dentro daquela simbologia de "amor ao próximo" que, apenas na superfície, coincide, em tese, com as agendas sociais progressistas.

E como é que se recorre a Chico Xavier a cada perigo existente no Brasil? Simples, como um equivalente brasileiro da Madre Teresa de Calcutá - também alvo de complacência de setores das esquerdas, indiferentes ao reacionarismo da "boa velhinha" - , que simboliza um suposto ativismo social que não incomoda as classes dominantes, Chico Xavier sempre foi visto, a partir dos anos 1970, como uma cortina de fumaça para qualquer crise política, social ou institucional grave.

Tendo sido apoiador convicto da ditadura militar, hoje revelado como um colaborador certeiro do regime dos generais, Chico Xavier, depois do impacto do Pinga Fogo e de sua campanha pró-ditadura, decidiu operar como uma versão vintage de Luciano Huck, com um assistencialismo tão fajuto e de baixos resultados sociais.

O silêncio das esquerdas, criminosamente cúmplice, ao ignorar, com a convicção de um Rodrigo Maia, o direitismo radical de Chico Xavier, traz o preço futuro de ver o nome do "bondoso médium" acionado diante de alguma ocorrência grave, talvez diante de uma ameaça de Luciano Huck, possível rival de Jair Bolsonaro em 2022, seja deixado para trás por algum esquerdista emergente.

Será sempre a mesma campanha que, inicialmente, circulará na mídia hegemônica, agora a partir da Folha de São Paulo, a nova trincheira de Chico Xavier, depois que a Globo passou a denunciar "médiuns" e até revelar o apoio que o "homem-amor" deu para João de Deus. E, como a Folha tem maior penetração em setores das esquerdas, a campanha terá fácil absorção pelas esquerdas desprevenidas, como em 2016 e 2018.

A omissão dos esquerdistas, que desconhecem que Chico Xavier defendia, em sua obra doutrinária e seus depoimentos, pautas bastante hostis tanto às classes trabalhadoras quanto às causas identitárias, fará mais uma vez elas caírem nas mesmas armadilhas, na medida em que as esquerdas mantenham padrões viciados de percepção.

E é esse o perigo. Que Chico Xavier seja acolhido e endeusado pela sociedade conservadora, ou mesmo por "isentões" que se dizem "nem de direita nem de esquerda" (ideia que, nos anos 1980, também se atribuiu ao "médium", através de seus defensores, preocupados em dar um caráter "apolítico" a CX), isso é bastante compreensível.

O problema está no silêncio e na omissão das esquerdas, supostamente por ignorância dos fatos sombrios em relação à trajetória de Chico Xavier. A perigosa adesão ao "bondoso médium" pelas esquerdas significa assinar embaixo de propostas sociais, trabalhistas e morais que as próprias esquerdas repudiam, dando assim poder à sociedade conservadora, como se deu em 2016.

As esquerdas deveriam romper com Chico Xavier e elas mesmas iniciarem um jornalismo investigativo sobre os aspectos sombrios que vão desde o pioneirismo nas obras fake até a defesa apaixonada da ditadura militar. Há vários outros aspectos negativos, e cabe as esquerdas se monstrarem como Ulisses modernos, se prendendo nos mastros de suas odisseias para não caírem no canto de sereia do "bondoso médium" a "ressurgir" com sua cabeça "emergindo" do brotar de uma flor.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Padre Quevedo: A farsa de Chico Xavier

Esse instigante texto é leitura obrigatória para quem quer saber das artimanhas de um grande deturpador do Espiritismo francês, e que se promoveu através de farsas "mediúnicas" que demonstram uma série de irregularidades. Publicamos aqui em memória ao parapsicólogo Padre Oscar Quevedo, que morreu hoje, aos 89 anos. Para quem é amigo da lógica e do bom senso, lerá este texto até o fim, nem que seja preciso imprimi-lo para lê-lo aos poucos. Mas quem está movido por paixões religiosas e ainda sente fascinação obsessiva por Chico Xavier, vai evitar este texto chorando copiosamente ou mordendo os beiços de raiva. A farsa de Chico Xavier Por Padre Quevedo Francisco Cândido Xavier (1910-2002), mais conhecido como “Chico Xavier”, começou a exercer sistematicamente como “médium” espiritista psicógrafo à idade de 17 anos no Centro Espírita de Pedro Leopoldo, sua cidade natal. # Durante as últimas sete décadas foi sem dúvidas e cada vez mais uma figura muitíssimo famosa. E a...

Chico Xavier apoiou a ditadura e fez fraudes literárias. E daí?

Vamos parar com o medo e a negação da comparação de Chico Xavier com Jair Bolsonaro. Ambos são produtos de um mesmo inconsciente psicológico conservador, de um mesmo pano de fundo ao mesmo tempo moralista e imoral, e os dois nunca passaram de dois lados de uma mesma moeda. Podem "jair" se acostumando com a comparação entre o "médium cândido" e o "capitão messias". O livro O Médico e o Monstro (Dr. Jekyll & Mr. Hyde) , de Robert Louis Stevenson, explica muito esse aparente contraste, que muitas vezes escapa ao maniqueísmo fácil. É simples dizer que Francisco Cândido Xavier era o símbolo de "amor" e Jair Bolsonaro é o símbolo do "ódio". Mas há episódios de Chico Xavier que são tipicamente Jair Bolsonaro e vice-versa. E Chico Xavier acusando pessoas humildes de terem sido romanos sanguinários, sem a menor fundamentação? E o "bondoso médium" chamando de "bobagem da grossa" a dúvida que amigos de Jair Presente ...

Chico Xavier causou confusão mental em muitos brasileiros

OS DOIS ARRIVISTAS. Por que muitos brasileiros são estupidamente reacionários? Por que há uma forte resignação para aceitar as mortes de grandes gênios da Ciência e das Artes, mas há um medo extremo de ver um feminicida morrer? Por que vários brasileiros passaram a defender o fim de seus próprios direitos? Por que as convicções pessoais prevalecem sobre a busca pela lógica dos fatos? O Brasil tornou-se um país louco, ensandecido, preso em fantasias e delírios moralistas, vulnerável a paixões religiosas e apegado a padrões hierárquicos que nem sempre são funcionais ou eficientes. O país sul-americano virou chacota do resto do mundo, não necessariamente porque o Primeiro Mundo ou outros países não vivem problemas de extrema gravidade, como o terrorismo e a ascensão da extrema-direita, mas porque os brasileiros permitem que ocorram retrocessos de maneira mais servil. Temos sérios problemas que vão desde saber o que realmente queremos para nossa Política e Economia até nossos apego...

Chico Xavier foi o João de Deus de seu tempo

Muitos estão acostumados com a imagem de Francisco Cândido Xavier associado a jardim floridos, céu azul e uma série de apelos piegas que o fizeram um pretenso filantropo e um suposto símbolo de pacifismo, fraternidade e progresso humano. Essa imagem, porém, não é verdadeira e Chico Xavier, por trás de apelos tão agradáveis e confortáveis que fazem qualquer idoso dormir tranquilo, teve aspectos bastante negativos em sua trajetória e se envolveu em confusões criadas por ele mesmo e seus afins. É bastante desagradável citar esses episódios, mas eles são verídicos, embora a memória curta tente ocultar ou, se não for o caso, minimizar tais episódios. Chico Xavier é quase um "padroeiro" ou "patrono" dos arrivistas. Sua primeira obra, Parnaso de Além-Túmulo , é reconhecidamente, ainda que de maneira não-oficial, uma grande fraude editorial, feita pelo "médium", mas não sozinho. Ele contou com a ajuda de editores da FEB, do presidente da instituição e dublê ...

Filantropia de Chico Xavier não passou de jogada marqueteira da Rede Globo

Sabe-se que Francisco Cândido Xavier tem uma trajetória muito mais cheia de confusões e escândalos do que qualquer esboço de coerência e consistência. Só que ele é adorado, até de maneira ferrenha e fundamentalista, porque ele é "bonzinho". As pessoas falam tanto na sua "bondade e humildade", elas que não conseguem ser boas e humildes por conta própria. Além do mais, que bondade Chico Xavier realmente fez? As "afirmações" são muito vagas, superficiais e subjetivas, não têm qualquer tipo de embasamento. O que poucos se lembram é que a "bondade e humildade" de Chico Xavier não passa de um truque publicitário montado pela Rede Globo de Televisão, à semelhança do que o jornalista britânico Malcolm Muggeridge, da BBC, fez com Madre Teresa de Calcutá, no documentário Algo Bonito para Deus (Something Beautiful for God) , de 1969. MALCOLM MUGGERIDGE "INVENTOU" O MITO "FILANTRÓPICO" DE MADRE TERESA. A Madre Teresa, na verd...

Caso João de Deus é apenas a ponta do iceberg de escândalos ainda piores

A FAMIGLIA "ESPÍRITA" UNIDA. Hoje o "médium" e latifundiário João Teixeira de Faria, o João de Deus, se entregou à polícia de Goiás, a pedido do Ministério Público local e da Polícia Civil. Ele é acusado de assediar sexualmente mais de 300 mulheres e de ocultar um patrimônio financeiro que o faz um dos homens mais ricos do Estado. João nega as acusações de assédio, mas provas indicam que eles ocorreram desde 1983. Embora os adeptos do "espiritismo" brasileiro façam o possível para minimizar o caso, ele é, certamente, a ponta do iceberg de escândalos ainda piores que podem acontecer, que farão, entre outras coisas, descobrir as fraudes em torno de atividades supostamente mediúnicas, que, embora com fortes indícios de irregularidades, são oficialmente legitimadas por parecerem "agradáveis" e "edificantes" para o leitor brasileiro médio. O caso João de Deus é apenas o começo, embora ele não tenha sido o único escândalo. Outro...

"Superioridade espiritual" de Chico Xavier e Divaldo Franco é uma farsa

Muito se fala da suposta superioridade espiritual de Francisco Cândido Xavier e Divaldo Pereira Franco, que seus seguidores definem como "espíritos puros" e dotados da mais extrema elevação moral dentro do "movimento espírita" brasileiro. São muitos relatos, argumentos, evocações, tudo o mais para tentar afirmar que os dois são as pessoas que mais chegaram ao máximo da evolução espiritual, talvez até mais do que Jesus Cristo, segundo alguns, até pelo fato de terem chegado à velhice (Chico Xavier faleceu há 13 anos). Só que essa visão nada tem a ver com a realidade. Sabendo que o "movimento espírita" brasileiro se desenvolveu às custas de mitificações, mistificações e fraudes diversas, é também notório que Chico Xavier e Divaldo Franco também participaram, com gosto, em muitas falcatruas cometidas pelo "espiritismo" brasileiro. Eles erraram, e erraram muitíssimo. Usaram o prestígio que acumularam ao longo dos anos para legitimar e popular...

Bomba semiótica no visual de Chico Xavier no seu auge

Os brasileiros têm muito medo de questionar Francisco Cândido Xavier. Muito, muito medo. Preferem que suas casas sejam completamente destruídas em um incêndio do que abrir mão de suas convicções em favor do anti-médium (termo que se justifica porque nossos "médiuns" se recusam a ter a função intermediária própria do aparente ofício). O medo atinge até mesmo pessoas com determinado grau de esclarecimento, que chegam a ser brilhantes em análises difundidas em seus espaços diversos na Internet, mas quando se chega ao mito de Chico Xavier, se congelam, como se Ulisses, da Odisseia, tivesse se rendido ao canto das sereias. E olha que o pior canto de sereia no Brasil não vem de moças bonitas, mas de velhos feiosos. É preocupante essa situação e essa zona de conforto que as pessoas, presas em paradigmas de 40 ou 45 anos atrás, se apegam de maneira neurótica, um padrão medíocre, porém organizado, de vida, na qual as pessoas desesperadamente não querem abrir mão e até se enfure...

Propagandista de Chico Xavier, família Marinho está na lista de mais ricos do país

Delícia promover a reputação supostamente inabalável de um deturpador da Doutrina Espírita como Francisco Cândido Xavier. As Organizações Globo (Rede Globo, O Globo, Época, Globo News) é propriedade dos irmãos Marinho, que estão no grupo seleto dos oito brasileiros mais ricos do mundo. Numa lista que inclui nada menos do que três sócios da Ambev, uma das maiores empresas fabricantes de cerveja no Brasil, os irmãos João Roberto, José Roberto e Roberto Irineu, filhos do "lendário" Roberto Marinho, somam, juntos, cerca de R$ 41,8 bilhões, cerca de um sétimo da fortuna total dos oito maiores bilionários do Brasil: R$ 285,8 bilhões. Sabe-se que a Rede Globo foi a maior propagandista de Chico Xavier e outros deturpadores da Doutrina Espírita no Brasil. As Organizações Globo superaram a antiga animosidade em relação ao anti-médium e resolveram reinventar seu mito religioso, baseado no que o inglês Malcolm Muggeridge fez com Madre Teresa de Calcutá. Para entender esta histór...

URGENTE! Divaldo Franco NÃO psicografou coisa alguma em toda sua vida!

Estamos diante da grande farsa que se tornou o Espiritismo no Brasil, empastelado pelos deturpadores brasileiros que cometeram traições graves ao trabalhoso legado de Allan Kardec, que suou muito para trazer para o mundo novos conhecimentos que, manipulados por espertos usurpadores, se reduziram a uma bagunça, a um engodo que mistura valores místicos, moralismo conservador e muitas e muitas mentiras e safadezas. É doloroso dizer isso, mas os fatos confirmam. Vemos um falso Humberto de Campos, suposto espírito que "voltou" pelos livros de Francisco Cândido Xavier de forma bem diferente do autor original, mais parecendo um sacerdote medieval metido a evangelista do que um membro da Academia Brasileira de Letras. Poucos conseguem admitir que essa usurpação, que custou um processo judicial que a seletividade de nossa Justiça, que sempre absolve os privilegiados da grana, do poder ou da fé, encerrou na impunidade a Chico Xavier e à FEB, se deu porque o "médium" mi...