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Chico Xavier está mais para Luciano Huck do que para Irmã Dulce


A SOROR BAIANA IRMÃ DULCE FOI CANONIZADA NO VATICANO.

O que é caridade? É deixar uma meia-dúzia de pobres e doentes alojados como se fossem animais em cativeiro? É doar roupas velhas e algumas mofadas ou rasgadas, ou mantimentos de marcas ruins, através de uma caravana ostensiva? É encher de palavrinhas hipócritas na desculpa de consolar famílias em tragédias e faturar em cima com livrinhos e supostas cartas espirituais? E o sentido da caridade está mais no prestígio do "benfeitor" do que nos efeitos aos mais necessitados?

Muitas dessas questões são enigmas, porque muita gente não consegue enxergar a caridade de maneira racional. Tomados de cegueira emotiva das mais perigosas, as pessoas veem o sentido da caridade pelo prestígio do suposto benfeitor. Os mais necessitados são só um "detalhe", eles podem até morrer de inanição, o que não pode é derrubar a reputação do "filantropo" de ocasião, alvo de adoração das mais exageradas, mesmo quando "isentas".

Tivemos a cerimônia de canonização de Irmã Dulce, nascida Maria Rita Lopes Pontes e hoje conhecida como a Santa Dulce dos Pobres, realizada ontem no Vaticano. O Brasil amanheceu com a notícia de que Irmã Dulce, o "anjo bom da Bahia", é agora a primeira santa brasileira.

E o título foi muito merecido. Muito diferente de Madre Teresa de Calcutá - que, dizem, quando visitou o Brasil, foi vista por Irmã Dulce com discreta estranheza - , que deixou seus alojados em condições sub-humanas e virou santa por causa de dois falsos milagres, uma cura de câncer realizada por tratamento médico comum e uma intoxicação alimentar que foi creditada como "câncer em estágio terminal", a baiana realmente realizou grandes proezas.

Irmã Dulce, sem dinheiro, mas buscando apoios diversos, entre empresariais e políticos, mas sem qualquer envolvimento ideológico, idealizou um hospital público, o Hospital Santo Antônio, que envolve várias especializações: especialização geriátrica, cirúrgica, hospital infantil, centro de atendimento e tratamento de alcoolismo, clínica feminina, unidade de coleta e transfusão de sangue, laboratórios e um centro de reabilitação e prevenção de deficiências.

Ela também criou o Centro Educacional Santo Antônio, em Simões Filho, que abriga crianças e adolescentes carentes, o Círculo Operário da Bahia, voltado a desenvolver atividades profissionais e assistir as classes trabalhadoras, e, finalmente, as Obras Sociais Irmã Dulce, com inúmeras atribuições, inclusive a de investir em um Centro de Panificação que produz pães, bolos e panetones, gerando renda para sustentar a instituição.

Portanto, se trata de um trabalho de grande envergadura, no qual o benfeitor só obteve protagonismo porque era bastante conhecido, mas nunca foi uma caridade em que o benfeitor se colocasse à frente e acima dos mais necessitados, como lamentavelmente se observa no "movimento espírita", em que a "caridade" é apenas uma máscara para acobertar "médiuns" farsantes e deturpadores da causa espírita.

JÁ OS "MÉDIUNS"...

Só para citar um conterrâneo, o baiano Divaldo Franco, supostamente mantém um projeto assistencial, a Mansão do Caminho, nas bases do mero Assistencialismo. Cursos profissionalizantes e pedagógicos acontecem nos limites da Escola Sem Partido, criando cidadãos submissos e sem uma forte compreensão de mundo. Os resultados podem ser corretos em certo ponto, porém são medíocres para quem esperava algo mais grandioso e digno de admiração.

Divaldo Franco é considerado "o maior filantropo do Brasil" tendo auxiliado apenas 0,0125% dos brasileiros, em toda sua carreira. É um título risível para realizações tão minúsculas. Só para se ter uma ideia, comparando 64 anos de Mansão do Caminho (1952 a 2015) e oito anos do governo Luís Inácio Lula da Silva (2003-2010), enquanto Divaldo tirou da pobreza uma média anual de 2.580, o petista ganhou disparado, em quantidade e qualidade, com uma média anual de 4,5 milhões de beneficiados.

O jornalista José Herculano Pires, também estudioso espírita, havia alertado sobre Divaldo Franco em carta para o também jornalista Agnelo Morato. Herculano não via com bons olhos a suposta caridade de Divaldo, conforme o grifo que nós aqui damos:

"Do pouco que lhe revelei acima você deve notar que nada sobrou do médium que se possa aproveitar: conduta negativa como orador, com fingimento e comercialização da palavra, abrindo perigoso precedente em nosso movimento ingênuo e desprevenido; conduta mediúnica perigosa, reduzindo a psicografia a pastiche e plágio – e reduzindo a mediunidade a campo de fraudes e interferências (caso Nancy); conduta condenável no terreno da caridade, transformando-a em disfarce para a sustentação das posições anteriores, meio de defesa para a sua carreira sombria no meio espírita".

Além do mais, Divaldo Franco excursionava pelo mundo, querendo ser um misto de Phineas Fog com pretensões de parecer "tão peregrino" quanto Jesus Cristo. Devemos nos lembrar que Jesus Cristo, quando muito, viajava montado em um burrico e enfrentava um sol muito quente, e não raro ele andava sem um recurso sequer, muito diferente do festejado "médium" que viajava em voos confortáveis, era hospedado em bons hotéis e fazia palestras em hotéis e centros de convenções de grande status entre as elites do dinheiro e do luxo.

Quem pagou as viagens de Divaldo Franco, para ele ficar pavoneando como dublê de "ativista pacifista" nas pomposas cerimônias da Europa, dos EUA e em confortáveis eventos no Brasil? Como ele pode ter atuado como turista (sem aspas) por esses cantos e como "turista" (com aspas) na Mansão do Caminho, no qual o "trabalho de formiga" era sempre deixado para seu primo Nilson Pereira, o "Tio Nilson"?

Ser o "maior filantropo do Brasil" e perder feio para um petista hostilizado por uma parcela da população brasileira (as elites do atraso que não gostavam de ver um operário aposentado governando o Brasil e perder os privilégios delas para os mais pobres) é uma humilhação, mas as pessoas só querem saber de filantropia quando ela apresenta o crachá religioso, por mais que Lula tenha, com menos de uma década de governo, feito muito mais pelos mais necessitados do que o "iluminado" Divaldo em pouco mais de seis décadas!

E Francisco Cândido Xavier? Como um extremo oposto de Lula - que está preso por uma acusação sem provas - , Chico Xavier é considerado "caridoso" sem provas. As alegações de sua "filantropia" são vagas, imprecisas, sem fundamento teórico, sem dados determinados. Diz-se que "ele ajudou muita gente" e pronto. Ou que ele "promoveu a paz para os brasileiros". Ninguém pergunta como, ninguém pergunta de que forma, ninguém pergunta quem realmente foram os beneficiários. Fica nisso mesmo e os chiquistas vão para a cama viver o sonho dos anjos.

Além disso, as "cartas mediúnicas", tidas como "a maior caridade de Chico Xavier", eram na verdade atrocidades que exploravam e expunham de forma indevida as tragédias familiares, espetacularizando a morte mesmo quando se alegava a "certeza da outra vida". Afinal, a vida espiritual era abordada sem o menor fundamento científico, mais parecendo uma reprodução das fantasias religiosas do Purgatório católico, com o agravante de que, no "espiritismo" brasileiro, todos, após a morte, vamos virar coroinhas da "igreja espírita".

Esse embuste, além de mostrar fraudes na produção dessas "psicografias" - havia a "leitura fria", que é a interpretação de sinais emocionais aliados aos depoimentos de parentes e amigos de um morto num "auxílio fraterno" de uma "casa espírita" - , alimentava o sensacionalismo da imprensa marrom e mesmo da grande mídia empresarial. Não é por acaso que a imprensa de fofocas, o noticiário policial, os delegados de polícia e os repórteres da imprensa marrom sempre se sentiram atraídos por Chico Xavier e eram beneficiados por essa sintonia mórbida trazida pelo "médium".

Fora as "cartas mediúnicas", o mito de Chico Xavier está associado a práticas de Assistencialismo, dos mais baratos. Assistencialismo é aquela suposta caridade em que se "alivia a dor" dos pobres sem trazer a "cura" para a doença da pobreza. Essa "caridade" ajuda os pobres sem mexer nos privilégios abusivos das elites, e seus resultados são muito medíocres, trazendo mais promoção pessoal para o suposto benfeitor do que progressos reais para os mais necessitados, que acabam sendo envolvidos num processo de dominação e exploração sob a máscara do "amor ao próximo".

Para entender isso, vamos recorrer ao que disse o jornalista João Filho, do The Intercept - com uma equipe que, ironicamente, conta com o ex-Superinteressante Alexandre de Santi na equipe editorial. De Santi lançou uma coletânea de artigos da Superinteressante sobre Chico Xavier que segue aquele padrão neutralista e supostamente imparcial que fazem a festa dos "isentões espíritas", esses acrobatas da palavra desesperados em ter a "verdade", ou ao menos a "palavra final", em suas mãos.

Vejamos o que escreveu João Filho, sobre Luciano Huck:

"Em 19 anos de Caldeirão, Huck faturou muitos milhões em cima da exposição da miséria na TV. Histórias dramáticas de famílias pobres eram exploradas em troca de assistencialismo barato patrocinado por grandes marcas. Ajudar pobre na TV sempre foi um negócio lucrativo".

O colunista de televisão, Maurício Stycer, também escreveu coisa parecida na sua coluna na Folha de São Paulo, a respeito dos quadros "assistenciais" do Caldeirão do Huck:

"O eixo principal do programa, exibido pela Globo há 17 anos, é o assistencialismo, uma tradição da TV de cunho popular no Brasil desde a década de 1960. Fazendo drama com a miséria alheia, Huck reforma carros, casas e até pequenos negócios, ajuda parentes a se reencontrarem, organiza casamentos - tudo sempre sob o patrocínio das marcas que anunciam no ar".

O vínculo de Luciano Huck, apesar de católico, com Chico Xavier, é notório. Huck já foi, com sua esposa Angélica, ver o filme dramatizado sobre o "médium", Chico Xavier - O Filme, em 2010. "Gostei muito do filme do Chico Xavier. Acreditando ou não. Sem dúvida, foi um cara especial. Que dedicou a vida para trazer paz as pessoas", disse o apresentador.

Luciano Huck realizou edições do quadro Lata Velha em Pedro Leopoldo e Uberaba, duas cidades da vida de Chico Xavier. Quanto a Uberaba, nada demais, por ser a cidade bastante famosa e envolver contextos que podem não se relacionar com o "médium". Mas Pedro Leopoldo, tão esquecida que muitos se esquecem ser da Região Metropolitana de Belo Horizonte, não poderia ter sido acolhida pelo apresentador se não tivesse como referência ser a terra natal de Chico Xavier.

Luciano Huck é moldado como suposto filantropo nos mesmos moldes que a própria Rede Globo fez com Chico Xavier. O mito de Chico Xavier virou uma "unanimidade" e um consenso até entre setores ingênuos das esquerdas - que ignoram ou subestimam o fato do "médium" ter sido sempre ultraconservador e reacionário - porque não havia uma mídia que fizesse contraponto às narrativas oficiais que promoviam o "médium".

Se, por exemplo, o próprio Luciano Huck tivesse sido adulto em 1979 (ele era apenas uma criança de sete, oito anos) e tivesse sido promovido como um pretenso filantropo, nos mesmos moldes que hoje se vê no Caldeirão do Huck, ele seria também uma "unanimidade", e até mesmo esquerdistas e ateus estariam complacentes com ele, soltando o surrado bordão "pelo menos ele ajudou o próximo".

A "caridade" de Chico Xavier nunca trouxe resultados concretos. A "consolação" se deu às custas de mensagens fraudulentas - testemunhas disseram que o "médium", com frequência um tanto estranha por ser acima do normal, pedia para as pessoas "verificarem a autenticidade das informações" em cartórios e outros registros - e que alimentavam o sensacionalismo jornalístico através da exploração e superexposição da tragédia alheia, perturbando a privacidade dos lutos familiares.

Outras atividades "filantrópicas" se reduziam a ações feitas por terceiros. Chico Xavier não oferecia donativos nem recursos financeiros para promover sequer o Assistencialismo. Ele pedia a outros para realizar tais tarefas, e, mesmo assim, dentro daquela "caridade que as elites gostam", porque elas evitam mexer nas riquezas opulentas dos mais ricos, apenas permitindo que eles se livrem de bens só quando estes não lhes servem mais, como roupas e objetos fora de moda, mofados, rasgados etc.

Comparando o caso da santa Irmã Dulce com o de Chico Xavier, de maneira realmente objetiva - sem o patrulhamento religioso que os "isentões espíritas", com seu verniz "intelectual" e "imparcial", buscam fazer - , percebemos que o "médium" estava muito mais próximo da "caridade de fachada" que Luciano Huck anda fazendo ultimamente.

Precisamos ver a "caridade" pelos resultados. Se eles foram medíocres, então não houve caridade. A grandeza com que chiquistas e divaldistas atribuem a seus ídolos - mesmo os "isentões" que "admitem imperfeições" não fogem dessa regra - , os "médiuns" teriam conseguido fazer o Brasil virar um país desenvolvido, em padrões escandinavos.

Não tem como fugir dessa ideia, pois não há caridade que não traga progressos profundos. O que há é uma falsa caridade que apenas faz resultados pontuais, uma melhoria eventual aqui e ali só para dizer que "fez alguma coisa", enquanto no conjunto da obra se observa que os progressos sociais foram inexpressivos. E é lamentável que as pessoas vejam a "caridade" focalizando os "benfeitores" em vez dos mais necessitados.

Daí o diferencial de Irmã Dulce, que, em sua trajetória, lutou para criar obras de profunda transformação social, remando contra a maré do Assistencialismo religioso que prefere adotar ações de fachada e apenas realizar "progressos" dentro dos limites tolerados pela sociedade reacionária e elitista, que prefere uma "caridade" que ajude mais o "benfeitor" do que os doentes e miseráveis.

Os mais necessitados se reduzem a ser apenas meros detalhes, "vacas de presépio" do espetáculo assistencialista de Chico Xavier, Divaldo Franco, Luciano Huck e companhia. A sociedade brasileira precisa abandonar a mania de ver a "caridade" somente pelo foco do suposto benfeitor.

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