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"Espíritas de esquerda" sinalizam apoio sutil a #EstamosJuntos, #DireitosJá e #RenovaBR


TODA A CONSIDERAÇÃO FRATERNA AO "IRMÃO LUCIANO HUCK".

Os chamados "espíritas de esquerda", não aqueles que são verdadeiramente esquerdistas e verdadeiramente kardecianos, mas aqueles que prestam consideração à figura ultraconservadora de Francisco Cândido Xavier, apesar das "ressalvas", estão fazendo mais uma manobra, a partir de suas principais lideranças, Franklin Félix e Ana Cláudia Laurindo.

Enquanto Franklin apela agora para a "bondade infinita de Deus", Ana Cláudia se define como "livre pensante". A forma com que passam a pregar as ideias, superadas as animosidades com os "espíritas de direita", os ditos "espíritas de esquerda", dentro daquele prisma da "esquerda namastê", agora fazem um discurso alegre e aparentemente otimista.

Com uma retórica conciliadora, embora "fiel às causas progressistas", os "espíritas de esquerda" apresentam uma postura aparentemente hesitante em relação a movimentos conciliadores como #RenovaBR, #EstamosJuntos (ou #Juntos) e #DireitosJá, entre outros, que buscam apenas uma recuperação de um aparato democrático-institucional nos padrões desejados pela direita moderada.

O apoio não é declarado, mas na comunidade "Espíritas à Esquerda" do Facebook, há uma tendência, se não de apoio, mas de abstenção formal, até para não estragar as aparências em relação ao pretenso esquerdismo desses "kardecistas de foices e martelos ocos" e ainda capazes de endeusar um direitista da pesada como Chico Xavier.

Ainda que se autoproclamem "fiéis" a Lula, que não aderiu a esses movimentos conciliadores, supostamente seguindo os passos do grande líder petista, os "espíritas de esquerda" se contradizem, porque se recusam a se aliarem a nomes como Fernando Henrique Cardoso, José Sarney e Luciano Huck, mas ao se aliarem a Chico Xavier, é como se aliassem à escória do ultraconservadorismo ideológico.

É só ler os livros de Chico Xavier e saber dos seus depoimentos. O que ele fala, por exemplo, do trabalho humano é algo digno de um programa de governo de Jair Bolsonaro ou, quando muito, do Partido Novo. Aceitar a servidão, o trabalho exaustivo, reconhecer as "necessidades" dos patrões (tadinhos, eles têm que viajar para a Disney, seus filhos querem se divertir), defender o trabalho fora das vocações humanas, as perdas salariais, as perdas de encargos etc.

As ideias medievais de Chico Xavier saltam aos olhos, de tão explícitas. E, o que é pior, com efeito doutrinário, pois é nesse contexto em que ele prega suas ideias. E, o mais grave, com maior intensidade depois que o "médium" prometeu, nos anos 1970, juntamente com Divaldo Franco, colaborar pelo "resgate dos ensinamentos espíritas originais". Afinal, apesar dessa promessa de "respeitar Allan Kardec", tanto Chico quanto Divaldo aumentaram seu apetite roustanguista justamente depois dos anos 1970.

Essa farsa de "espíritas de esquerda", da qual se usam desculpas mil, principalmente investindo numa "adoração sem motivo" a Chico Xavier, que agora não é mais visto como "semi-deus", "milagreiro", "profeta" nem "salvador da pátria". Ou seja, apela-se para adorá-lo apenas como "homem bom" e como (suposto) filantropo, com uma "caridade" que, aliás, lembra muito bem Luciano Huck.

Claro que as pessoas insistem em glorificar a "caridade" de Chico Xavier, com base nas narrativas unilaterais e monolíticas em torno dele, das quais não havia contraponto algum. Não havia Internet que permitisse contrapor a essa narrativa, como hoje existem narrativas que desqualificam João de Deus, Carlos Vereza e até Divaldo Franco, ou mesmo José Medrado (que, em suas palestras, perde tempo citando piadas ofendendo mulheres louras e pessoas gordas).

Naquela época, o AI-5 vigorava e, mesmo quando ele deixou de acontecer, ainda havia a Censura Federal e os estragos do quinto ato institucional da ditadura militar permaneceram, como fortes marcas. Daí que não havia a mídia alternativa para denunciar o caráter fajuto da filantropia-ostentação de Chico Xavier, uma "caridade" espetacularizada que não trazia coisa alguma de transformador nas vidas dos mais necessitados, tratados pior do que cães vira-latas.

Daí que foi uma narrativa só, parcial, chapa-branca, adulatória, mais preocupada em promover um ídolo religioso do que realmente promover transformações sociais. A tendenciosa confusão dos termos "transformar vidas" e "aliviar a dor do sofrimento", vergonhosamente e de maneira errônea definidos como "sinônimos", é bem típica dessas atribuições que só servem para manter Chico Xavier, se não num pedestal, mas pelo menos em algum altar de seu fanático mais enrustido.

Temos bombas semióticas terríveis em torno de Chico Xavier e que, no terreno da "caridade", mostram que os pobres são piores do que animais de rua. Os pobres não têm nome, são submissos - como as senhoras que, deprimidas e resignadas, beijam a mão de um Chico Xavier que mal disfarçava seu riso de orgulho do seu poder de manipular e dominar as pessoas - , e permanecem os mesmos a cada temporada de "caridade", o que significa que suas vidas nunca foram transformadas, tudo ficou na mesma.


CHICO XAVIER E AÉCIO NEVES - OS DOIS SE ENCONTRARAM, NO FIM DA VIDA DO "MÉDIUM", E A PAIXÃO FOI RECÍPROCA.

De que adianta os "espíritas de esquerda" falarem mal de Fernando Henrique Cardoso, Jair Bolsonaro, Aécio Neves, Luciano Huck, Geraldo Alckmin, Paulo Guedes, José Sarney, Fernando Collor, etc etc etc? Falam maravilhas de Bezerra de Menezes, mas ele, como político, foi um José Sarney do seu tempo, conforme falam aqueles que divergem do "espiritismo místico" que o médico cearense, o "Kardec brasileiro que introduziu Roustaing", propagou.

Lendo os livros de Chico Xavier com muita atenção, as ideias do "médium" transitam entre um bolsonarismo austero e, fora do terreno das ideias adversas e indo para o terreno das promessas futuras, lembra um programa "assistencial" trazido por algum figurão do PSDB.

Isso significa, em outras palavras, que, no modo "pesadelo", Chico Xavier é perfeitamente bolsonarista, descontando a defesa do porte de armas, repudiada pelo "médium". Mesmo assim, a doutrina concebida por Chico Xavier consente com os homicídios humanos, que, embora reprovados, são atenuados mediante alegações moralistas de "reajustes espirituais", corroborando com a ideia reacionária de que a vítima é "sempre a culpada".

Os "espíritas de esquerda" manifestam horror a Aécio Neves, falam de sua "trajetória de corrupção", mas eles devem lembrar que seu amado Chico Xavier, quando, no fim da vida, recebeu o tucano mineiro, os dois manifestaram uma paixão recíproca, uma identificação pessoal profunda.

Há um grande erro na interpretação sobre a "previsão" de Chico Xavier sobre um líder político. Em 1952, uma famosa mensagem falava de um "grande líder político" que iria governar o Brasil em tempos decisivos. Atribuiu-se a qualquer figura política, mas ela não tinha personalidade definida.

Certamente Chico Xavier não previu Fernando Collor (que o "médium" apoiou em 1989, em detrimento à candidatura do rival Lula - atenção esquerdas!), nem Sérgio Moro, nem mesmo o próprio Aécio Neves. A suposta previsão não teve destinatário certo e é tão confusa quanto as atribuições de quem foi o suposto "André Luiz" na sua última passagem pela Terra.

No entanto, é correto que, mais tarde, as "previsões" de Chico Xavier - em 1979, ele dizia que o futuro "grande líder" estava na faixa etária de uns 24, 25 anos, o que o amigo e discípulo Carlos Baccelli entendeu, anos depois, como sendo Jair Bolsonaro - se encaixam em personalidades reacionárias. Pelo menos, é consenso que Chico Xavier não previu a ascensão política de um barbudo gordinho, retirante e pobre, que iria conduzir o nosso país no futuro como grande governante.

Quando falamos que Chico Xavier iria apoiar Jair Bolsonaro em 2018, nos baseamos em rigorosa pesquisa sobre suas ideias e sobre os fatos que o envolveram. As bases são muitas, entre elas a famosa entrevista do programa Pinga Fogo, em 1971, em que o "médium" defende a ditadura militar, e cujo apoio rendeu, em 1972, condecoração e até concessão de palestra na Escola Superior de Guerra.

Lembremos, mais ainda, que somente um imbecil iria acreditar que, no caso de Chico Xavier, a ESG teria aberto mão do critério de homenagear colaboradores da ditadura militar. A verdade é que Chico Xavier apoiou a ditadura porque se identificava com ela, reacionário que era o "médium". E a ESG nunca perderia tempo dando homenagens a quem não fosse colaborador com o regime ditatorial, ainda mais naqueles tempos de repressão ainda mais radical.

Religiosos podem apoiar tiranias políticas, sim, até porque a tirania oferece para as religiões a "matéria-prima" para o assistencialismo religioso, que são os oprimidos, um gancho para transformar pessoas ordinárias em "santidades terrenas", cultuadas como se fossem velocinos de ouro, ainda que pela forma velada da "admiração saudável a homens bons".

De que adianta, então, repudiar personalidades políticas de direita se os "espíritas de esquerda" cultuam Chico Xavier? É insuficiente dizer que ele foi "controverso". Falam que os direitistas eram e são corruptos, "compram" advogados para evitarem serem punidos pela Justiça, mas o que não foi a trajetória de Chico Xavier senão um festival de arrivismos?

Fala-se que Aécio Neves iria matar um primo dele, mas e a morte misteriosa de Amauri Xavier, sobrinho do "médium", depois que ele denunciou fraudes e ameaçou revelar os bastidores das fraudes psicográficas? As fraudes são tantas e tão graves que nem gente solidária a Chico Xavier, como Suely Caldas Schubert e Ana Lorym Soares, tiveram coragem de negar, muito pelo contrário, deixando vazá-las sem querer e mostrando toda a sordidez da obra literária do "bondoso médium".

É confortável e facílimo falar dos argueiros dos olhos dos outros. Falar mal de fake news é moleza para os lábios de um "espírita", sem saber que no seu próprio terreno há obras vergonhosamente fakes como Parnaso de Além-Túmulo que, de maneira constrangedora, sofreu cinco (!) modificações editoriais, e isso para uma obra que se supunha de "benfeitores espirituais".

Segundo Ana Lorym, essas modificações espirituais foram muitas e ocorreram por mais de 20 anos, pelo menos entre o grupo que envolveu Chico Xavier, Antônio Wantuil de Freitas, Manuel Quintão e Luís da Costa Porto Carreiro Neto. Até parentes de dirigentes ou mesmo de funcionários da Federação "Espírita" Brasileira participaram das fraudes.

E, para quem acha que Chico Xavier foi "vítima" desse processo perverso, lembremos que ele, de maneira confirmada por suas próprias palavras em cartas divulgadas pela amiga Suely Caldas Schubert, não só consentiu com as modificações editoriais como apoiava completamente essas ações fraudulentas, e se ofereceu para colaborar, e, quando a situação permitia, colaborou com gosto.

As traves nos olhos dos "espíritas" mostram o quanto eles se envolvem em confusões e contradições que se acumulam como sujeira no chão. Desde a dissimulação da deturpação espírita, inventando um pseudo-Kardec que pedia para apreciar a obra de Jean-Baptiste Roustaing, até o pseudo-esquerdismo daqueles que tentam desenhar um "Chico Xavier de esquerda", que nunca existiu em momento algum da vida, o "espiritismo" brasileiro se revela não "mais realista que o rei", mas "mais mitômano que o mito", no caso, Jair Bolsonaro.

E esse discurso conciliador dos "espíritas de esquerda" coincide muito com os de movimentos como #Renova BR e #EstamosJuntos. A ideia de "diálogo" e "perdão", com base em artigos de Ascânio Seleme, colunista e ex-editor-chefe de O Globo, é a mesma da "consideração com os opostos" que os "espíritas" tanto falam.

O "espiritismo" brasileiro é uma religião conservadora, e, assim como equivocadamente se atribui um inexistente apoio a Lula e Dilma Rousseff quando se fala na suposta consideração da FEB quanto a eles, omite-se o verdadeiro apoio quando o caso envolve membros do tucanato ou do bolsonarismo.

O apoio, quando se dá, se refere ao conteúdo, às ideias, às práticas. Não se trata de dizer "eu apoio fulano" com base em aparências. O apoio se dá nas ideias, no que se pensa, age e faz. Daí que falamos que Chico Xavier apoiaria Jair Bolsonaro se vivesse em 2018. Essa tese se dá através da combinação de suas ideias, de suas raízes sociais e das circunstâncias em que ele mostrou seu conservadorismo extremo, em diversas situações.

Não é com bebezinho pobre no colo que se faz um progressista. Além disso, a proposta "conciliadora" dos "espíritas de esquerda" coincide com as posturas "conciliadoras" de O Globo, PSDB, Luciano Huck e tantos outros que usam as forças progressistas como trampolim para que movimentos "moderados" recuperem o protagonismo.

Daí não haver diferenças fundamentais entre Ascânio Seleme, FHC, Luciano Huck com Franklin Félix e a "livre pensadora" Ana Cláudia Laurindo (que talvez use seu "livre pensamento" para poder se desviar do rigor intelectual kardeciano para cultuar Chico Xavier e companhia), todos inspirados num modelo de sociedade "democrático" mas nem tanto, onde os pobres até têm seu lugar ao sol, mas desde que mantenham sua posição submissa diante do status quo. É como canta, em tom de lamento, Zé Ramalho: "Vida de gado, povo marcado, povo feliz".

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