Pular para o conteúdo principal

A mobilidade urbana atropelada pelo "deus" Jaime Lerner


Grande mania os brasileiros, sobretudo os cariocas, verem religião em todas as coisas, panteisando qualquer arbitrariedade só porque ela é decidida por gente rica, letrada, poderosa ou com visibilidade. Ficam endeusando qualquer um que, "lá de cima" - leia-se escritórios ou colegiados acadêmicos - decide qualquer bobagem prejudicial e nas mídias sociais o pessoal apoia babando.

Claro, este é o país que endeusa Chico Xavier com todas as confusões que ele aprontou na vida, incluindo apoio a fraudes diversas, publicação de pastiches literários e até mesmo prática de falsidade ideológica - vá dizer que aquelas bobagens atribuídas a Humberto de Campos seriam realmente escritas por ele - e no entanto o anti-médium ainda é unanimidade ferrenha entre muitos brasileiros.

Funciona assim. Impõe-se uma medida que não é lá muito benéfica para o interesse público. "Não muito benéfica" é eufemismo para coisa que é nociva e poucos admitem que é. Mas aí, lançada essa medida, é publicado um linque no Facebook e todo mundo curte e, o que é pior, só tem gente elogiando a medida, de forma até muito entusiasmada.

"Gostei". "Demais". "Essa medida vai bombar!". "Não vejo a hora dela ser implantada". "Também não. Já estou olhando meu relógio". "Essa medida, com certeza, vai beneficiar (sic) a população", são alguns dos comentários mais comuns.

Claro, muitos desses internautas são como cães Rottweiler que pulam felizes quando o dono lhes oferece o almoço. Nesses momentos eles são cãezinhos fofos, alegres, animados, dá até para fazer carinho neles. Mas quando alguém contraria, eles viram uma fera e lhe "convidam" para uma festa (sem aspas) numa boate do Recreio dos Bandeirantes, antes da qual lhe lincharão na entrada.

Dá medo essa mania de religiosizar e divinizar as coisas, muito comum no Brasil, mais comum ainda no Rio de Janeiro. Gente tão intolerante que perde tempo criando blogues ofendendo quem não segue a "lógica do rebanho", o que dá o tom de seu reacionarismo doentio que faz Reinaldo Azevedo parecer o Dennis Pimentinha.

Isso dá tanto medo que, enquanto uns pitboys davam surra em jovens estudantes e trabalhadores vindos do Jacarezinho só porque eles queriam ir às praias de Copacabana e Ipanema, como faziam antes, sempre pacificamente, e uns milicianos arrancavam passageiros do ônibus 474 (prestes a ter fim de linha no Centro) para dar surra até em dona-de-casa, uns idiotas de Niterói espalharam panfletos de uma franquia local da Klu Klux Klan.

Daí para criarem uma sucursal do Estado Islâmico é um pequeno pulo. E já era assustador o reacionarismo de muitos "fascistas de web" naquela comunidade "Eu Odeio Acordar Cedo" que davam piti - no sentido que os Revoltados on Line e o deputado Jair Bolsonaro dão piti - quando criticavam até mesmo uma simples gíria (como aquela gíria idiota "balada", inventada por Luciano Huck, mais conhecido como Tucano Huck, e por seu amigo Tutinha da Jovem Pan).

E aí vemos a tal da mobilidade urbana, que no Rio de Janeiro implantou tardiamente um projeto de sistema de ônibus da ditadura militar. E isso mostra o quanto é divinizar as coisas, principalmente com o Estado do Rio nas mãos de uma elite autoritária, burocrata e tecnocrata (alguns simplificam dizendo "tecnoburocrata") que pensa ainda viver nos tempos do "milagre brasileiro" do general Médici.

Sim, estamos falando de Eduardo Paes, Luiz Fernando Pezão, Sérgio Cabral Filho e seus amiguinhos. Um tecnocrata que virou secretário municipal de Transportes e hoje é subsecretário de Planejamento, Alexandre Sansão, parece um Benito Mussolini de óculos. Um Carlos Roberto Osório que mais parece um sargento do Exército à paisana. Um José Mariano Beltrame que banca o xerife com pinta de paizão de sitcom sobre famílias atrapalhadas.

Esse pessoal parece estar governando como se não estivéssemos sob o governo da presidenta Dilma, mas sim durante uma transição entre o general Emílio Médici e o colega Ernesto Geisel. Fazem da cidade do Rio de Janeiro uma Disneylândia para ricos e turistas. Estimulam o consumismo das classes abastadas (da média alta para a mais alta) e deixam os pobres "na mão". Adotam medidas à revelia da consulta popular e das leis.

Nem parece que Eduardo Paes era bebezinho na Era Médici. Ele se afina muito com o "espírito da época". E seu tenebroso sistema de ônibus, cheio de medidas cruéis vendidas como "racionais", entra para mais uma trágica etapa de eliminar a ligação de ônibus entre Zona Norte e Zona Sul.

O atual titular da pasta municipal de Transportes, o boyzinho Rafael Picciani, jura de pés juntos que esse esquema não tem relação com os arrastões de Copacabana (puxados pelos valentões ricos, diga-se de passagem) e que ele só quer "otimizar" o sistema de ônibus. Otimizar obrigando as pessoas a pegarem mais de um ônibus? Fala sério!

O inspirador desse processo todo, o arquiteto Jaime Lerner, que foi prefeito de Curitiba e governador do Paraná, era um figurão da ditadura que impôs uma lógica para o sistema de ônibus que está caduca e, em muitos aspectos, obsoleta, mas que as autoridades insistem, até mesmo na marra, que se trata não só de uma "novidade", como é algo "futurista" e até "tendência mundial".

Muito desse sistema de ônibus apresenta medidas completamente caquéticas, dignas do tempo do carro de boi, mas são disfarçadas com o falso futurismo dos BRTs (trenzinhos sobre rodas que parecem foguetes), coisa que só existe no Brasil, porque lá fora é outra coisa, não é o BRT que faz sucesso no resto do mundo, é o BRT que é caricatura um tanto brutal do que se foi feito lá fora bem antes do primeiro "plano Lerner".

Não por acaso os maiores defensores desse "padrão Jaime Lerner" são busólogos patronais que ficam com raivinha quando colegas de hobby não concordam com estes pontos de vista. Têm chilique, fazem trolagem, achando que estão com a palavra final e depois, quando vão para a rua bancar os valentões, reclamam por que a "máfia das vans" andou "paquerando" eles.

E aí o que temos? Motoristas acumulando função de cobrador, sob a desculpa do bilhetamento eletrônico. O que está por trás dessa "modernidade"? Demissões em massa de rodoviários e trabalho escravo dos motoristas, tão oprimidos profissionalmente que adoecem em pleno volante e causam acidentes devido à sobrecarga cansativa de trabalho, causando mortos e feridos.

E o que temos mais? Redução de frotas de ônibus em circulação, sob a desculpa de maior rapidez e fluidez no tráfego e fim de sobreposição de itinerários. O que está por trás dessa "otimização" do sistema? Ônibus cada vez mais lotados, mesmo os BRTs, passageiros chegando atrasado ao trabalho, perdas de horas no ir e vir e alto risco de demissões devido aos atrasos constantes.

E mais ainda? Fim de linhas de ônibus diretas e longas, sob a desculpa de agilizar o esquema através da divisão de linhas em "alimentadoras", "troncais" e "interbairros". O que está por trás dessa "racionalização" de percursos? Gente estressada pegando mais de um ônibus e sendo obrigada a pagar mais de uma passagem (o que "devora" boa parte do salário), porque o Bilhete Único dura pouco e, em muitos casos, sua validade se esgota quando o primeiro ônibus ainda está em percurso.

E mais, mais? A tal pintura padronizada nos ônibus, que amarra diferentes empresas de ônibus na camisa-de-força de consórcios e tem a desculpa de evitar poluição visual e disciplinar o sistema com a adoção de uma mesma pintura para cada consórcio. E o que temos? Passageiros confusos na hora de pegar um ônibus e a corrupção político-empresarial correndo solta porque não dá mais para identificar com facilidade e imediatismo uma empresa de ônibus, já que tudo ficou igual.

Portanto, são medidas nefastas, que deveriam ser combatidas se o povo tivesse consciência de seu poder de mobilização, pelo menos mandando e-mails em massa para a imprensa, para ela tomar conhecimento de sua indignação. Reclamar pelas costas nos bares da vida não dá para influir em coisa alguma, porque os protestos se tornam natimortos depois de um copo de cerveja.

E assim o sistema de ônibus, como muita coisa que acontece na vida de cariocas e fluminenses, se torna uma decadência vertiginosa, que só os alienados que ainda pensam que o Rio de Janeiro vive uma belle èpoque - esses risonhos bobos-alegres que a gente vê muito nas ruas - e que acha piada até tiroteio em área da UPP, e que só dão conta da realidade quando se tornam vítimas dela.

E o endeusamento de Jaime Lerner, que tem um plano maligno contra as linhas de ônibus intermunicipais para o Rio de Janeiro, tem como preço caro a degradação do cotidiano das pessoas, a criação de complicadas situações que não há desculpas de "racionalidade" que possam justificar.

Pois, sob o reino do "deus Lerner", medidas erradas são criadas de propósito, transtornos previstos acontecem, e as autoridades ficam fazendo beicinho prometendo estudar e resolver os problemas e fazer "reajustes constantes".

Se "otimizar o sistema de ônibus" é assim, então o sentido de "otimizar" passou a ser outro: o de catástrofe e sofrimentos intensos. O carioca sofre por aceitar tudo, passivo, confiante nos "deuses" inventados pelo diploma, pelo poder político, pelo sucesso na mídia e pelos superávits de mercado.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Padre Quevedo: A farsa de Chico Xavier

Esse instigante texto é leitura obrigatória para quem quer saber das artimanhas de um grande deturpador do Espiritismo francês, e que se promoveu através de farsas "mediúnicas" que demonstram uma série de irregularidades. Publicamos aqui em memória ao parapsicólogo Padre Oscar Quevedo, que morreu hoje, aos 89 anos. Para quem é amigo da lógica e do bom senso, lerá este texto até o fim, nem que seja preciso imprimi-lo para lê-lo aos poucos. Mas quem está movido por paixões religiosas e ainda sente fascinação obsessiva por Chico Xavier, vai evitar este texto chorando copiosamente ou mordendo os beiços de raiva. A farsa de Chico Xavier Por Padre Quevedo Francisco Cândido Xavier (1910-2002), mais conhecido como “Chico Xavier”, começou a exercer sistematicamente como “médium” espiritista psicógrafo à idade de 17 anos no Centro Espírita de Pedro Leopoldo, sua cidade natal. # Durante as últimas sete décadas foi sem dúvidas e cada vez mais uma figura muitíssimo famosa. E a...

Filantropia de Chico Xavier não passou de jogada marqueteira da Rede Globo

Sabe-se que Francisco Cândido Xavier tem uma trajetória muito mais cheia de confusões e escândalos do que qualquer esboço de coerência e consistência. Só que ele é adorado, até de maneira ferrenha e fundamentalista, porque ele é "bonzinho". As pessoas falam tanto na sua "bondade e humildade", elas que não conseguem ser boas e humildes por conta própria. Além do mais, que bondade Chico Xavier realmente fez? As "afirmações" são muito vagas, superficiais e subjetivas, não têm qualquer tipo de embasamento. O que poucos se lembram é que a "bondade e humildade" de Chico Xavier não passa de um truque publicitário montado pela Rede Globo de Televisão, à semelhança do que o jornalista britânico Malcolm Muggeridge, da BBC, fez com Madre Teresa de Calcutá, no documentário Algo Bonito para Deus (Something Beautiful for God) , de 1969. MALCOLM MUGGERIDGE "INVENTOU" O MITO "FILANTRÓPICO" DE MADRE TERESA. A Madre Teresa, na verd...

Episódios que podem (e deveriam) derrubar Chico Xavier

Enquanto continua sendo cultuado como "fada-madrinha" para os adultos do mundo real, Francisco Cândido Xavier é blindado até nos seus piores erros, ainda mais que a narrativa "gente como a gente" do complexo de vira-lata que assola o Brasil transformou o anti-médium mineiro em alguém "imperfeito", temporariamente retirado do antigo pedestal montado por seguidores e simpatizantes. Mas fora dessa imagem de "fada-madrinha", consagrada por frases piegas, Chico Xavier esconde incidentes terríveis, que não devem ser entendidos como errinhos de nada. São erros muitíssimo graves, que envolvem falsidade ideológica, juízo de valor, fraudes literárias e defesa de ideias moralistas retrógradas, além de apoio a fraudes de materialização. Há o caso da apropriação do nome de Humberto de Campos, que mostra indícios de revanchismo por parte do "médium", que não gostou da resenha que o escritor maranhense escreveu para o Diário Carioca, desaprovando a ob...

Chico Xavier e Divaldo Franco NÃO têm importância alguma para o Espiritismo

O desespero reina nas redes sociais, e o apego aos "médiuns" Francisco Cândido Xavier e Divaldo Pereira Franco chega aos níveis de doenças psicológicas graves. Tanto que as pessoas acabam investindo na hipocrisia para manter a crença nos dois deturpadores da causa espírita em níveis que consideram ser "em bons termos". Há várias alegações dos seguidores de Chico Xavier e Divaldo Franco que podemos enumerar, pelo menos as principais delas: 1) Que eles são admirados por "não-espíritas", uma tentativa de evitar algum sectarismo; 2) Que os seguidores admitem que os "médiuns" erram, mas que eles "são importantes" para a divulgação do Espiritismo; 3) Que os seguidores consideram que os "médiuns" são "cheios de imperfeições, mas pelo menos viveram para ajudar o próximo". A emotividade tóxica que representa a adoração a esses supostos médiuns, que em suas práticas simplesmente rasgaram O Livro dos Médiuns  sem um pingo de es...

As contradições dos seguidores do "líder" Chico Xavier

Para os que acham o anti-médium mineiro Francisco Cândido Xavier um "grande líder", há uma série de posturas bastante insólitas e interpretações das mais risíveis. É claro que Chico Xavier nunca seria um líder de fato, ele nunca teve essa vocação de liderança para coisa alguma, mas seus seguidores, infantilizados, querem que ele lidere sempre tudo, ou pelo menos algo que acreditam ser de sua competência. O que ele fez ao Espiritismo brasileiro é altamente vergonhoso. E a reputação que ele alcançou com isso se torna mais vergonhosa ainda, porque neste caso ficou fácil alguém ser alçado a semi-deus errando muito, cometendo fraudes, omissões, vacilos, contradições, posturas tendenciosas e tudo de ruim, mas associado a tudo de bom que existe na Humanidade na Terra. Sejamos sinceros. Chico Xavier é alvo das mais pérfidas e fúteis paixões terrenas humanas. É a desculpa que a hipocrisia humana encontrou para gostar de um velhinho humilde e ignorante, o que garante camuflar os...

Padrão de vida dos brasileiros é muito sem-graça e atrasado para virar referência mundial

Pode parecer uma grande coincidência, a princípio, mas dois fatores podem soar como avisos para a pretensão de uma elite bem nascida no Brasil querer se tornar dominante no mundo, virando referência mundial. Ambos ocorreram no âmbito do ataque terrorista do Hamas na Faixa de Gaza, em Israel. Um fator é que 260 corpos foram encontrados no local onde uma rave  era realizada em Israel, na referida região atingida pelo ataque que causou, pelo menos, mais de duas mil mortes. O festival era o Universo Paralello (isso mesmo, com dois "l"), organizado por brasileiros, que teria entre as atrações o arroz-de-festa Alok. Outro fator é que um dos dois brasileiros mortos encontrados, Ranani Glazer (a outra vitima foi a jovem Bruna Valeanu), tinha como tatuagem a famosa pintura "A Criação de Adão", de Michelangelo, evocando a religiosidade da ligação de Deus com o homem. A mensagem subliminar - lembrando que a tatuagem religiosa não salvou a vida do rapaz - é de que o pretenso pr...

Cadê Amarildo...ou melhor, cadê Amauri Xavier?

Cadê Amarildo, o pedreiro que sumiu misteriosamente e que vivia na Rocinha, acusado de ser criminoso quando muitos afirmam que ele era apenas um trabalhador que foi torturado por policiais? Pois cadê o Amarildo dos "espíritas", o "Amaurildo", Amauri Xavier Pena, sobrinho de Francisco Cândido Xavier, que faleceu misteriosamente há 54 anos, lá pelo distante ano de 1961, com apenas 27 anos de idade, na verdade 28 incompletos? Amauri é um enigma que revela o lado sombrio do "espiritismo" feito no Brasil. O "Amaurildo espírita" e sua tragédia repentina simbolizam o que o "movimento espírita" brasileiro, que costuma criminalizar as vítimas e indultar os culpados, é capaz de fazer. Consta-se que Amauri Xavier Pena não tem uma foto divulgada na Internet. Seus dados são muito confusos e até o sobrenome foi trocado: Amauri Pena Xavier. Uns escreviam Amaury, mas pode ser Amauri por alguma questão de atualização ortográfica. Mas ele, sendo...

Chico Xavier foi o João de Deus de seu tempo

Muitos estão acostumados com a imagem de Francisco Cândido Xavier associado a jardim floridos, céu azul e uma série de apelos piegas que o fizeram um pretenso filantropo e um suposto símbolo de pacifismo, fraternidade e progresso humano. Essa imagem, porém, não é verdadeira e Chico Xavier, por trás de apelos tão agradáveis e confortáveis que fazem qualquer idoso dormir tranquilo, teve aspectos bastante negativos em sua trajetória e se envolveu em confusões criadas por ele mesmo e seus afins. É bastante desagradável citar esses episódios, mas eles são verídicos, embora a memória curta tente ocultar ou, se não for o caso, minimizar tais episódios. Chico Xavier é quase um "padroeiro" ou "patrono" dos arrivistas. Sua primeira obra, Parnaso de Além-Túmulo , é reconhecidamente, ainda que de maneira não-oficial, uma grande fraude editorial, feita pelo "médium", mas não sozinho. Ele contou com a ajuda de editores da FEB, do presidente da instituição e dublê ...

Marisa Letícia, "espíritas" e SUS

Existe um grande debate sobre internações em hospitais públicos, autocirurgias etc. Uma série de polêmicas pode complicar as coisas se não fizermos as devidas observações, sobretudo por causa de um episódio ocorrido há poucos dias. Na última terça-feira, a ex-primeira-dama, Marisa Letícia, esposa do ex-presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), Atualmente está internada em coma induzido no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, o que causou violentos protestos na Internet. Marisa já estava estressada por causa das pressões que o marido recebe na Internet. Se no "espiritismo" um deturpador da pior espécie como Francisco Cândido Xavier é "santificado" e transformado em "profeta", "filósofo", "cientista" etc por um lobby combinado de contas no YouTube e no Facebook, Lula é, sob as mesmas condições, tratado como "bandido" e levianamente acusado até de ser "mandante de...

Mariana Rios recorre ao padrinho de João de Deus, Chico Xavier, para tentar explicar foto com Photoshop

Apresentadora do reality show  A Grande Conquista, da Record TV, a atriz e cantora Mariana Rios cometeu um ato bastante infeliz, ao ser acusada por muitos internautas de ter usado recurso do Photoshop para tratar a foto de divulgação do programa, no perfil do Instagram. A princípio, a atriz publicou apenas um desabafo, sem dar a explicação que ela prometeu dar, e feito na base do vitimismo: "Vou usar a discussão totalmente superficial e de uma certa forma 'boba' sobre a foto acima, para fazer uma analogia. Vivemos uma época onde temos a necessidade de apontar as fraquezas do outro, evitando assim olhar para nossas próprias. Aprendi desde cedo em casa: Se não tenho nada a acrescentar sobre o outro, prefiro me calar. Nesse caso era só dar um zoom na foto. O que me preocupa é a quantidade de vezes em que julgamos, maltratamos e condenamos em casos sérios". Até aí, tudo bem, coisas normais de personalidade querendo evitar polêmicas caprichando no discurso vitimista e na ...