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Pela reengenharia social e por superstição, omite-se a tragédia dos feminicidas

SURGEM RUMORES DE QUE DOCA STREET HAVIA FALECIDO, EMBORA A IMPRENSA SE RECUSE A FALAR SOBRE O ASSUNTO. A sociedade brasileira é surreal, até quando se lida com a morte. Os obituários que se deixam publicar na mídia e no Wikipedia precisam ser seletivos, "fofos", com personalidades que, geralmente, renderiam algum prêmio Nobel, ou então outras personalidades que nem merecem tanto isso mas são razoavelmente inofensivas. A imprensa que noticia mortes de gandulas de futebol de várzea por mal súbito e de recos de serviço militar por infartos em treinamentos não é capaz de dizer que assassinos, sobretudo feminicidas, também têm sua tragédia e, não raro, morrem e bem mais cedo que imaginamos. Inventam-se duas masculinidades tóxicas para os machistas. A dos que matam e a dos que morrem. A masculinidade tóxica, pelos olhos da grande imprensa, só mata os que não matam as mulheres, geralmente atingindo apenas machistas bonachões, tiozões do churrasco, que estão "autorizados...

"Espíritas de esquerda" sinalizam apoio sutil a #EstamosJuntos, #DireitosJá e #RenovaBR

TODA A CONSIDERAÇÃO FRATERNA AO "IRMÃO LUCIANO HUCK". Os chamados "espíritas de esquerda", não aqueles que são verdadeiramente esquerdistas e verdadeiramente kardecianos, mas aqueles que prestam consideração à figura ultraconservadora de Francisco Cândido Xavier, apesar das "ressalvas", estão fazendo mais uma manobra, a partir de suas principais lideranças, Franklin Félix e Ana Cláudia Laurindo. Enquanto Franklin apela agora para a "bondade infinita de Deus", Ana Cláudia se define como "livre pensante". A forma com que passam a pregar as ideias, superadas as animosidades com os "espíritas de direita", os ditos "espíritas de esquerda", dentro daquele prisma da "esquerda namastê", agora fazem um discurso alegre e aparentemente otimista. Com uma retórica conciliadora, embora "fiel às causas progressistas", os "espíritas de esquerda" apresentam uma postura aparentemente hesitante em r...

Atenção, esquerdas! Chico Xavier queria calar os movimentos sociais

O MESSIAS E O CÂNDIDO. As esquerdas "namastê" e as esquerdas "nem tão namastê assim" permanecem em silêncio em relação à pessoa de Francisco Cândido Xavier, contra o qual são denunciados aspectos negativos de sua trajetória. É um silêncio omisso, um medo de assumir alguma desilusão com o "médium", um medo de trair antigas e confortáveis convicções. Para essas pessoas, pouco importa se os aspectos negativos de Chico Xavier são confirmados por fatos - sim, pessoal, o direitismo do "médium" não é questão de interpretação opinativa, não se trata de opinião e sim de fatos - , se a forma com que se analisa esses aspectos segue o rigor kardeciano de raciocínio lógico. Se a realidade vai contra Chico Xavier, o pessoal desconfia.  A realidade tem que ser submissa ao "médium", e se as fantasias mostram mais coisas agradáveis que a realidade, que se fique com a fantasia. Contrariando os conselhos originais da Codificação, os brasile...

Diálogos da Fé: quando um católico dá um "puxão de orelha" num "espírita"

O "ESPIRITISMO" BRASILEIRO, ATRAVÉS DE CHICO XAVIER, SE BASEIA NA APOLOGIA DO SOFRIMENTO HUMANO. Existe, no sítio da Carta Capital, uma coluna chamada "Diálogos da Fé". Vá entender um conhecido veículo da mídia esquerdista apelar para a fé religiosa, quando é tradição que o pensamento esquerdista, através do marxismo, fosse desprovido de religião, pelo menos, já que o marxismo é originalmente ateu. São coisas surreais de um ideário esquerdista que é colonizado pelo pensamento de direita, principalmente quando cultua funkeiros e "médiuns espíritas", ambos mais parecendo criaturas vindas de algum núcleo popular das novelas das 21 horas da Rede Globo e, em ambos os casos, patrocinados e apoiados abertamente por um Luciano Huck hostilizado pelas esquerdas. Vá entender as esquerdas que odeiam Luciano Huck mas adoram tudo que ele adora. Em todo caso, deixemos nos compreender, diante dessa avalanche de absurdos nos quais o Brasil está submerso. Se chegou-s...

Pandemia de medo contagia maioria dos brasileiros

Pior do que o coronavírus, o medo está contagiando a maioria dos brasileiros, que ignora, de forma paranoica, que aquele padrão de país que existia desde 1974 está no fim. Medos completamente surreais tomam conta das pessoas, por diversos e preocupantes motivos. Temos medo da esquerda voltar ao poder. Temos medo de Jair Bolsonaro ser tirado do cargo presidencial. Temos medo de ver feminicidas morrerem, mesmo antes dos 60 anos. Mas temos medo até de feminicidas morrerem de velhice, na casa dos 80 anos. Temos medo até de ônibus perderem a padronização visual em cidades como Curitiba e São Paulo. Temos medo até de ver gente no Rio de Janeiro que não curte futebol. Temos medo do ídolo musical popularesco cair no ostracismo, temos medo de ver as mulheres siliconadas deixarem de fazer "fotos sensuais". Temos medo de tudo. Tudo mesmo. Coisinhas à toa. Somos metidos a perder medo quando se trata de entes queridos ou pessoas de grande contribuição sócio-cultural para nosso país....

Bolsonarismo em decadência? Ou será possível um bolsonarismo sem Bolsonaro?

A prisão de Fabrício Queiroz e, dias antes, de Sara Geromini, que adotava o pseudônimo Sara Winter, pode representar a agonia do bolsonarismo, entre aspas, no sentido das pessoas físicas que operam esse fenômeno político. Mas se fala que as raízes do bolsonarismo já existem há mais de 15 anos e as milícias digitais eram algo que se observava nos tempos do Orkut e até antes dele. As investigações em torno das fake news  do "gabinete do ódio", que resultaram na investigação que não se limita a Sara Geromini, mas se estende a outros nomes como Allan dos Santos (responsável pelo blog Terça Livre), Bernardo Küster, Carla Zambelli, Bia Kicis, Paulo Kogos e o que vier de "odiosos" das redes sociais, atingindo até mesmo o empresário Luciano Hang e o dublê de filósofo Olavo de Carvalho, também se ampliam para o "escritório do crime", com Queiroz integrado às milícias, em parte suspeitas pelo assassinato da vereadora Marielle Franco. Isso é o fim de um projeto...

O eterno complexo de vira-lata dos brasileiros

O Brasil não só é um país marcada e radicalmente conservador - mesmo as aparentes vanguardas e mesmo movimentos progressistas possuem gente sutilmente conservadora - como também tem o vício de querer preservar o que é medíocre ou mesmo o nocivo, que não vale tanto a pena assim quanto parece, mas o pessoal sai defendendo com unhas e dentes. Nosso país mergulha numa mediocridade que reflete no âmbito político, com Jair Bolsonaro ameaçando punir quem "esticasse a corda", ou seja, agisse contrário aos interesses do presidente e de seus aliados, num tempo em que o Supremo Tribunal Federal está investigando e começando a punir, com prisões preventivas e ações de busca e apreensão de material suspeito, os bolsonaristas acusados de espalhar fake news  e ameaçar a Democracia e suas instituições reguladoras. As pessoas ficam passivas porque isso não tem efeito na compreensão solipsista da vida. "Se o caos não me atinge, então o caos não existe", dizem as pessoas que, no...