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O "espiritismo" está fora da realidade

Governo golpista no Brasil, violência rolando solta no Rio de Janeiro, fundamentalismos religiosos, crise econômica mundial, corrupção. Uma realidade dura, que se conforma quando, mesmo a alguns metros adiante, ocorrem tiroteios próximos às residências das pessoas. Enquanto isso acontece e deixa as pessoas aflitas os "espíritas" se comportam como se estivessem no mundo da lua. Todos muito, muito felizes, dizendo que o Bem está imperando na Terra e que os noticiários não passam de "mimimi" para atrair mais público e abocanhar umas boas verbas publicitárias. Que triunfalismo é esse? Os "espíritas" são pressionados de todos os lados? Culpa nossa, por recusarmos a reconhecer o "trabalho do bem"? Não, culpa dos próprios "espíritas" que usam a filantropia apenas para camuflar a desonestidade doutrinária que cometem. O próprio aniversariante (de morte) de hoje, Francisco Cândido Xavier, a mentira personificada - a culpa não é nossa, m...

A bobagem da "filosofia da Data-Limite"

PARA MUITOS LUNÁTICOS, A TERRA É CHIQUISTA. Bom, os incautos religiosos que acham que Francisco Cândido Xavier está acima de Jesus Cristo e apenas abaixo de Deus estão em festa. A criançada agora pode brincar de ser filósofo com palestras sobre "data-limite" de Juliano Pozati, Laércio Fonseca e outros lunáticos. Isso tudo se encaixa perfeitamente no contexto em que vivemos, desse bagunçado governo de Michel Temer e sua equipe de deploráveis e que foi instaurado por um golpe político e jurídico que se vale pelo uso leviano e parcial das leis. É um país que endeusa um juiz como Sérgio Moro, bastante parcial por ser rigoroso demais com o PT mas extremamente cauteloso com o PSDB. E que tem Gilmar Mendes tratando as cartas legais como se fossem papéis higiênicos. É um país que assiste a um Jornal Nacional que mente diariamente e dá ouvidos a jornalistas como Reinaldo Azevedo, que simplesmente fazem calúnias gratuitas e escrevem como se fossem internautas desordeiros que ...

Brasil tem uma minoria que é rica demais

Há muitos mendigos nas ruas? Os assaltos já acontecem em horários diurnos de grande movimento? Você não consegue emprego de jeito algum? Os concursos públicos afunilam demais a seleção, com provas cada vez mais complicadas? Essas perguntas surgem num momento de aparente crise econômica que atinge o país. Uma crise que é muito mal explicada, principalmente por uma mídia que não quer saber de realidade. A mídia deforma e, nos últimos meses, defendeu a instalação de um cenário político deplorável e pior do que supostamente parecia o governo anterior. Vamos esclarecer. Até pouco tempo atrás, o PT comandava o Governo Federal. Tivemos Lula em dois mandatos e Dilma Rousseff, no segundo, foi afastada por supostas acusações. O motivo para que Câmara dos Deputados e Senado Federal votassem para seu impeachment , manipulações econômicas conhecidas como "pedaladas fiscais", foi vagamente mencionado e mesmo assim permitiu que ela saísse do poder, com chances de uma nova votação rea...

A "cultura do estupro" reflete a coisificação da mulher

Vemos posturas sociais retrógradas e muito mal disfarçadas. O politicamente correto de anos atrás fazia com que elites acadêmicas tratassem o povo pobre como um bando de idiotas e, mesmo assim, achar tudo isso "generoso" e "progressista". O povo pobre é visto como idiota, infantilizado, tolo e ignorante. Os intelectuais mais badalados diziam que isso era "felicidade", que a favela era um "paraíso", que a ignorância era "sabedoria" e o grotesco era apenas uma reação ao "bom gosto das elites". Para piorar, esse pessoal que, sem botar um único dedo do pé nas periferias, se achava detentor da palavra final sobre o que deveria ser o povo pobre lançava seus pontos de vista preconceituosos - embora eles jurassem que eram "contra todo tipo de preconceito" - em monografias, documentários, grandes reportagens, livros e outros meios de trazer uma abordagem mais "objetiva". Eles se achavam vitoriosos na sua vi...

Brasil retrocede politicamente. Coração do Mundo?

Pronto, a sociedade conservadora insandecida, que, de forma um tanto debiloide, vestiam camisetas da seleção brasileira de futebol para, junto com o Pato da Fiesp, o Batman do Leblon e aquele líder estudantil de Kimta Katiguria que escreve mal e informa pior ainda na Folha de São Paulo, conseguiu tirar Dilma Rousseff do poder. Quem assumiu o poder agora é o inexpressivo Michel Temer, indiferente à ideia de ter ou não vocação de estadista, já que o que importa é conquistar o poder e governar para as elites. A classe média que via em qualquer coisa errada sinônimo de "marxismo" e "comunismo" e sentia ódio por roupa vermelha e estrelas amarelas, dorme tranquila sem perceber a armadilha em que caiu. Como o governo Temer não vai distribuir grana para todo mundo, boa parte dos paranoicos que pediam "Fora Dilma" pelo simples fato de não gostarem dela, portanto, vão pagar pela festa que fizeram com o impeachment , berrando histéricos, no fim de noite de 17 ...

A esculhambação da imagem da mulher solteira

Mais uma vez, a subcelebridade Solange Gomes, que usa o corpo como mercadoria, apelou para ficar nua em dia de frio. "Desafiando o frio no Rio de Janeiro", se atreveu a escrever, ao mostrar mais uma foto "sensual" nas mídias sociais, ontem de noite. Semanas atrás, a revista Veja publicou uma reportagem intitulada "Bela, Recatada e do Lar", relacionada à Marcela Temer, esposa do hoje vice-presidente da República, Michel Temer, preparando para ser titular do Governo Federal assim que se concluírem os processos, estranhos e tendenciosos, para tirar a presidenta Dilma Rousseff do poder. E o que Marcela Temer e Solange Gomes têm a ver uma com outra. Aparentemente, nada. Mas, só aparentemente. Elas são dois lados de uma mesma moeda, de um machismo maluco existente no Brasil, que não aceita ver feminicidas morrerem e acha que mulher-objeto pode ser feminista. Marcela, evidentemente, personifica um machismo mais "família", a da "escrava do ...

O direito de ir e vir, sob as bênçãos de...um logotipo de prefeitura nos ônibus!

O Rio de Janeiro - tanto o Estado quanto sua capital - virou uma obra do surrealismo em plena realidade cotidiana. Tantos aspectos ridículos, nocivos ou absurdos prevalecem simplesmente porque uma minoria de pessoas querem, sem ter alguma razão aparente. Franz Kafka? Não. É o Rio de Janeiro! É a cidade cujo ritmo, marcado pelas baixarias e pela imbecilidade sócio-cultural, o "funk", é definido como "folclore carioca", "vanguarda artístico-cultural" e "ativismo sócio-cultural". Qualquer queixa é rebatida com os lamentos dos partidários do "funk" que, com seu coitadismo, dizem que o ritmo é "vítima de preconceito e discriminação cruel". É a cidade que já teve rádios de rock de primeira linha, como Eldo Pop e Fluminense FM, mas agora tem o segmento comandado por uma emissora de rádio estúpida como a Rádio Cidade, que é controlada por pessoal sem especialização no rock e cuja programação só toca os "sucessos das parada...